sexta-feira, 7 de agosto de 2015

'Senhora do Campo. Fé, Devoção, História e Tradição'

Publicação: 07/08/2015
Páginas: 238
Edição: ADPA
Tiragem: 500
ISBN: 978-972-9474-51-4
Depósito Legal: 396387/15
P.V.P: 15,00 Euros (inclui despesas de envio, para encomendas feitas através de brandaopinho@gmail.com).

'Senhora do Campo. Fé, Devoção, História e Tradição', é uma obra monográfica que versa sobre aspectos religiosos, devocionais, históricos e tradicionais de uma devoção popular local promovida na freguesia de Rossas, concelho de Arouca.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

EVOCAR DOM DOMINGOS DE PINHO BRANDÃO

Assinala-se hoje o 25.º Aniversário do falecimento de Dom Domingos de Pinho Brandão, o último dos três bispos que Arouca deu à Igreja. Aproveitamos, pois, o ensejo para evocar a memória deste nosso tão ilustre e renomado conterrâneo.
 
 
Homónimo de seu pai, Domingos de Pinho Brandão foi o primeiro varão dos seis filhos sobreviventes de Domingos de Pinho Brandão, natural da Casa de Cimo de Vila, freguesia de Rossas, e de Luciana Joaquina de Jesus Martins, natural de Nabais, freguesia de Escariz. Nasceu na Casa do Outeiro, na freguesia de Rossas, no dia 09 de Janeiro de 1920 e foi baptizado na igreja matriz desta paróquia, no dia 15 do mesmo mês, pelo padre Luís de Almeida Aguiar, sob testemunho e apadrinhamento dos tios maternos António Francisco da Silva Martins e Clara Joaquina de Jesus.
Domingos, cujo nome era também já uma tradição de boa memória na família, personalizada pelo seu pai e pelos seus antepassados Pe. Domingos de Pinho Brandão e Domingos Manuel de Pinho Brandão, recebeu apenas os apelidos paternos. Era então também ainda uma tradição reservada aos filhos varões das principais famílias, mas, neste caso, o apelido composto Pinho Brandão era ainda mais significativo e preservado que aquela tradição. A formação deste tão estimado apelido deu-se quase trezentos anos antes, no lugar de Terçoso, desta mesma freguesia, onde nasceu José de Pinho Brandão, filho de Domingos Brandão e Antónia de Pinho. Em 21.VIII.1717 José contraiu matrimónio com Maria Vaz, filha de António Vaz e Isabel Jorge, da Casa de Cimo de Vila, onde residiram e deram continuidade aos Pinho Brandão, cujos ramos se propagaram a muitas outras casas da freguesia, onde ainda hoje se contam muitos descendentes deste composto apelido.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

