domingo, 22 de janeiro de 2012

Alfredo de Queirós Ribeiro Vaz Pinto (1905-1976)

Alfredo de Queirós Ribeiro Vaz Pinto, nasceu na Casa do Burgo em 05.IX.1905 e faleceu em Lisboa em 26.VII.1976. Foi o 3.º dos sete filhos de Alfredo de Melo Vaz Pinto, ntaural da Casa do Boco e Dona Maria Cláudia de Queirós Ribeiro Sotomaior de Almeida e Vasconcelos, da Casa do Burgo.

Licenciado em Engenharia Electrotécnica pela Faculdade de Engenharia do Porto. Entre 1933 e 1937 desempenhou funções de administrador adjunto na Administração Geral dos Correios e Telégrafos. Em 1937 foi nomeado administrador-delegado da Companhia Portuguesa Rádio Marconi, contribuindo de forma decisiva para a estratégia de desenvolvimento das telecomunicações internacionais portuguesas.

Foi nomeado, em 1959, presidente do Conselho de Administração da TAP, Companhia dos Transportes Aéreos Portugueses, onde permaneceu até 1973.
Entre 1968 e 1970 interrompeu o seu mandato, para assumir as funções de Ministro de Estado Adjunto do Presidente do Conselho, tendo regressado à TAP onde se manteve até 1973.
Foi Presidente do Conselho de Administração (1973 a 1974) e Presidente da Mesa da Assembleia-geral (1974 a 1976) da Shell Portuguesa.
Desde 1958 é Cavaleiro da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, tendo sido nomeado Lugar-tenente em 1971, pelo Grão Magistério Cardeal Maximilien Furstenberg.
Em Junho de 1967, foi-lhe concedida por Sua Santidade o Papa Paulo VI a Comenda com placa de São Gregório Magno.
Foi agraciado pelo Presidente da República de Portugal com os títulos de Grande Oficial da Ordem de Mérito Agrícola e Industrial, em Julho de 1964, e de Grande Oficial da Ordem do Infante Dom Henrique, em Junho de 1967.
Em Portugal foi igualmente agraciado por diversas entidades da vida económico-social, por serviços relevantes prestados à comunidade
Alfredo de Queiroz Ribeiro Vaz Pinto recebeu do Governo Brasileiro o título de Grande Oficial do Cruzeiro do Sul, Julho de 1967.
Foi ainda agraciado com diversos títulos de cidadania, designadamente os de Cidadão Paulistano (1963), Cidadão do Estado de Guanabara (1964), Cidadão de Pernambuco (1967), Cidadão de Belmonte (1967).
Em 5 de Setembro de 2005, data em que completaria 10o anos de idade, o Município de Cascais, cidade onde Vaz Pinto residiu grande parte da sua vida, assinalou a efeméride com o descerramento de uma placa toponímica na Estrada da Alapraia (rotunda da Escola Secundária de São João do Estoril).
imagem: Retrato a óleo de Henrique Medina (colecção Marconi).

