sexta-feira, 14 de setembro de 2012

10.ª EDIÇÃO DO AROUCA FILM FESTIVAL

Entre hoje e domingo, a nossa pacata vila de Arouca estará de olhos postos na tela do antigo cinema Globo D’Ouro, onde se realiza a 10.ª Edição do Arouca Film Festival. 10.ª Edição. É obra!
Se todos nós, cada um na área da sua formação ou naquilo para que tem mais gosto ou mais jeito, se empenhasse numa actividade deste género, de forma tão duradoura e persistente, como se tem empenhado o meu amigo João “Rita” – fundador e director do Festival - teríamos, com certeza, uma terra mais dinâmica e mais rica. Acresce que, estando nós em face de uma actividade muito específica, com um público, à partida, igualmente muito específico, constitui um exemplo de empenho e persistência que, estou certo, a todos nos orgulha! Merece, pois, da minha parte, o desejo do maior sucesso e que esta edição, no mínimo, exceda as melhores expectativas da organização.
Uma palavra também para a todos quantos têm contribuído, de forma pessoal e institucional, individual ou colectiva, para que este certame seja possível há 10 anos, de forma ininterrupta, com toda a dimensão de promoção e divulgação do património, cultura e arte de Arouca e dos Arouquenses que o tem revestido. Porque, em boa-verdade, só o empenho e persistência de uma pessoa ou de uma associação, por mais possibilidades e força que tenham, não chegam para levar por diante um evento que se pretende extravase a dimensão e ambição pessoal, para se transformar num evento que traduza a ambição de uma terra com dimensão cultural e artística, com projecção nacional e internacional.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Inauguração do Pólo Escolar de Rossas.

Foto: Câmara Municipal de Arouca
No próximo Domingo, dia 16, pelas 15h00, será inaugurado o novo e denominado Pólo Escolar de Rossas. Uma nova Escola, que se diz «adaptada às exigências de um investimento estruturante no futuro das crianças do nosso município».
Gosto da obra. De resto, logo que vi o projecto e percebi que se tinha optado por uma ampliação e que esta ampliação iria assegurar a integridade do edifício de salas de aula anterior, perspectivei uma boa solução e um bom resultado. Tirando o facto, que é de raiz e condicionado pelo relevo, da entrada e frente não ser o lado virado à Avenida e, por isso, ser este o lado menos estético, gosto do enquadramento que se perspectiva de frente. O mais importante, contudo, foi a preservação do edifício anterior. Está ali um excelente exemplo, daquilo que deve ser feito!
Estou convencido que, para além de uma interessante solução em termos arquitectónicos, estamos em face de um excelente exemplo de preservação da memória individual e colectiva de uma população. É certo que a história dos edifícios públicos de ensino primário em Rossas tem pouco mais de sete décadas, mas, também é certo que se trata de um aspecto da história das pessoas de valoração mais imediata. Trata-se de um dos aspectos mais marcantes da história das pessoas que a contam!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Falta de Estacionamento no Centro de Rossas

Não conhecendo até agora qualquer deligência da Junta de Freguesia de Rossas relativamente a uma notória e cada vez mais preocupante lacuna no centro da freguesia de Rossas, o que lamento, tomo boa nota da iniciativa do senhor Vereador Paulo Teixeira em se ter deslocado a Rossas para aí se inteirar do problema e em alertar para o facto de não haver lugares de estacionamento suficientes no centro da freguesia de Rossas.
Este alerta do senhor Vereador, assim como a boa sujestão de solução, está vertido nas páginas da última edição do jornal "Discurso Directo" e espero que, oportunamente, possa ter eco nas próprias reuniões do executivo camarário, mas, também da própria Junta, da própria Assembleia de Freguesia e Assembleia Municipal.
Na minha opinião, deve ser uma lacuna a superar ainda antes de inaugurado o Pólo Escolar de Rossas!

domingo, 24 de junho de 2012

BLOG "FOLCLORE DE AROUCA"

O Blog Folclore de Arouca, actualizado por Adérito Ribeiro e António Gabriel, é já um excelente contributo para a divulgação da história de Arouca e dos Arouquenses, na vertente folclórica, das lendas, cantigas, tradições e usos populares. É também uma vertente dinâmica, e por isso mais interessante,  sobre um tema a propósito do qual também me debrucei parcialmente há dez anos atrás, ao elaborar o Catálogo de Folclore Arouquense para a Federação das Associações do Município de Arouca. É, por isso, com interesse que estou a seguir este trabalho.
Parabéns aos administradores do Blog!

sábado, 16 de junho de 2012

Está a andar a Roda do GCRR...