1513-2013 - Quinhentos Anos do Foral concedido por D. Manuel I à vila de Arouca

O concelho de Arouca teve Foral Novo dado por D. Manuel em 20 de Dezembro de 1513; o concelho de Alvarenga teve Foral Novo dado por D. Manuel em / 8 / 2 de Maio de 1514 e a freguesia de Espiunca favoreceu do Foral Novo de Paiva dado por D. Manuel em 1 de Dezembro de 1513; o concelho de Fermedo teve Foral Velho dado por D. Afonso III em 1275 e Foral Novo dado por D. Manuel em 27 de Setembro de 1514, sendo primitivamente honra dos Duques de Aveirom passado depois para os Condes da Feira e destes, por troca, para os Peixotos, do Porto.
O actual concelho de Arouca resultou da anexação ao velho Couto de Arouca do concelho de Vila Meã do Burgo, constituído por um enclave dentro da freguesia do Salvador, a quem a Rainha Santa Mafalda deu carta de Foral em Maio de 1229, tendo os seus habitantes, em 18 de Fevereiro de 1817, exposto a Sua Majestade a pobreza do mesmo, que por Provisão de 15 de Dezembro do mesmo ano era anexado ao Couto de Arouca; do antigo concelho de Fermedo, da Terra de Santa Maria, extinto e anexado a Arouca por Decreto de 24 de Outubro de 1855; do antigo concelho de Alvarenga, extinto e anexado a Arouca por Decreto de 26 de Outubro de 1836 e da freguesia de Covelo de Paivó, do concelho de S. Pedro do Sul, anexada pela Lei n.º 653 de 16 de Fevereiro de 1917.
O velho Couto de Arouca foi uma das seis paróquias da diocese de Lamego, presente no concílio de Lugo, realizado entre os anos 572 e 582, com o nome de Atavoca, Auroca e Auraca, que deu Arauqua, Arauca e Arouca; a tradição relata uma questão havida entre o Bispo de Lamego e os filhos do Senhor de Moldes, por causa desses territórios, que em 716, por composição, foram entregues à Igreja, para neles se fundar um Mosteiro, dúplice, da invocação de S. Cosme e S. Damião; este Mosteiro deixou de ser dúplice por a sua padroeira, Toda Viegas, ter feito doação dele à «abadessa Elvira João e a todas as suas irmãs e às que para o futuro fossem», a 7 das calendas de Janeiro era 1192 (26 de Dezembro de 1153), na Ordem de S. Bento, mas D. Paio, Bispo de Lamego, em 1224, autorizou D. Mafalda a mudar para a Ordem de S. Bernardo, que era mais austera, mudança aprovada por Bula de Honório 111 de 6 de Junho de 1224 e confirmada por Inocêncio IV por Bula de 8 de Agosto de 1246.
Em 7 de Setembro de 951 os Senhores da Anégia, Dom Ansur e Dona Ejeuva, coutaram a este Mosteiro um largo território, passando a ter por padroeiros S. Pedro, S. Paulo, S. Cosme e S. Damião. Couto alargado por doações de D. Afonso Henriques em Abril de 1132 e Janeiro de 1143, tendo D. Afonso III, em 20 de Outubro de 1257, estabelecido definitivamente o Couto.
SIMÕES JÚNIOR, Dr. Manuel Rodrigues, Aveiro e o Seu Distrito, Publicação Semestral da Junta Distrital de Aveiro, n.º 4, Dezembro de 1967.

sábado, 20 de abril de 2013

70.º Aniversário da ordenação do padre Domingos de Pinho Brandão, futuro bispo auxiliar das Dioceses de Leiria e do Porto

Dom Domingos de Pinho Brandão
Retrato a Óleo
No próximo dia 22 de Agosto assinala-se o 25.º Aniversário do falecimento de Dom Domingos de Pinho Brandão, o último dos três bispos que Arouca deu à Igreja. No próximo dia 24 deste mês, passam 70 anos sobre a data em que foi ordenado sacerdote, na basílica de S. João de Latrão, em Roma, considerada a "mãe" de todas as igrejas do Mundo.
Homónimo de seu pai, Domingos de Pinho Brandão foi o primeiro varão dos seis filhos sobreviventes de Domingos de Pinho Brandão, natural da Casa de Cimo de Vila, freguesia de Rossas, e de Luciana Joaquina de Jesus Martins, natural de Nabais, freguesia de Escariz. Nasceu na Casa do Outeiro, na freguesia de Rossas, no dia 09 de Janeiro de 1920 e foi baptizado na igreja matriz desta paróquia, no dia 15 do mesmo mês, pelo padre Luís de Almeida Aguiar, sob testemunho e apadrinhamento dos tios maternos António Francisco da Silva Martins e Clara Joaquina de Jesus.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Município do Porto homenageia arouquense Professor Doutor Arnaldo Cardoso de Pinho

Professor Doutor Arnaldo Cardoso de Pinho
Retrato a Óleo, por José Maia
O Município do Porto vai homenagear o Professor Doutor Arnaldo Cardoso de Pinho (n.22.VII.1942), atribuindo-lhe a Medalha Municipal de Mérito (Grau Ouro), na sessão solene comemorativa do 25 de Abril.
Dentre as várias personalidades que irão ser agraciadas por aquele Município estará, assim, este ilustre arouquense, natural da freguesia de Moldes, Cónego do Cabido do Porto e Professor Catedrático da Universidade Católica, recentemente jubilado.
Também o Município de Arouca, em cerimónia similar, realizada em 16 de Abril de 2002, agraciou já este ilustre filho da terra com a Medalha de Mérito Municipal (Grau Ouro).

domingo, 9 de dezembro de 2012

Natividade de Nosso Salvador
Tapeçaria, Co-Catedral de São João, Malta

domingo, 11 de novembro de 2012

Até um dia destes, Parente!

