sábado, 2 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
BVA COMEMORAM 34º ANIV.º COM TEATRO
PROGRAMADIA 09 - 21h30 - Teatro de revista, no salão dos Bombeiros Voluntários, pelo Grupo de Teatro do GCR Rossas - "Onde há fumo... há fogo!"
DIA 10 - 09h00 - Alvorada, seguida de romagem aos cemitérios; 11h15 - Missa solene, na Igreja Conventual; 14h30 - Formatura com recepção das entidades; 15h30 - Sessão solene, integrando a comemoração do Dia Municipal do Bombeiro; 17h30 - Desfile apeado e motorizado; 19h00 - Convívio
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Grupo Cultural e Recreativo de Rossas
Óscar Brandão novo director do Discurso Directo
O próximo número do semanário Discurso Directo dará à estampa tendo já por director o meu conterrâneo e amigo prof. Óscar de Pinho Brandão, que assim sucede ao director/fundador dr. Victor Mendes. Foi com agrado que recebi a noticia do próprio e será com satisfação que darei o meu contributo. Estou certo que dará o melhor de si por este projecto. As maiores felicidades é o que lhe desejo!
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Jornais de Arouca
domingo, 20 de março de 2011
20 de Março de 2011 - Mini-Maratona de Lisboa
sábado, 19 de março de 2011
Absolutamente contra uma crise política!
Nas e pelas circunstâncias actuais sou absolutamente contra uma crise política. Tanto mais se despoletada pelo principal partido da oposição.
O ponto a que chegamos é o mais desgraçado a que poderia chegar esta nossa democracia. Mas, apesar de há muito defender reformas profundas, o quadro político e constitucional é o que existe e não vai ser à pressa - até porque esta é má conselheira - que se vão modificar as regras e possibilitar outras soluções para além das previsíveis. Demasiadamente previsíveis, até mesmo nos resultados.
Apesar de tudo, principalmente do facto de termos um Governo completamente descredibilizado e sem soluções para endireitar a Nau em que todos estamos colocados, temos, presentemente, e apesar da indisfarçável vontade de governar, temos na oposição uma solução alterantiva com maior credibilidade. Pedro Passos Coelho conseguiu conferir maior credibilidade ao maior partido da oposição. Este factor, é um garante que não existia antes de Pedro Passos Coelho e, a menos que este partido obtenha uma maioria confortável, poderá não existir depois dele, se neste momento se despoletar uma crise política.
Sou absolutamente crítico do ponto em que se colocou o líder do PSD, em face da armadilha que lhe lançou o líder do Governo. Foi imediata a transferência do ónus pelo agravamento da crise económico-financeira com uma crise política. O PSD, por mais boa vontade que tenha, terá de ter presente não dispor de soluções milagrosas e necessitar de se socorrer de meios e estratégias impopulares de efeito e resultado imediato, idênticas às que agora estão a ser adoptadas para conseguir fazer face à situação em que nos encontrámos. A isso obriga a miserável situação produtiva do nosso país, que a este tipo de esforços nos obrigará por mais uns bons anos, que poderão ser muitos se entretanto não se perceber que é necessário por este país a produzir.
Subir ao poder neste momento, significa embarcar numa situação sobre a qual não tem nem terá absoluto domínio e, neste sentido, depressa dividirá opiniões e provocará cisões, com a consequente fragilização. Depressa poderemos estar deparados com um novo governo descredibilizado e, aí, com uma oposição sem ponta por onde se lhe pegue, mas, dura e enraivecida.
Não vai ser bom para Pedro Passos Coelho recuar do ponto em que se colocou com as reacções a este anuncio antecipado do PEC IV (que sabe não ser extraordinário), mas, poderá não ser o pior para si, para o PSD e para o país, afinal o que mais importa, antes de tudo o mais!
O ponto a que chegamos é o mais desgraçado a que poderia chegar esta nossa democracia. Mas, apesar de há muito defender reformas profundas, o quadro político e constitucional é o que existe e não vai ser à pressa - até porque esta é má conselheira - que se vão modificar as regras e possibilitar outras soluções para além das previsíveis. Demasiadamente previsíveis, até mesmo nos resultados.
Apesar de tudo, principalmente do facto de termos um Governo completamente descredibilizado e sem soluções para endireitar a Nau em que todos estamos colocados, temos, presentemente, e apesar da indisfarçável vontade de governar, temos na oposição uma solução alterantiva com maior credibilidade. Pedro Passos Coelho conseguiu conferir maior credibilidade ao maior partido da oposição. Este factor, é um garante que não existia antes de Pedro Passos Coelho e, a menos que este partido obtenha uma maioria confortável, poderá não existir depois dele, se neste momento se despoletar uma crise política.
Sou absolutamente crítico do ponto em que se colocou o líder do PSD, em face da armadilha que lhe lançou o líder do Governo. Foi imediata a transferência do ónus pelo agravamento da crise económico-financeira com uma crise política. O PSD, por mais boa vontade que tenha, terá de ter presente não dispor de soluções milagrosas e necessitar de se socorrer de meios e estratégias impopulares de efeito e resultado imediato, idênticas às que agora estão a ser adoptadas para conseguir fazer face à situação em que nos encontrámos. A isso obriga a miserável situação produtiva do nosso país, que a este tipo de esforços nos obrigará por mais uns bons anos, que poderão ser muitos se entretanto não se perceber que é necessário por este país a produzir.