sábado, 21 de janeiro de 2012

Portão do antigo Terreiro de Santa Mafalda

Já lá vão uns anos fiz publicar no então semanário “Defesa de Arouca” um artigo “Pela reimplantação do antigo Portão do Terreiro de Santa Mafalda”. Motivou-me a curiosidade que me suscitaram umas pedras trabalhadas que havia observado dentro da Cerca e umas outras mais trabalhadas ainda, que estando espalhadas pelos Claustros me pareciam fazer conjunto com aquelas. É, por isso, mas também por todo o significado histórico e valor artístico que esta peça encerra, que me sinto alegre e orgulhoso na minha terra, ao vê-la ser reimplantada hoje no exacto local de onde foi removida em 1924. Uma peça destas jamais poderia permanecer desconjuntada e desvalorizada! A então remoção, é bom dizê-lo, não foi pensada inicialmente e a peça era para manter, de resto, à semelhança de um outro portal mais modesto existente mais a sul, também agora recuperado e trasladado. A remoção ficou então a dever-se essencialmente ao peso e aparato da peça que, depois de removido o muro que a ladeava, para facilitar o acesso automóvel ao Terreiro, oferecia algum perigo. Estou convencido que se este se tivesse aguentado até duas décadas depois, jamais teria sido removido. Mas, enfim, outras lógicas, outros objectivos e outras prioridades assim o ditaram! Factos, no entanto, que devemos sempre saber olhar com os olhos de então!
Hoje, a reimplantação deste antigo Portão e a vedação do Largo de Santa Mafalda – que agora pode muito bem voltar a denominar-se Terreiro de Santa Mafalda – merece, pois, da minha parte, o maior elogio. Se há uma ou outra empreitada inseridas na denominada Regeneração Urbana do Centro Histórico de Arouca que não merecem o meu apoio, não é o caso desta.
Lamento tão só que tenha havido necessidade de remover o Memorial dos Centenários da Fundação e Restauração da Nacionalidade que estava implantado no centro do Largo. É certo que uma devolução do Largo às características e aparência do Terreiro a isso obriga, mas, não devemos esquecer e até é bom lembrar que os Memoriais executados e/ou placas descerradas em 1940, aquando da Grande Exposição do Império Português, significam muito mais do que as efemérides que evocam. Esses memoriais e essas placas ou alusões que vemos um pouco por tudo quanto é património edificado neste país, nomeadamente à entrada de Castelos, e, no caso de Arouca, podemos encontrar ainda, por exemplo, na fachada do antigo edifício-sede da Junta de Freguesia de Alvarenga, ou no cruzeiro da Barroca e na Torre Sineira da Capela da Senhora do Campo, em Rossas, significam também grandes empreitadas de recuperação e restauro do nosso património artístico e arquitectónico. Assim, e porque também o Mosteiro de Arouca beneficiou de grandes obras de recuperação e restauro naquele exacto contexto, não se deve arredar agora e descontextualizar uma peça que também tem essa leitura e significado. Oxalá se tenha abandonado a ideia descabida de reimplantar esse Memorial na Alameda D. Domingos de Pinho Brandão - que, apesar de tudo e para além do mais, é característicamente mais recente que a peça em causa - e se lhe destine uma localização mais condigna e relativamente próxima do Mosteiro. A zona verde a implantar entre o Muro da Cerca e o actual Campo de Jogos S. João Bosco, parece-me uma boa hipótese.



Post scriptum - Por mera ilusão derivada da resolução fotográfica ao observar-se esta foto fica-se com a ideia que o Portão terá estado algum dia em local diverso daquele em que hoje se está a reimplantar, concretamente mais para baixo e mais próximo do Pombal, que se consegue ver na imagem. Mas não. É uma ilusão criada pelas fotos daquela época, que de resto se manifesta de forma idêntica noutras fotos até mesmo de Arouca. Desde que foi implantado e até 1924, data em que foi removido, o Portão em causa teve sempre aquela mesma localização.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

«O grande banquete da pátria está a ser servido aos senhores feudais com lugar sentado.»

CFA, in Revista

sábado, 14 de janeiro de 2012

CASA DE TELARDA DE CIMA - ROSSAS

Casa de Telarda de Cima, Rossas

Aqui viveram 11 gerações dos meus ascendentes maternos, pelo lado do meu avô Joaquim de Pinho Brandão, conservando sempre o apelido Almeida Brandão, até ao meu bisavô Adriano de Almeida Brandão. Trata-se apenas de uma das 22 Familias de Rossas, cuja genealogia completa, entre 1650 e 2000 integra ROSSAS - Inventário Natural, Patrimonial de Sociológico.