Este fim-de-semana, o GCRR - Grupo Cultural e Recreativo de Rossas está a assinalar mais um ano de vida. Já lá vão 31 anos desde que esta dinâmica associação da freguesia de Rossas, que se tem afirmado em diversas áreas da Cultura, Música, Desporto e Recreio, mas, principalmente no Teatro, foi fundada.
Actualmente, para além das actividades a que se dedica com empenho e quase profissionalismo, os Recreativos de Rossas estão também empenhados na conclusão da sua futura sede social, junta ao Parque de Jogos e Lazer de Sinja. Simbólicamente, no passado dia 11 de Junho, dia correspondente ao da fundação, os próprios elementos da Direcção, liderados por Mário Teixeira Soares, e alguns associados, assumiram o empreendimento de colocar em funcionamento a Roda da futura sede. Como é sabido, no espaço que agora está a ser reconvertido para dar lugar à futura sede do GCRR, funcionou até meados da década de 90 do século passado um dos dois Lagares de Azeite então existentes na freguesia. No projecto de arquitectura, para além da recuperação de um antigo Moinho anexo, entre o edifício e o Rio Urtigosa, a Direcção do GCRR fez questão de manter a Roda que então fazia mover as mós no interior do Lagar, que tal como a roda do Moinho, para mero embelezamento, continuará a funcionar acionada pela força da água.


Mas, porque o fim-de-semana é de comemoração e recordação, a escritura pública de constituição do Grupo Cultural e Recreativo de Rossas, foi outorgada em 11 de Junho de 1981, sendo fundadores o Padre José Moreira Duarte, do Passal; Manuel Teixeira Soares, de Sinja; Matilde Ferraz de Pinho, de Sinja; Maria de Fátima Gonçalves Almeida Soares, de Sinja; Palmira da Silva Brandão, da Póvoa; Luciana da Costa Pereira, do Vale; Maria Carminda de Pinho Augusto, da Comenda; Joaquim de Pinho Brandão, do Paço; Angelina Brandão Martins, da Barroca; Mário Teixeira Soares e Isabel Teixeira Soares, do Vale.
Parabéns a todos quantos muito fizeram e continuam a fazer para que o seu objecto estatutário continue a concretizar-se, para realização recreativa, desportiva e cultural dos seus associados, amigos e das comunidades rossense e arouquense.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

RÁDIO REGIONAL DE AROUCA

Foi com sentimento de justiça que vi a entrega da Medalha de Mérito Municípal, Grau Ouro, por parte da Câmara Municipal de Arouca à Rádio Regional de Arouca ou, talvez melhor dizendo, a Adelino Pinho, seu fundador e director.
Confesso que não ouço a Nossa Rádio com regularidade. Apenas pontualmente. Mas, tenho que reconhecer que é um trabalho magnífico do meu conterrâneo, o senhor Adelino Pinho, que a ele se entregou de alma e coração, criando uma obra que é hoje Património de Arouca e dos Arouquenses. Uma obra que levou mais longe o nome da Nossa terra ainda antes disso ser possível por outras formas e por outros meios.

terça-feira, 10 de abril de 2012

A extraordinária oportunidade desta Páscoa...







O extraordinário achado desta Páscoa...



No passado dia 6 de Abril de 2012, reparei que se encontravam duas pedras soltas junto ao canteiro exterior e portão do cemitério paroquial de Rossas; sendo que, numa dessas pedras, vislumbrei de imediato a inscrição de dois algarismos em baixo relevo. Pelo que logo verifiquei não se tratar de uma simples pedra. Mais, trata-se mesmo de uma inscrição que me é “familiar” e, por isso, a maior atenção que me mereceu.
No âmbito de um trabalho que tenho em curso – ROSSAS – Inventário Natural, Patrimonial e Sociológico –, entre outros temas abordados no capítulo epigrafado de “RELIGIÃO”, como não podia deixar de ser, dediquei um à história da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Rossas. O templo actual, como é sabido, é o resultado de uma reforma geral, que terá mesmo implicado uma mudança de local, levada a cabo na primeira metade do século XVII, e uma mais ligeira, a nível de forros, soalhos e talhas, realizada em meados do século XVIII. Primitivamente, existiu uma igreja mais humilde, cuja edificação e administração remontaria ao tempo dos fundadores da mesma, aquando do povoamento do pequeno vale de Rossas, anteriormente ao estabelecimento da Comenda da Ordem dos Hospitalários, hoje mais conhecida como Ordem de Malta.