Subir ao poder neste momento, significa embarcar numa situação sobre a qual não tem nem terá absoluto domínio e, neste sentido, depressa dividirá opiniões e provocará cisões, com a consequente fragilização. Depressa poderemos estar deparados com um novo governo descredibilizado e, aí, com uma oposição sem ponta por onde se lhe pegue, mas, dura e enraivecida.
Não vai ser bom para Pedro Passos Coelho recuar do ponto em que se colocou com as reacções a este anuncio antecipado do PEC IV (que sabe não ser extraordinário), mas, poderá não ser o pior para si, para o PSD e para o país, afinal o que mais importa, antes de tudo o mais!
Quanto a eleições antecipadas, com ou sem crise, começa a ser um cenário inevitável.
sábado, 12 de março de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Sobre o Dever de Reserva.
No mundo actual, fala-se. Fala-se. Fala-se muito. Fala-se demais. Fala-se sem saber. E fala-se sem conhecer. Fala-se sem que se percebam as causas. E sem que, do que se diz, se ponderem as consequências. Mesmo os mais responsáveis, quantas vezes, falam, falam, “atiram pedras” e “chafurdam o charco”. Não enxergam ou minimizam as culpas próprias e só apontam ou aumentam as de terceiros. Todos, e todos sem excepção, temos responsabilidade no que alguns já chamaram de estado permanente de “palrança”.
Porque se fala tanto e tantas vezes demais? Talvez porque hoje tenhamos sete novos pecados mortais na área da justiça: a superficialidade, a ignorância, a subjectividade, a venalidade, a parcialidade, a vaidade e a arbitrariedade. Gesticula-se, grita-se, berra-se, acusa-se, mas não se apresentam soluções de consenso nem se apontam caminhos de cooperação. Fala-se muito. Trabalha-se pouco. Fala-se demais. E fala-se mal. Dizem-se asneiras. Desprestigia-se a justiça. Potencia-se a crise. Cavalga-se a conflitualidade. Falta sentido do Justo e de Estado; falta decência, urbanidade e contenção.
Pede-se reserva, pois. O que não quer dizer inércia, silêncio ou demissão. Muito menos rolha, mordaça ou submissão. Reserva significa falar e escrever livremente, no foro próprio. A reserva não implica menor liberdade de expressão. Implica, sim, dignidade na expressão. Independência e elevação na actuação. Rigor e exigência na acção. A reserva não implica sequer impossibilidade de crítica. Exige, sim, uma crítica séria e fundada, no momento devido e no local apropriado.
Não admira, pois, que até na lei se invertam ou subvertam as “prioridades na área da justiça”. Por exemplo, quer-se apenas a “promoção da celeridade e eficácia” da investigação criminal. Já não se pede, sequer, no que toca à investigação criminal, a sua qualidade, profundidade e fiabilidade. Sinal dos tempos! Tempo em que há cada vez mais “agitadores eficazes” e cada vez menos “liderança fiável”.
A demagogia grassa. A justiça não passa. E a lei definha. A lei justa é, ou devia ser, o único instrumento de poder e a única voz de comando, ao menos para juízes, magistrados, advogados e polícias. Mais do que a capacidade de obrigar da norma, o uso do comando legal é, ou devia ser, a arte de influenciar comportamentos e de dirigir os cidadãos. No Direito mais do que se ser obedecido procura-se, ou deve procurar-se, a especial capacidade de se ser seguido, de se ser aceite e de se convencer. Isso só se obtém pelo exemplo e pelo exercício sereno e sóbrio do dever. Sem falar demais. Mas sem calar as injustiças.
Porque se fala tanto e tantas vezes demais? Talvez porque hoje tenhamos sete novos pecados mortais na área da justiça: a superficialidade, a ignorância, a subjectividade, a venalidade, a parcialidade, a vaidade e a arbitrariedade. Gesticula-se, grita-se, berra-se, acusa-se, mas não se apresentam soluções de consenso nem se apontam caminhos de cooperação. Fala-se muito. Trabalha-se pouco. Fala-se demais. E fala-se mal. Dizem-se asneiras. Desprestigia-se a justiça. Potencia-se a crise. Cavalga-se a conflitualidade. Falta sentido do Justo e de Estado; falta decência, urbanidade e contenção.
Pede-se reserva, pois. O que não quer dizer inércia, silêncio ou demissão. Muito menos rolha, mordaça ou submissão. Reserva significa falar e escrever livremente, no foro próprio. A reserva não implica menor liberdade de expressão. Implica, sim, dignidade na expressão. Independência e elevação na actuação. Rigor e exigência na acção. A reserva não implica sequer impossibilidade de crítica. Exige, sim, uma crítica séria e fundada, no momento devido e no local apropriado.
Não admira, pois, que até na lei se invertam ou subvertam as “prioridades na área da justiça”. Por exemplo, quer-se apenas a “promoção da celeridade e eficácia” da investigação criminal. Já não se pede, sequer, no que toca à investigação criminal, a sua qualidade, profundidade e fiabilidade. Sinal dos tempos! Tempo em que há cada vez mais “agitadores eficazes” e cada vez menos “liderança fiável”.