Ainda sobre a redução do número de freguesias

Valha-nos a opinião de Edgar Soares, Celso Portugal e Gomes Ferreira, sobre o controverso processo que conduzirá à redução do número de freguesias em Arouca, à semelhança daquilo que sucederá por todos os concelhos do país. Porque, sejamos claros, a reforma impõe-se! Não porque, ao contrário do que diz o Governo, se vá poupar com isso, mas, porque, muito simplesmente, já não se justificam tantas capelinhas, cargos e cargozinhos na administração autárquica. Do essencial, da cultura, do património e da identidade, nada sairá beliscado! A menos que os agentes políticos locais, à semelhança da ausência do debate político, que tinham a obrigação de promover e protagonizar, se demitam também de cuidar de preservar o essencial e de não confundir ou deixar confundir o que nem sequer está em causa.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

ESTA SEMANA NA HISTÓRIA DE AROUCA

À semelhança do que fiz no ano de 2005 no semanário "Defesa de Arouca", então sob a epígrafe ESTA SEMANA NA NOSSA HISTÓRIA, farei publicar o logo do presente ano de 2012, desta feita no semanário "Discurso Directo", uma coluna semanal sob a epígrafe ESTA SEMANA NA HISTÓRIA DE AROUCA, com alguns acontecimentos ocorridos nos dias da respectiva semana e com mais relevância para a história de Arouca e dos arouquenses.

As datas em causa, ajustadas à finalidade em apreço, são retiradas do meu trabalho A HISTÓRIA DE AROUCA EM DATAS, cuja edição policopiada de 2010, continua a ser aumentada e melhorada, contando já com cerca de 5.400 datas.

Antigas escolas e património ao abandono!

O meu amigo professor João Martins publicou hoje no Facebook esta imagem daquela que foi a sua sala da 4.ª Classe, presumo que na freguesia de Moldes. É pena que o município não tenha recolhido totalmente o património existente nas antigas escolas primárias do concelho. Muito deste património móvel, carteiras, cadeiras, manuais e objectos, poderia muito bem ser aproveitado para constituir pequenos núcleos museológicos nos novos Pólos Escolares inagurados e/ou em construção, para que as crianças pudessem observar as condições, os manuais e as técnicas associadas ao ensino das primeiras letras, de outrora.

De resto, uma ou duas das escolas mais típicas do concelho deveriam ser reservadas a um fim museológico! Haja esperança!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Fazem 150 anos as minhas Alminhas...

Obras na zona histórica revelam achados arqueológicos do antigo Convento

Descoberta de várias peças de cerâmica referentes ao período compreendido entre os séculos XVII e XIX estão também entre o espólio encontrado.
Está no terreno desde 16 de Outubro uma equipa formada por dois arqueólogos - dois técnicos de arqueologia e um trabalhador indiferenciado da empresa portuense "Arqueologia e Património" - a acompanhar as obras de requalificação da zona histórica de Arouca.
Até ao momento foram já encontrados vários vestígios arqueológicos em redor do largo de Santa Mafalda, como referiu ao RODA VIVA, Helena Marçal, responsável por aquele grupo de trabalho.
"Encontramos diversas condutas de água que deviam estar relacionadas com o antigo mosteiro, para além de um muro que fechava o espaço junto ao celeiro", afirmou.
Próximo do actual edifício da biblioteca, a equipa de investigadores descobriu os limites originais da antiga Hospedaria dos Frades, mais tarde chamado Cartório dos Frades. Na entrada do largo de Santa Mafalda foram encontradas mais condutas de água e "um muro ainda mais antigo, do qual ainda não temos a sua datação", sublinhou a arqueóloga. Descoberta de várias peças de cerâmica referentes ao período compreendido entre os séculos XVII e XIX estão também entre os achados. JCS in Roda Viva

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Foi com satisfação que tomei conhecimento destes achados pelo vereador Paulo Teixeira e é com maior satisfação que leio agora novos desenvolvimentos no Roda Viva. Tanto mais quando tinha aqui alertado para a possibilidade e para o interesse dos trabalhos arqueológicos não se reduzirem apenas aos achados nas escavações necessárias à empreitada, mas tivessem o ensejo maior de alargar a área de intervenção enquanto decorrem os trabalhos de regeneração urbana.