quinta-feira, 29 de março de 2012

A propósito da antiga matriz e cemitério de São Bartolomeu de Arouca, das revoltas passadas e presentes…

Nos últimos tempos, a reboque das intervenções que estão a decorrer no centro da vila, nomeadamente na Praça Brandão de Vasconcelos e nas imediações do Mosteiro, muito se tem falado de património, nomeadamente dos elementos que a intervenção com vista à regeneração tem trazido à consideração. No entanto, muitos têm sido aqueles que se têm servido do que vai aparecendo apenas para sustentar posições políticas e poucos têm sido aqueles que têm aproveitado o ensejo para cavar mais fundo, confrontando e/ou confirmando as teses daqueles que sobre esse património investigaram e escreveram, ousando, assim, ir para além das estórias, oferecendo novos contributos e novas leituras à história da nossa terra e da nossa gente.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Últimas escavações na Praça Brandão de Vasconcelos revelam ossadas humanas

Um achado recente de partes de esqueletos humanos, anteriores à edificação da antiga igreja de São Bartolomeu de Arouca, foi revelado esta semana.
Decorreu no passado dia 22 de Março uma visita guiada às obras de regeneração da Praça Brandão de Vasconcelos, no centro histórico da vila de Arouca, em que o objectivo da autarquia foi dar a conhecer os achados arqueológicos, com destaque para as fundações da antiga igreja paroquial de São Bartolomeu e para dois vestígios recentes de ossadas, anteriores à construção do templo. Para a comitiva estavam convidados os membros da Assembleia Municipal, os comerciantes da zona envolvente às obras, e a associação que mais tem contestado a opção urbanística de alteração daquele espaço central. «Quisemos que se evitasse mais especulação a propósito das revelações que um jornal local [o RV] deu ao apresentar fotografias de ossadas, que não eram humanas», afirmou Artur Neves no local.
Os trabalhos de arqueologia decorrem já desde o passado mês de Novembro, num acompanhamento «exaustivo» em todas as frentes de obra, havia já referido o mesmo autarca na última Assembleia Municipal. «A equipa técnica tem trabalhado de forma altamente profissional, sob a coordenação dos arqueólogos Helena Marçal e João Rebuge», dá conta a Câmara em comunicado distribuído à comunicação social.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Eventual fusão no Norte "empata" obras com financiamento garantido em Arouca e Castelo de Paiva

Os autarcas de Arouca e Castelo de Paiva alertaram hoje que a eventual fusão dos sistemas intermunicipais de abastecimento e saneamento do Norte está a pôr em risco o financiamento comunitário já garantido para as obras nos seus concelhos.
José Artur Neves, presidente da Câmara de Arouca, diz-se "desolado e revoltado" com a proposta de fundir numa só empresa os quatro sistemas multimunicipais, por considerar que, sendo tardia, a medida "só vem empatar" os projetos com que certas autarquias querem avançar e que, na sua opinião, o Governo prefere impedir.
"Esta eventual fusão não tem nada de positivo", declarou o autarca de Arouca à Lusa. "Teria lógica há muitos anos, quando era preciso que todos os municípios trabalhassem no mesmo sentido em vez de cada um fazer como lhe apetece, mas, se não houve solidariedade nessa altura, não é agora que o Governo pode pedir que os municípios que conseguiram ser sustentáveis sejam solidários com os que têm dívidas".
José Artur Neves reconhece a situação "difícil" dos municípios de Trás-os-Montes, onde o preço da água é mais caro e haveria vantagens na fusão, mas afirma que "se não houve uma política acertada desde o início nesta matéria, não se pode pedir agora a quem tem as tarifas mais baixas que as vá subir para ajudar os outros".

sábado, 17 de março de 2012

IGESPAR não autoriza que se trabalhe as pedras acrescentadas na reconstituição do Portal do Terreiro