A demagogia grassa. A justiça não passa. E a lei definha. A lei justa é, ou devia ser, o único instrumento de poder e a única voz de comando, ao menos para juízes, magistrados, advogados e polícias. Mais do que a capacidade de obrigar da norma, o uso do comando legal é, ou devia ser, a arte de influenciar comportamentos e de dirigir os cidadãos. No Direito mais do que se ser obedecido procura-se, ou deve procurar-se, a especial capacidade de se ser seguido, de se ser aceite e de se convencer. Isso só se obtém pelo exemplo e pelo exercício sereno e sóbrio do dever. Sem falar demais. Mas sem calar as injustiças.
Carlos Pinto de Abreu
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Outra Petição pela Ligação Arouca - Feira
Recentemente foi disponibilizada online uma nova petição pela construção da via Arouca/Feira. Desta feita, com manifesto carácter político-partidário, por oposição à anterior de iniciativa supra-partidária. É inegável que esta tem maior peso e significado, pela iniciativa e envolvência, mas, é pena que, por oposição, se note agora a pouca importância dada às iniciativas populares e supra-partidárias, como sucedeu com a anterior. Também fica notória a diferença de empenho de muitos dirigentes e protagonistas locais e nacionais, nomeadamente políticos, quando em causa está uma iniciativa popular e independente ou uma iniciativa de partido e/ou determinada cor política. É mau que assim seja! É mau que as iniciativas, independentemente do seu mérito, mereçam diferente atenção, quando de iniciativa duns ou doutros!Seja como for, o que mais interessa neste processo, pelo menos para mim, é que a ligação se estabeleça e, por isso, assinei já a petição e convido todos a fazê-lo também, para que se concretize este mais do que legitimo anseio dos arouquenses.
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Via Estruturante de Arouca
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Paulo Portas junta-se à causa da Variante
À saída da reunião, Portas defendeu "nós somos determinados quando temos razão e obstinados quando temos muita razão, e se a obra rodoviária não avançar, o concelho de Arouca corre o risco de rapidamente envelhecer porque não vai conseguir fixar a sua população mais jovem". "Está na hora de todas as forças políticas se juntarem e assegurarem o futuro desta e das próximas gerações de arouquenses".
Apesar de lamentar que as propostas centristas na Assembleia da República, que incluía a Variante no Orçamento de Estado para 2011, não tenham passado por falta do apoio de outras forças partidárias "que os arouquenses bem conhecem", Paulo Portas trouxe uma ‘novidade' para servir de ponto de partida a mais um esforço diplomático junto da executivo ministerial, e para o qual pede o apoio de todos "é que todos somos poucos para que finalmente se estruture a via de ligação de Arouca ao litoral": o deputado europeu Nuno Melo terá indagado junto da Comissão Europeia se as verbas comunitárias destinadas aos troços do TGV ‘Porto - Lisboa' e ‘Porto - Vigo', entretanto suspensos, poderiam ser reafectadas a outros empreendimentos para servir a mobilidade das populações, e a CE aceita essa ‘transferência' para outras prioridades sem prejuízo para Portugal.
Segundo foi dado a entender, as reuniões e contactos com o ministério das Obras Públicas já começaram, e até à próxima Assembleia Municipal (28 Fevereiro), os políticos de Arouca "e o grupo mais activo da Assembleia" esperam ter decisões para apresentar aos arouquenses. "Se assim não for, a questão começa a ficar desagradável para toda esta gente", rematou o líder do CDS-PP. MDS (Roda Viva)
domingo, 6 de fevereiro de 2011
GCRR promove casting para o Grupo de Teatro
O Grupo Cultural e Recreativo de Rossas está a recrutar novos elementos para o seu Grupo de Teatro. Para tal, vai realizar um casting aberto a todas as pessoas naturais ou residentes no concelho de Arouca. Esse casting irá realizar-se no salão do Centro Cultural do Paço no dia 12 de Fevereiro, com início às 15h.A inscrição para este evento é obrigatória e pode ser realizada através do site da Associação (www.gcrr.aroucanet.com) ou no próprio dia junto de qualquer elemento da organização.
Todos os interessados em participar devem preparar uma actuação, individual ou em grupo, com um tempo máximo de 5 minutos onde poderão mostrar as suas capacidades nas mais variadas formas: representação, canto, poesia, dança, música, mímica, etc…
O regulamento completo pode ser consultado através da internet na página da Associação ou solicitado a qualquer elemento da organização.
Todos os interessados em participar devem preparar uma actuação, individual ou em grupo, com um tempo máximo de 5 minutos onde poderão mostrar as suas capacidades nas mais variadas formas: representação, canto, poesia, dança, música, mímica, etc…
O regulamento completo pode ser consultado através da internet na página da Associação ou solicitado a qualquer elemento da organização.
Mais informações em www.gcrr.aroucanet.com
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Paulo Teixeira chega a Vereador da CMA
Por força da suspensão de mandato de Susana Silva, o meu amigo Paulo Teixeira chega a vereador da Câmara Municipal de Arouca. Disse já ao Roda Viva que pretende desempenhar essas funções com a maior dedicação e empenho e que espera poder contribuir, mesmo sabendo da difícil tarefa dos vereadores da oposição num executivo em maioria, para o desenvolvimento de Arouca e das suas gentes.
Estou certo que se dedicará no máximo das suas forças e tenho a certeza que dará muitos e bons contributos para o desenvolvimento de Arouca e qualidade de vida dos arouquenses! Desejo-lhe as maiores felicidades para o desempenho dessas funções!