1 de Dezembro de 1640

Este documento encontra-se inserto na Crónica d’el rei D. João quarto deste nome nosso senhor, feita por António Coelho rei de armas Portugal e principal […] tudo para memória dos vindouros e curiosos. Pertence à Colecção de S. Vicente, constituída por 26 códices e que terá sido organizada pelos frades de São Vicente de Fora, facto que deu origem ao seu nome. Deu entrada na Torre do Tombo em 1836 com as incorporações da documentação dos cartórios das ordens religiosas extintas.

domingo, 27 de novembro de 2011

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

UNESCO’s Geoparks “Clarify” Geotourism

(clicar na imagem para ler artigo na National Geographic)

De ETAR a VIVEIRO MUNICIPAL

Com o passar do tempo, a antiga ETAR da Pimenta acabou por esgotar a sua capacidade de tratamento. Dimensionada para 5000 habitantes, foi encerrada aquando da entrada em funcionamento da nova ETAR da Ribeira. Agora, depois de renovada, a antiga ETAR da Pimenta dá origem ao Viveiro Municipal, um espaço que, mais do que um local de produção de flores e plantas para ornamentação dos espaços públicos, tem objectivos pedagógicos, sociais e lúdicos. O espaço foi dado a conhecer no passado dia 18 de Novembro, com a presença do presidente da Câmara.
Onde anteriormente funcionava o digestor anaeróbio poderão vir a germinar sementes, e prevê-se, ainda, a reconversão do decantador secundário num viveiro piscícola.
Junto à estufa, há já uma quantidade interessante de plantas, em adaptação ao ar livre, antes da sua colocação no espaço público. Mas é na antiga zona de secagem de lamas que a surpresa é maior. Ali surgiu uma estufa, onde predomina o verde, e, aqui e além, já se vêem as primeiras manchas coloridas: as flores. Sardinheiras, amores-perfeitos e outras plantas ornamentais já se podem considerar «filhas» deste viveiro.
O edifício de apoio à estrutura, devidamente reconvertido e equipado, está pronto a funcionar como espaço de apoio à jardinagem, bem como para a dinamização de projectos pedagógicos e lúdicos a desenvolver com a comunidade. Também a pensar nesse envolvimento, o espaço exterior foi relvado, e poderá facilmente acolher oficinas de verão.
Uma ETAR é um espaço de reconversão. Esta, em concreto, depois de reconvertida, serve agora um propósito mais consentâneo com o equilíbrio ambiental. Daqui sairão, muito em breve, plantas, flores, árvores que farão, também elas, parte da nossa comunidade. in CMA

domingo, 20 de novembro de 2011

"D'aqui Fala o Morto" é o novo trabalho do GCRR

Está já agendada para o próximo sábado, dia 3 de Dezembro, pelas 21h30, no Centro Cultural de Rossas, a estreia da nova peça de teatro do Recreativo de Rossas.


"D'aqui Fala o Morto", uma comédia em dois actos da autoria do espanhol Carlos Llopis, promete grandes gargalhadas, para já, e enquanto o público for justificando a subida ao palco, no Centro Cultural de Rossas.


Os bilhetes já se encontram à venda em Rossas, na casa do senhor professor Mário (Paço - Rossas) ou na vila, no Quiosque Cruz.

Recreativos de Rossas foram a votos. Mário Soares continua ao leme!