Ainda decorriam os trabalhos de reimplantação do antigo Portal do Terreiro de Santa Mafalda, já os transeuntes se questionavam se as pedras novas acrescentadas na reconstituição seriam para ficar assim, sem ser trabalhadas, diferenciando-se no conjunto. É verdade! O IGESPAR defende a demarcação entre o antigo e o novo e, contráriamente à opinião que lhe terá sido veiculada pela própria Câmara Municipal, não autorizou que as mesmas fossem trabalhadas.
Com o devido respeito pela corrente que parece estar em voga, até porque não sou autorizado na matéria, julgo que essa diferenciação não se deveria aplicar a peças de conjunto, mas, apenas, a construções ou colocação de elementos anexos e/ou paralelos a outros já existentes. O que defendo até! Agora, no caso concreto, e no mais, a corrente em voga parece pretender referir que os canteiros do nosso tempo não trabalham as pedras como as trabalhavam os canteiros de tempos idos. O que é um tremendo disparate e um tamanho desapreço pela arte e habilidade do nosso tempo. O que ali fica patente não é uma distinção entre o que é novo e o que é antigo, mas, antes uma distinção entre o que é novo e não está trabalhado e o que é antigo e está trabalhado. Coisa bem diferente e que, no caso em apreço, não faz sentido. Mais! Fica a atenção que o conjunto merece, completamente desviada para o pormenor das pedras não trabalhadas que lhe foram acrescentadas. Chamará a atenção não pela sua beleza arquitectónica de conjunto, mas pela diferenciação que uma corrente em voga lhe resolveu implementar! É mesmo um abuso que se utilize uma peça antiga para evidenciar uma corrente em voga!
Poderei estar enganado, mas, julgo ter vislumbrado recentemente na Cerca do Mosteiro, algumas das pedras que se diziam estar em falta e, por isso, deram lugar àqueles novos acrescentos. O que se lamenta!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Centro Cultural de Rossas vai ser requalificado

Segundo a edição desta semana do jornal "Discurso Directo", a Junta de Freguesia de Rossas terá pedido ajuda à Câmara Municipal para fazer um projecto de remodelação do Centro Cultural, sito no lugar do Paço.
Desde há muito que defendo que aquele edifício necessita de uma reorganização das valências que alberga e uma melhor redefinição das utilidades e serviços que aí deverão ser colocados ao serviço da população. Tive mesmo oportunidade de deixar algumas ideias/recomendações no período em que integrei a Assembleia de Freguesia. Sou, portanto, a favor de uma reorganização daquele equipamento e de tudo o que vá no sentido de melhorar as suas condições, nomeadamente, para a realização de espectáculos culturais, especialmente de Teatro.
No entanto, e até por uma questão de coesão da freguesia, mas também de credibilidade da própria Junta, parece-me que esta intenção não deveria ter ultrapassado outras
intenções e promessas mais antigas e que deveriam ser prioritárias, nomeadamente a da construção de uma Casa da Cultura no lugar de Provizende.
Com os melhoramentos que estão a ser realizados na parte baixa da freguesia (construção do Pólo Escolar de Rossas, Arranjo urbano do troço Senras - Fonte e da Beneficiação da Avenida da Barroca ao fundo do Paço), parece-me que a altura, pela referida coesão e até por uma questão de justiça para com a parte alta da freguesia, era de chamar algum investimento para aquele que é o lugar mais populoso e mais distante do centro da freguesia de Rossas. Mas, mais do que minha, certamente, esta deveria ser uma visão e preocupação da Junta de Freguesia, uma vontade e reivindicação da população de Provizende!

Na oportunidade, e em face destas novas intenções, impõe-se, portanto, a pergunta: o que foi feito do projecto para a Construção da Casa da Cultura de Provizende que estava quase pronto em 2006 e cuja obra era para arrancar ainda antes do final desse ano?

Mas, a oportunidade é também a de chamar a atenção da própria população da parte alta da freguesia e denunciar a sua aparente demissão de lutar por objectivos legítimos antigos, deixando inclusive de marcar presença assídua e reivindicativa nas assembleias de freguesia, como aconteceu outrora!

sábado, 3 de março de 2012

A reboque do convite da Câmara à Olhares Contemporâneos para realizar um livro de fotografias...

A Câmara Municipal convidou a associação "Olhares Contemporâneos - Associação de Fotografia", a realizar um livro com fotografias de Arouca. Não sei se o tempo que vivemos reserva orçamento para essas coisas, mas, se houver folga para isso, nada contra. Acho mesmo merecido o convite à jovem associação, cujo talento dos seus dirigentes e associados para a fotografia tem vindo a ser evidenciado, revelando frequentemente os melhores planos, aspectos, elementos e enquadramentos que a nossa terra oferece.

Mas, entretanto, e como já aqui havia chamado à atenção da Câmara, e até feito um pedido à associação, podia o Município desafiar os elementos da "Olhares Contemporâneos" a captar as melhores perspectivas do Património de Arouca, nomeadamente, para dar outra imagem à promoção que dele se procura fazer, esquecendo, no entanto, os pormenores e as devidas e necessárias actualizações, de que é exemplo o próprio sítio oficial do município.