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PSD Arouca
domingo, 30 de janeiro de 2011
Jardim Zoológico de Lisboa
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Arouca Geopark candidato ao EDEN
Se não é o paraíso, o Geoparque de Arouca anda lá perto. Agora, é mesmo candidato ao Programa EDEN
O destino turístico Arouca Geopark é candidato ao Programa EDEN (European Destinations of Excellence), promovido pela Comissão Europeia, no qual Portugal participa, pela primeira vez, por intermédio do Turismo de Portugal.
Num total de 11 projectos apresentados, o Arouca Geopark integra os sete finalistas que reúnem as condições de elegibilidade, para ser classificado como destino de excelência.
Este programa visa fomentar modelos de desenvolvimento sustentável, aumentar a visibilidade dos destinos emergentes, estabelecer uma plataforma destinada à partilha de boas práticas e promover a constituição de ligações em rede dos destinos premiados.
A par desta candidatura, o território Arouca Geopark é candidato à 6.a edição dos Prémios de Turismo 2010, promovido pelo Turismo de Portugal, I.P., nomeadamente à categoria Serviços, com os “Serviços Geo-turísticos do Arouca Geopark - Programas Educativos e Pacotes Turísticos”.
Os vencedores serão conhecidos na cerimónia de entrega dos Prémios Turismo de Portugal, a realizar no dia 23 de Fevereiro, durante a BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa.
O destino turístico Arouca Geopark é candidato ao Programa EDEN (European Destinations of Excellence), promovido pela Comissão Europeia, no qual Portugal participa, pela primeira vez, por intermédio do Turismo de Portugal.
Num total de 11 projectos apresentados, o Arouca Geopark integra os sete finalistas que reúnem as condições de elegibilidade, para ser classificado como destino de excelência.
Este programa visa fomentar modelos de desenvolvimento sustentável, aumentar a visibilidade dos destinos emergentes, estabelecer uma plataforma destinada à partilha de boas práticas e promover a constituição de ligações em rede dos destinos premiados.
A par desta candidatura, o território Arouca Geopark é candidato à 6.a edição dos Prémios de Turismo 2010, promovido pelo Turismo de Portugal, I.P., nomeadamente à categoria Serviços, com os “Serviços Geo-turísticos do Arouca Geopark - Programas Educativos e Pacotes Turísticos”.
Os vencedores serão conhecidos na cerimónia de entrega dos Prémios Turismo de Portugal, a realizar no dia 23 de Fevereiro, durante a BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa.
Henrique Bastos, in Diário de Aveiro
domingo, 23 de janeiro de 2011
Sobre a reeleição de Cavaco Silva
Fiquei contente com os resultados das eleições presidenciais que, de resto, corresponderam às minhas expectativas. Desejo um mandato mais activo, exigente e coerente. Desejo, a partir de agora, um presidente e uma oposição mais exigente em relação ao Governo, que desejo cumpra o mandato. Nada melhor que um presidente reforçado e o maior partido da oposição credível para exigir do actual Governo faça o que deve ser feito! Fazer o que deve ser feito, por parte do Governo, é aquilo que mais desejo!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Arquivo da União Nacional
Claro está que em menos de duas horas folheei toda a correspondência trocada nos primeiros anos do Estado Novo, ficando a perceber e compreender um pouco melhor com que linhas se cosia o sistema de então, e a entender um pouco melhor a história das estórias que se contam e ouvem contar, a história por detrás dos factos e dos acontecimentos que naquele período fizeram história em Arouca e muitos outros que nunca se chegaram a contar. Muito interessante! Excelentes contributos para a minha HISTÓRIA DE AROUCA EM DATAS e para a História de Arouca em termos globais. Só agora, e depois de totalmente expurgado, ficará disponível ao público, ainda que com regras apertadas de confidencialidade, nomeadamente quanto à correspondência mais recente.
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HISTÓRIA DE AROUCA EM DATAS
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
A nova Escola a levar a memória do velho Liceu...

Parte da memória colectiva dos arouquenses que entre 1976 e 2010 "fizeram" o liceu em Arouca, tem vindo a ser destruída nas últimas semanas. O jornal Roda Viva já nos tinha dado noticia sobre o arboricídio verificado nos últimos dias de Dezembro. Esta última foto da autoria do prof. João Martins volta a espetar-nos uma faca no peito! A memorável "capela" onde, entre outras coisas, esteve sediada a associação de estudantes e rádio escola, no meu tempo, não teve lugar no projecto da nova Escola Secundária e também está a ser destruída. O espaço da Escola Secundária de Arouca, como de qualquer outra escola, é um espaço daqueles que temporáriamente a frequentam e é certo que as gerações actuais e futuras não têm de frequentar as mesmas e velhinhas instalações frequentadas pelas gerações anteriores. No entanto, há no espaço da Escola Secundária, como no espaço de outras escolas, elementos que se poderiam integrar nos novos projectos e, dessa forma, preservar a memória colectiva das gerações que por aí passaram. Não sendo possível, lamenta-se!
Oxalá pelo menos se tenha feito bom registo dos espaços e recantos que agora estão a desaparecer, para que algo subsista para além deste apagador que se está a passar sobre o quadro da nossa memória colectiva estudantil.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Parabéns à Junta de Freguesia de Canelas!