O Grupo Cultural e Recreativo de Rossas foi hoje a votos para eleger os elementos que assumirão responsabilidades nos Órgãos Sociais no próximo biénio. O meu amigo Mário Teixeira Soares, sócio-fundador, foi reconduzido para um terceiro mandato. Fico contente por ter decidido continuar a dirigir o GCRR nesta importante fase da vida da associação e nesta difícil conjuntura económica que todos vivemos. O Mário seria sempre um excelente presidente do Recreativo de Rossas, mas, nesta altura, para além disso e até hoje mais do que há dois anos, é o associado melhor colocado para garantir estabilidade e continuidade ao importante projecto em curso, bem como a garantir viabilidade a um conjunto de actividades importantes para o grupo, para a freguesia e até para o concelho. Obrigado Mário e força nisso!

domingo, 13 de novembro de 2011

Declaração de Arouca

DECLARAÇÃO DE AROUCA


Sob os auspícios da UNESCO decorreu no Arouca Geopark (Portugal), de 9 a 13 de Novembro de 2011, o Congresso Internacional de Geoturismo – “Geotourism in Action - Arouca 2011”. Em resultado das discussões ocorridas durante este evento a Comissao Organizadora, de acordo com os princípios estabelecidos pelo Center for Sustainable Destinations – National Geographic Society, apresenta a “Declaração de Arouca”, que estabelece o seguinte:


1. Reconhece-se a necessidade de clarificar o conceito de geoturismo. Deste modo entendemos que geoturismo deve ser definido como o turismo que sustenta e incrementa a identidade de um território, considerando a sua geologia, ambiente, cultura, valores estéticos, património e o bem-estar dos seus residentes. O turismo geológico assume-se como uma das diversas componentes do geoturismo;
2. O turismo geológico é uma ferramenta fundamental para a conservação, divulgação e valorização do passado da Terra e da Vida, incluindo a sua dinâmica e os seus mecanismos, e permitindo ao visitante entender um passado de 4600 milhões de anos para analisar o presente com outra perspetiva e projetar os possíveis cenários futuros comuns para a Terra e a Humanidade;
3. A valorização do património geológico deve procurar ser inovadora e privilegiar a utilização de novas tecnologias de informação, de preferência para melhorar o conteúdo veiculado pelos clássicos painéis de informação;
4. Recorrentemente as experiências de valorização e informação do património geológico não são inteligíveis pelo público em geral. Normalmente deparamos com autênticos tratados científicos que, ao usarem uma linguagem altamente especializada, implicam a incompreensão dos visitantes e limitam a sua utilidade turística. A disponibilização de informação deverá ser acessível e inteligível para o público em geral, vertida em poucos conceitos básicos e apresentados de forma clara, em resultado da conjugação dos esforços de cientistas, especialistas de interpretação e técnicos de design.
5. Entendemos assim ser tempo de relembrar os princípios básicos de interpretação propostos em 1957 por Freeman Tilden e de aplicá-los ao património geológico:
- Toda a valorização do património geológico que não se adeqúe, de uma forma ou de outra, à personalidade ou à experiência de vida de um visitante é estéril;
- A informação não é interpretação. A interpretação é uma revelação baseada na informação. As duas coisas são totalmente diferentes, mas toda a interpretação apresenta informação;
- A interpretação de um espaço natural deve provocar e despertar a curiosidade e a emoção muito mais do que ensinar;
6. Encorajamos os territórios a desenvolver o geoturismo, focado não apenas no ambiente e no património geológico, mas também nos valores culturais, históricos e cénicos. Neste sentido, incentivamos o envolvimento efetivo entre cidadãos locais e visitantes, para que estes não se restrinjam ao papel de turistas espectadores, ajudando assim a construir uma identidade local, promovendo aquilo que é autêntico e único no território. Desta forma conseguiremos que o território e os seus habitantes obtenham integridade ambiental, justiça social e desenvolvimento económico sustentado.