No Centro Cultural de Rossas, num dia de Estreia de uma nova Peça do GCRR
Ontem, dia 10 de novembro, estive entre os seus, na despedida ao meu parente senhor Manuel de Almeida Brandão. Tanto eu como ele, embora não o desejássemos breve, estávamos conscientes da chegada deste dia. Estávamos preparados para ele! O Ti Manel, Senhor Brandão ou Parente, como nos tratávamos mutuamente, porque o éramos e somos, há muito me dizia estar preparado para partir. Não tinha pressa, mas, tendo vivido feliz e até de forma divertida, porque procurou sempre o lado divertido das coisas, e constatando que tantos mais novos do que ele já tinham partido, não tardaria também a sua hora.
Nos últimos dez anos, pouco mais ou menos, partilhou comigo muita da sua imensa sabedoria, das suas lembranças e das inúmeras estórias sobre Rossas e muitos dos nossos conterrâneos. Às tantas começou a exigir moeda de troca. Pequenos conselhos jurídicos! Quantas vezes pondo na terceira pessoa as suas próprias questões. Mas, também neste particular, acho que aprendi mais com ele do que ele aprendeu comigo...
A extensa genealogia da Casa de Telarda de Cima, já concluída, donde foram naturais cerca de onze gerações do principal ramo dos nossos ascendentes, contou com a sua prestimosa e empenhada ajuda. Há estórias e factos que não vêm nos registos nem nos paroquiais. Porém, nem todas as pessoas estão à altura de colmatar essas lacunas. O Ti Manel estava!
Estimei partilhar longos momentos, muitas tardes, com o meu caro Parente! Até um dia destes!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Reorganização administrativa e territorial autárquica

Sobre a proposta aprovada pela Assembleia Municipal
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Na passada segunda-feira, a Assembleia Municipal de Arouca deliberou reduzir para 16 as freguesias do concelho. Resultado da aprovação, por um voto, da proposta, encabeçada pelo CDS, a defender a anexação de Espiunca a Canelas, com sede nesta; Burgo a Arouca, com sede nesta; Cabeiros a Albergaria-da-Serra, com sede nesta; e Janarde a Covêlo de Paivó, com sede nesta, contra outras duas “propostas” e a proposta que se podia inferir do parecer apresentado pela unanimidade do Executivo Camarário, que propunha a redução do concelho a 5 freguesias, sediadas em Alvarenga, Arouca, Moldes, Rossas e Escariz.
Pessoalmente, posiciono-me entre a proposta do CDS e o parecer do Executivo. Entendi e vi méritos no ambicioso parecer do Executivo e até acho ter sido bem fundamentado. Os argumentos da maior e melhor gestão do território e dos recursos, bem como do envolvimento de todas as freguesias neste processo, são fortes. Contudo, tenho dificuldades em conceber, nomeadamente, a anexação de Canelas e Espiunca a Alvarenga, atendendo à enorme fronteira natural que separa esta última daquelas duas e dita uma enorme distância entre todas.

domingo, 7 de outubro de 2012

Centro Interpretativo das Pedras Parideiras

 
No fim-de-semana passado fui visitar as infraestruturas daquele que em breve (ainda não foi oficialmente inaugurado) será o Centro Interpretativo das Pedras Parideiras. Gostei do passadiço colocado sobre a parte maior e visível do fenómeno, pese embora tema pela sua rápida degradação, atendendo ao rigor das estações na Nossa Serra da Freita. O edifício de apoio, embora pudesse estar mais enquadrado com o rústico local, está aceitável e o circuito concebido na parte inferior ficou engraçado. Já os arranjos na via, estão, simplesmente lamentáveis. Valha-nos a infraestrutura no seu todo e o facto de, assim, alertar para a tutela e salvaguarda do município, e impedir a deterioração do fenómeno que se vinha a verificar. Oxalá que o investimento possibilite agora mais algum investimento naquela agradável Aldeia da Castanheira e o retorno de alguns filhos da terra ou novos e empreendedores moradores, quiçá para recuperar hábitos e tradições, agrícolas e rurais.