Para os filhos da terra, para quem está fora e/ou tem interesse em saber do que se vai passando pelas freguesias de Arouca, encontra no site da Freguesia de Canelas uma boa e muito completa janela para a terra em que se refugiaram as milenares Trilobites. O site da Junta de Freguesia, actualizado com frequência, cumpre a função primordial para que foi concebido e é exemplo para muitas outras freguesias que, com mais pompa e circunstância, anunciaram a chegada às novas tecnologias, mas foram ficando para trás, com uma imagem que pouco dignifica a sua história e vitalidade. Parabéns à Junta de Freguesia de Canelas!MONUMENTOS A AGUARDAR CLASSIFICAÇÃO
O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico tem mais de 600 imóveis em todo o país à espera de avaliação
O edifício Testa e Amadores (Aveiro), a aldeia de Drave (Arouca), o monumento megalítico do Souto do Corval (Sever do Vouga) ou o mercado municipal de Santa Maria da Feira contam-se entre os 18 monumentos do distrito de Aveiro que continuam a aguardar classificação pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).
Com cinco imóveis, Santa Maria da Feira, no Norte do distrito, é o concelho com mais património à espera de avaliação por parte daquele organismo público.
Um despacho recente publicado em Diário da República determina que o calendário para a conclusão dos procedimentos referentes à classificação de bens imóveis cessa a 31 de Dezembro de 2011. O prazo deveria ter terminado no final de 2010, mas, segundo Gonçalo Couceiro, director do IGESPAR, foi prolongado por um ano devido à “extensão e complexidade” do processo, apesar das “diligências” empreendidas pelo instituto e pelas direcções regionais de cultura.
Os procedimentos de classificação em curso caducam se não for tomada uma decisão final dentro do novo prazo.
No total, existem mais de 600 imóveis em vias de classificação em todo o país. Aveiro, com 18, é dos distritos com menos património a aguardar parecer do IGESPAR. Abaixo ficam apenas Santarém, Leiria (com dez cada) e Bragança (com 17). No topo da lista figuram Lisboa e Porto, com 79 bens, seguido de Évora (65) e Braga (60).
No concelho de Aveiro, capital de distrito, existem quatro imóveis na lista: Igreja Matriz de Esgueira, edifício dos CTT (Glória), edifício Testa e Amadores (Glória) e edifício na esquina da Avenida Dr. Lourenço Peixinho com a Rua Eng. Oudinot (Vera Cruz).
Igreja Matriz de Belazaima do Chão (Águeda), Igreja de S. Simão (Oiã, Oliveira do Bairro), monumento megalítico do Souto do Corval (Couto de Esteves, Sever do Vouga), aldeia de Drave (Covelo de Paivô, Arouca), Castro do Monte Valinhas (Santa Eulália, Arouca), Casa e Quinta da Boavista, incluindo a fonte do jardim, já classificada como imóvel de interesse público (Sobrado, Castelo de Paiva), Quinta da Costeira (Carregosa, Oliveira de Azeméis), Quinta de Macieira de Sarnes (Macieira de Sarnes, Oliveira de Azeméis), Igreja da Misericórdia de Santa Maria da Feira, mercado municipal de Santa Maria da Feira, conjunto constituído pela Igreja e Convento dos Lóios, incluindo a escadaria monumental (Santa Maria da Feira), Quinta do Seixal (Milheirós de Poiares, Santa Maria da Feira), Quinta da Murtosa (Mosteirô, Santa Maria da Feira) e Outeiro dos Riscos (Cepelos, Vale de Cambra) são os restantes bens a aguardar classificação. in Diário de Aveiro
O edifício Testa e Amadores (Aveiro), a aldeia de Drave (Arouca), o monumento megalítico do Souto do Corval (Sever do Vouga) ou o mercado municipal de Santa Maria da Feira contam-se entre os 18 monumentos do distrito de Aveiro que continuam a aguardar classificação pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).
Com cinco imóveis, Santa Maria da Feira, no Norte do distrito, é o concelho com mais património à espera de avaliação por parte daquele organismo público.
Um despacho recente publicado em Diário da República determina que o calendário para a conclusão dos procedimentos referentes à classificação de bens imóveis cessa a 31 de Dezembro de 2011. O prazo deveria ter terminado no final de 2010, mas, segundo Gonçalo Couceiro, director do IGESPAR, foi prolongado por um ano devido à “extensão e complexidade” do processo, apesar das “diligências” empreendidas pelo instituto e pelas direcções regionais de cultura.
Os procedimentos de classificação em curso caducam se não for tomada uma decisão final dentro do novo prazo.
No total, existem mais de 600 imóveis em vias de classificação em todo o país. Aveiro, com 18, é dos distritos com menos património a aguardar parecer do IGESPAR. Abaixo ficam apenas Santarém, Leiria (com dez cada) e Bragança (com 17). No topo da lista figuram Lisboa e Porto, com 79 bens, seguido de Évora (65) e Braga (60).
No concelho de Aveiro, capital de distrito, existem quatro imóveis na lista: Igreja Matriz de Esgueira, edifício dos CTT (Glória), edifício Testa e Amadores (Glória) e edifício na esquina da Avenida Dr. Lourenço Peixinho com a Rua Eng. Oudinot (Vera Cruz).