Arouca (Arouca Geopark, Portugal), 12 de Novembro de 2011

sábado, 5 de novembro de 2011

Mais um revés na ligação Arouca - Feira

De revés em revés, de orçamento em orçamento, de oportunidade em oportunidade, com boa ou má desculpa, a 2.ª Fase da Ligação Arouca - Feira vai sendo sucessivamente adiada. Ao mesmo passo vão-se desgastando as promessas, os compromissos e algumas certezas de curto-prazo. Chegámos ao ponto em que tudo o que se disse e/ou fez vale nada! Quis acreditar que, mesmo apesar de tudo, até do tempo que vivemos, depois do que se disse, escreveu e defendeu, não haveria outro caminho que não fosse o da conclusão desta ligação, há tantos anos desejada pelos arouquenses. Desejei mesmo que aqueles que, por exemplo há um ano, estavam na oposição e fizeram, ou disseram fazer, alguma coisa por incluir a obra no Orçamento; ou até mesmo aqueles que disseram e defenderam que a obra não precisava entrar no Orçamento para ser feita, uma vez chegados ao poder, fossem coerentes com o que fizeram, disseram e defenderam. Mas, não!

No que nos toca, um verdadeiro arouquense, que defenda a sua terra e qualidade de vida da sua população acima de tudo, não deve pensar de outra forma nem deixar de fazer exigências consentâneas com aquilo que manifestamente é melhor para a sua terra e com as legitimas expectativas criadas pelas promessas de sucessivos políticos, nomeadamente políticos com poder de decisão.

Neste particular, e tal como desde a primeira hora, o presidente da Câmara Municipal de Arouca, conta com toda a minha solidariedade e apoio! É manifesto que tem sido hábil em não deixar o assunto cair em esquecimento. A prova disso são as "ameaças de greve de fome" em Lisboa ou até mesmo do "empréstimo" ao Estado, que muitos não tiveram sequer capacidade de entender, ou, se tiveram, optaram por deturpar em desfavor dos interesses de Arouca. E a prova de que nunca nenhuma atitude foi exagerada, extemporânea nem despicienda, está no facto de, em todas as oportunidades possíveis, o assunto ter sido abordado de forma séria, como de resto sucedeu ainda nesta última reunião do ministro da Economia com a Junta Metropolitana do Porto, na passada sexta-feira. O que faltou então, perguntar-se-ão alguns? A aceitar a argumentação da oposição local, regional e nacional, de então, aquando dos sucessivos adiamentos ao tempo do Governo de José Sócrates, talvez vontade política!? O ministro da Economia disse agora mais uma vez, até na linha daquilo que sustentou o anterior Governo precisamente há um ano, que, entre outras, a obra de Arouca só avança quando houver dinheiro para o fazer! Pelo que é legitimo perguntar àqueles que sustentavam ser suficiente vontande política para fazer a obra avançar... se é isso que agora está a faltar!?

Manifesto resultou mais uma vez que em Arouca nunca houve, não há e não sei se algum dia haverá, união política relativamente a esta velha e legitima reivindicação dos Arouquenses. E a prova, mais uma vez, está na forma lesta como algumas pessoas difundiram, nomeadamente nas redes sociais, o facto de dois ou três presidentes de Câmara, por acaso do PSD, terem tomado a iniciativa de colocar a Ligação Arouca-Feira na agenda dos assuntos a tratar com o ministro da Economia e; uma vez conhecido o desfecho da reunião, se terem remetido a um silêncio ensurdecedor ou, pior do que isso, como fizeram alguns, virarem-se a criticar a legitima reacção do presidente da Câmara de Arouca que, por acaso, esteve presente na mesma reunião... Pessoalmente, depois do que já se disse, escreveu, defendeu e prometeu sobre esta obra, também não aceito a promessa vaga de que a obra só se fará quando houver dinheiro! É pouco! É manifestamente pouco! Exige-se mais precisão!
Todos podem dizer querer a obra, mas, alguns, infelizmente, só a querem se for feita por força de iniciativa sua e/ou dos seus. A prova de que é assim, é a forma como admitem a chicana que os dirigentes do seu próprio partido fazem aos arouquenses. Isto é manifesto e, entretanto, sem se darem conta - porque se derem, pior ainda - estão a prestar o pior dos serviços a Arouca e aos arouquenses!

Mais uma vez, desejo não ter razão e estar a ser injusto! Espero que o futuro próximo mo diga!