sábado, 6 de outubro de 2012

Lugar da Ribeira, Frecha da Mizarela

 
Há dias, passados muitos anos, voltei a descer ao lugar da Ribeira, bem lá no fundo das escarpas da Frecha da Mizarela, na Serra da Freita. Foi com surpresa que verifiquei que ainda aí mora gente. Não imaginava que fosse ainda possível resistir à tamanha dificuldade de viver em tão recôndito, ingreme e isolado lugar da Nossa Serra da Freita. Fiquei contente, no entanto. Tanto mais quando sabe tão bem ir e andar por ali, rodeado daquela paisagem serena e bucólica, onde se sente a natureza em estado quase puro e um tempo rural e antigo, por entre uma ligeira brisa que aí chega do fundo da alterosa queda do rio Caima. Que bom que era que alguém mais pudesse adquirir ali uma daquelas casas e que dessa forma se intimidasse as agressões àquele nicho de património rural que, infelizmente, mesmo ali, em tal profundeza, se vão verificando.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

10.ª EDIÇÃO DO AROUCA FILM FESTIVAL

Entre hoje e domingo, a nossa pacata vila de Arouca estará de olhos postos na tela do antigo cinema Globo D’Ouro, onde se realiza a 10.ª Edição do Arouca Film Festival. 10.ª Edição. É obra!
Se todos nós, cada um na área da sua formação ou naquilo para que tem mais gosto ou mais jeito, se empenhasse numa actividade deste género, de forma tão duradoura e persistente, como se tem empenhado o meu amigo João “Rita” – fundador e director do Festival - teríamos, com certeza, uma terra mais dinâmica e mais rica. Acresce que, estando nós em face de uma actividade muito específica, com um público, à partida, igualmente muito específico, constitui um exemplo de empenho e persistência que, estou certo, a todos nos orgulha! Merece, pois, da minha parte, o desejo do maior sucesso e que esta edição, no mínimo, exceda as melhores expectativas da organização.
Uma palavra também para a todos quantos têm contribuído, de forma pessoal e institucional, individual ou colectiva, para que este certame seja possível há 10 anos, de forma ininterrupta, com toda a dimensão de promoção e divulgação do património, cultura e arte de Arouca e dos Arouquenses que o tem revestido. Porque, em boa-verdade, só o empenho e persistência de uma pessoa ou de uma associação, por mais possibilidades e força que tenham, não chegam para levar por diante um evento que se pretende extravase a dimensão e ambição pessoal, para se transformar num evento que traduza a ambição de uma terra com dimensão cultural e artística, com projecção nacional e internacional.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Inauguração do Pólo Escolar de Rossas.

Foto: Câmara Municipal de Arouca
No próximo Domingo, dia 16, pelas 15h00, será inaugurado o novo e denominado Pólo Escolar de Rossas. Uma nova Escola, que se diz «adaptada às exigências de um investimento estruturante no futuro das crianças do nosso município».
Gosto da obra. De resto, logo que vi o projecto e percebi que se tinha optado por uma ampliação e que esta ampliação iria assegurar a integridade do edifício de salas de aula anterior, perspectivei uma boa solução e um bom resultado. Tirando o facto, que é de raiz e condicionado pelo relevo, da entrada e frente não ser o lado virado à Avenida e, por isso, ser este o lado menos estético, gosto do enquadramento que se perspectiva de frente. O mais importante, contudo, foi a preservação do edifício anterior. Está ali um excelente exemplo, daquilo que deve ser feito!
Estou convencido que, para além de uma interessante solução em termos arquitectónicos, estamos em face de um excelente exemplo de preservação da memória individual e colectiva de uma população. É certo que a história dos edifícios públicos de ensino primário em Rossas tem pouco mais de sete décadas, mas, também é certo que se trata de um aspecto da história das pessoas de valoração mais imediata. Trata-se de um dos aspectos mais marcantes da história das pessoas que a contam!