Igreja Matriz de Belazaima do Chão (Águeda), Igreja de S. Simão (Oiã, Oliveira do Bairro), monumento megalítico do Souto do Corval (Couto de Esteves, Sever do Vouga), aldeia de Drave (Covelo de Paivô, Arouca), Castro do Monte Valinhas (Santa Eulália, Arouca), Casa e Quinta da Boavista, incluindo a fonte do jardim, já classificada como imóvel de interesse público (Sobrado, Castelo de Paiva), Quinta da Costeira (Carregosa, Oliveira de Azeméis), Quinta de Macieira de Sarnes (Macieira de Sarnes, Oliveira de Azeméis), Igreja da Misericórdia de Santa Maria da Feira, mercado municipal de Santa Maria da Feira, conjunto constituído pela Igreja e Convento dos Lóios, incluindo a escadaria monumental (Santa Maria da Feira), Quinta do Seixal (Milheirós de Poiares, Santa Maria da Feira), Quinta da Murtosa (Mosteirô, Santa Maria da Feira) e Outeiro dos Riscos (Cepelos, Vale de Cambra) são os restantes bens a aguardar classificação. in Diário de Aveiro
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
A ÚLTIMA DÉCADA EM AROUCA DE A a Z
Cumpriu-se a primeira década do século XXI. Em Arouca, as primeiras notícias deram-nos conta dos despedimentos na C & J Clark da Malhadoura e, as últimas revelaram-nos o desemprego como maior preocupação. A Casa da Cultura de Arouca, inaugurada em Janeiro de 2000, e a de Fermedo, inaugurada em Julho de 2001, prometeram maiores impulsos à Cultura. Através do Cister, Sabores e Saberes procurou divulgar-se a doçaria conventual e pela Recriação Histórica foi-nos dada a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a vida no interior do Convento.
À geminação com Poligny, em França, juntámos geminação com a Cidade de Santos, no Brasil, em Março de 2001. Fomos a banhos na Piscina Municipal e inaugurámos a Piscina de Escariz em Fevereiro de 2009, mas, também nas praias fluviais, equipadas esta década e numa das quais chegámos a hastear Bandeira Azul no Verão de 2006.
Começámos a assistir às curtas-metragens do Arouca Film Festival em 2003 e, também neste ano vimos autorizar a instalação de três Parques Eólicos na Serra da Freita. No começo de 2005 deixámos de assistir a longas-metragens no Globo D’Ouro e, em Dezembro de 2005, já as Torres Eólicas se avistavam da Vila.
Apesar de pertencermos ao Distrito de Aveiro, foi com alguma naturalidade que, em Janeiro de 2005, passámos a integrar a GAMP – Grande Área Metropolitana do Porto.
O Folclore Arouquense esteve em grande, chegando a realizar-se mais de uma dezena de Festivais anuais nos primeiros anos da década, vindo a esmorecer para final, com o próprio município a apertar-lhes o cinto. Já os Estudantes de Arouca viram nascer o seu Fim-de-Semana Académico e o seu próprio Festival de Tunas, pela mão da Associação Académica.
A Feira das Colheitas transformou-se no ponto alto de mostra, encontro e confraternização dos arouquenses, mas, muitos mais foram os forasteiros que nos visitaram, e por cá ficaram, ocupando a oferta de Turismo Rural, que nesta década abriu novas portas. Ainda assim, a oferta não deixou de se evidenciar como uma das principais lacunas de Arouca. Vimos sonhar com uma Pousada no Convento, mas, foi a iniciativa privada que inaugurou o Hotel Rural Quinta de Novais, em Julho de 2006, e transformou a Residencial São Pedro em Hotel, em 2008.
Entretanto floresceu a Solidariedade Social, criaram-se novas Creches por todo o concelho, a AICIA ampliou as suas instalações e aumentou a sua oferta, o Patronato aumentou as suas valências, e o surgido Centro Paroquial de São Salvador do Burgo, depressa inaugurou infra-estruturas e se colocou ao serviço da população, em Julho de 2010. Da Rede criada em Janeiro de 2005 à iniciativa De Igual para Igual, estas e outras instituições foram unindo esforços para que a diferença e a necessidade não se notem na comunidade.
A política, como é normal, esteve sempre na ordem do dia e às desuniões sucederam-se as ditas uniões e vice-versa. Sociologicamente, Arouca parece não ter mudado, mas isso, só por si, não chegou para evitar votos em sentido diverso e fazer com que o rosa não pintasse o mapa político de Arouca durante toda a década.
André Almeida – Foi o nome que se juntou à galeria dos ilustres arouquenses que desempenharam as funções de deputado à Assembleia da República, e dessa forma ajudou a representar e dignificar os interesses de Arouca e dos Arouquenses. Tomou posse em Março de 2005, mas, manteve-se suplente até Outubro de 2007, altura em que ocupou a cadeira deixada vaga por Marques Mendes. Em Julho de 2009, às portas de concluir o seu mandato, realizou o “Dia de Arouca” na Assembleia da República. Regressou a Arouca para liderar a CPC do PSD.
Bandas Musicais – Numa década em que as Bandas se juntaram para tocar, assinalou-se o Centenário da Banda Filarmónica de Alvarenga e deram-se novos fôlegos à Banda Musical de Figueiredo, que se autonomizou da associação mãe. Festejámos o 180º Aniversário da Banda Musical de Arouca, que deu concertos de excelência, nomeadamente na Casa da Música, no Parlamento e no Europarque. Em Outubro de 2008 assistimos à reactivação da Banda Musical do Burgo, que havia cessado actividade há 60 anos.
Colectividades – Entre muitas outras, em Fevereiro de 2000 foi inaugurada a sede da associação “2002 Nogueiró” e pouco depois foi fundada a FAMA. Já no final do ano foi constituída a NUMOFREITA e, em Junho do ano seguinte, a Associação Académica de Arouca. Em Julho de 2002 foi inaugurada a sede social da FAJDA e, em Setembro deste mesmo ano foi fundada a EXCOMAR. Em Setembro de 2003 foi inaugurada a sede social do Rancho “As Lavradeiras de Canelas” e, em Janeiro de 2005, inauguradas as novas instalações sociais e desportivas do CCRD do Burgo. Também neste mesmo ano são fundadas a ANIMA PATRIMÓNIO e a NATURVEREDAS. Já em Junho de 2007 dá-se a apresentação pública do Agrupamento de Escuteiros de Rossas. Em Novembro de 2010 vimos abrir as portas da nova casa do Grupo Etnográfico de Fermedo e Mato.
Desporto – Em Maio de 2006 assistimos à inauguração Desportiva do Estádio Municipal de Arouca, que deu alojamento às recentes e vitoriosas temporadas do Futebol Clube de Arouca. Também a ACR de Mansores fez o seu campo, que inaugurou em Setembro de 2005, e deu cartas nesta modalidade. Mas, muitas outras modalidades mereceram destaque esta década. A impensável modalidade de Kung Fu consagrou os arouquenses Manuel Vítor Martingo Coelho e Rui Moreira. Foi também nesta década que surgiu o Open de Ténis e que o Grupo Coral de Urro e Associação Académica se dedicaram ao Futsal. A modalidade de Todo-o-Terreno foi abraçada pelo Arouca Motor Clube e pelos Bombeiros Voluntários. Muitos se dedicaram ao Pedestrianismo por força dos Percursos traçados pela Autarquia, mas, também ao BTT e outros ao Rafting e Desportos Radicais, constituindo-se em associações e empresas, para maior desenvolvimento das respectivas modalidades. Helena Soares brilhou e arrecadou medalhas no Campeonato do Mundo de Atletismo Síndrome de Down, realizado no México.
Educação – Em matéria de Educação Escolar e, principalmente, no que às infra-estruturas em que ela acontece diz respeito, foi uma década algo conturbada, nomeadamente pelo fecho precipitado e definitivo de quinze escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, no Verão de 2006. Muitas outras mudanças se sucederam, entre fechos de escolas e aberturas de novos pólos escolares, mudando completamente o paradigma que vigorou no século XX. Às portas do ano lectivo de 2001-2002, é inaugurada a Escola E.B. 2,3 de Escariz e, em Maio de 2008, são aprovados os projectos para a construção de um pólo escolar na freguesia de Fermedo e outro na freguesia do Burgo, que abriu já as suas portas. Já no final de 2010 começaram as obras que prometem transformar por completo a Escola Secundária de Arouca.
Futebol Clube de Arouca – Foi o maior factor de alegria e orgulho dos arouquenses na década que terminou. Em Abril de 2007, ao comando de Rui Correia e Jorge Gabriel, sagra-se Campeão Distrital da 1.ª Divisão de Futebol de Aveiro, subindo à 3.ª Divisão Nacional. Aquele último, conhecido apresentador de televisão, chegou a ser o treinador principal da equipa, entre Agosto de 2007 e Janeiro de 2008. Pouco depois o FCA conquista a Supertaça da Associação de Futebol de Aveiro e, em Maio de 2008, garante a subida à 2.ª Divisão Nacional. Precisamente dois anos depois confirma-se Campeão da Zona Centro daquela Divisão, carimbando passaporte para a II Liga Nacional de Futebol, patamar que lhe conferiu várias experiências inéditas, coroadas com o jogo contra o S. L. Benfica no Estádio da Luz, a contar para a 3.ª Eliminatória da Taça de Portugal.
Geopark Arouca – Consequência natural do património existente em Arouca, foi constituído o Geoparque Arouca, que a National Geographic e a Geoscientist deram a conhecer ao Mundo em 2008, e, pouco tempo depois, a UNESCO reconheceu como património seu, a salvaguardar, valorizar e divulgar. Já antes, no Dia Nacional do Património Geológico, a Câmara Municipal havia sido agraciada com o Prémio Geoconservação 2008, atribuído por unanimidade pelo júri da ProGEO. Em Abril de 2010, o agora denominado Geopark Arouca, recebe o galardão oficial de reconhecimento da Adesão à Rede Global de Geoparks, sob os auspícios da UNESCO. Em Setembro último, Artur Sá, cientista mentor do GeoparK Arouca, foi constituído “Cidadão Honorário de Arouca”.
Hospital da Santa Casa da Misericórdia – Apesar de ser assunto de todos os tempos, muito se falou esta década de Saúde em Arouca. Ter-se-ão dado tantos passos em frente como atrás. Abriram-se e fecharam-se Extensões de Saúde nas freguesias, e lutou-se por Centros de Atendimento e por Médicos, que chegámos a ver objecto de promessas eleitorais. Perdemos o SAP e ganhámos o SUB. Alentou-nos, porém, a reabertura do Hospital de outrora. Fruto do sonho, empenho, esforço e dedicação de alguns arouquenses, depois da morosa empreitada de remodelação e ampliação, é reinaugurado o Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Arouca, em Janeiro de 2006, com diversas valências e internamento.
Incêndios – Como que a prever e a acautelar, em Junho de 2004 foi publicado um Decreto-Lei que designava por zona crítica grande parte da mancha florestal de Arouca, advertindo ser prioritária a aplicação de medidas mais rigorosas de defesa da floresta contra incêndios. Pouco mais de um ano volvido, em Agosto de 2005, fagulhas trazidas pelo vento de um incêndio a deflagrar na freguesia de Moldes, incendeiam toda a floresta circundante da Vila de Arouca, provocando um cenário “dantesco” de que não havia memória. Nos dias seguintes, continuou a deflagrar na Serra da Freita, consumindo, igualmente, uma área de que não existia notícia. Neste mesmo ano, deflagra ainda um incêndio no armazém da Cooperativa Agrícola de Arouca. Nos anos seguintes o flagelo não deixa de angustiar a população arouquense e já em 2010 continuámos a ser notícia pelos incêndios florestais e numa indústria de madeiras.
Jornais – Em Janeiro de 2001 publicam-se as últimas folhas do Jornal CRUZ DE MALTA, Mensário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Rossas e, pouco depois, vimos o Jornal Jovem de Alvarenga prometer ficar-se pela Internet, mas, por aí se ficou sem mais notícia. Dito Defensor dos Interesses do Concelho, o Semanário “Defesa de Arouca”, que deu à estampa pela primeira vez em Janeiro de 1926, suspende a sua publicação, abrupta e inesperadamente, sem aviso ou adeus, em Janeiro de 2008. Fica para a História como o principal e mais completo repositório da história e estórias de Arouca e dos Arouquenses do século XX. Lá diz o povo que quando se fecha uma porta, abre-se uma janela, e, neste caso, “Discurso Directo”, é o nome da janela que se abriu e começou a dar à estampa em Maio de 2008, pelas mãos de Victor Mendes e Cláudia Oliveira.
Livros – Entre outras obras sobre Arouca, na última década deram à estampa Serra da Freita, de Armando Reis Moura, a que se seguiu Município de Arouca. Subsídios para a sua história, de Alberto Gonçalves; Alvarenga Minha Terra, de Maria Alice da Silva Brito; Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda de Arouca, de Afonso Veiga; A contabilidade do Mosteiro de Arouca: 1786-1825, de José Miguel Pereira dos Santos Oliveira; Arouca, uma Terra, um Mosteiro, uma Santa, de Maria Helena da Cruz Coelho; e A Casa do Burgo, de António Vaz Pinto; Trilobites gigantes das ardósias de Canelas, coordenado por Artur Abreu Sá e Juan Carlos Gutiérrez Marco; Os Filhos da Roda, de Afonso Veiga; Dois Volumes de As Doze Portas de Arouca, de Abrunhosa de Brito; e a Misericórdia de Arouca – Quatro Séculos de História, de Afonso Veiga.
Museus e Monumentos – Numa medida pouco consensual, em Outubro de 2000, a Câmara Municipal deliberou transformar o edifício do antigo Mercado Municipal em Museu Municipal, que inaugurou em Maio de 2008. Já o Museu de Arte Sacra, apesar das obras de remodelação e ampliação tantas vezes prometidas e que tardam em se realizar, permaneceu sem receber qualquer benefício. As Rotundas concebidas esta década revelaram-se locais primordiais para levantar Monumentos e assim sucedeu com o Monumento às Antas Megalíticas, em Escariz, o Monumento ao Lavrador, em Alhavaite, o Monumento às Trilobites e aos Combatentes do Ultramar, na Vila. Mau augúrio da abrupta remoção dos “Calhaus”, nenhum Monumento se conseguiu levantar na rotunda central da Vila durante esta década, apesar de obra encomendada, paga e pronta desde Abril de 2009.
Nádia Oliveira – O falecimento de jovens e filhos da terra, e vários foram aqueles que partiram prematuramente, é sempre motivo de grande consternação. O trágico e inesperado acidente de viação, em Março de 2008, que vitimou a jovem Nádia Oliveira, pela qual a comunidade arouquense nutria muito carinho, acabou por se traduzir num dos acontecimentos mais chocantes e marcantes da década.
Ordenações heráldicas – Nos últimos dez anos, também por força dos impulsos dados pela concepção de páginas na Internet, mas, principalmente pela necessidade de simbolizar as principais características das respectivas circunscrições administrativas, deu-se uma correria da quase totalidade das freguesias à Ordenação Heráldica de brasão, bandeira e selo. Entre outras, juntaram-se à Espiunca (com brasão, bandeira e selo, desde 1997), Albergaria da Serra, Burgo, Fermedo e Mansores, em 2000; Urro, em 2001; Arouca, Escariz e Moldes, em 2002; Santa Eulália, em 2003; Alvarenga, Rossas e São Miguel do Mato, em 2004; Cabreiros e Várzea, em 2005; e Tropeço em 2009.
Património – Entre muitas outras obras, em Maio de 2002 iniciaram-se profundas obras de recuperação no Convento e foi inaugurada a reimplantação do Pelourinho do Burgo. Em Março de 2006 começou a remoção do Memorial de Santo António, para logo em Abril se iniciar a reimplantação, em lugar mais digno e próximo do original. Em Janeiro de 2007 foi assinado o protocolo para reabilitar e valorizar o Mosteiro de Arouca, que recebeu a visita do Presidente da República, em Janeiro de 2008. Para as calendas se remeteu a Pousada pensada para a Ala Sul, por ter ficado deserto o concurso de Concessão lançado em Março de 2008. Já em finais de 2009 assistimos à reabertura da recuperada Capela da Misericórdia.
Qualidade – Foi nesta primeira década do século XXI que em Arouca se começou a falar com maior propriedade no cumprimento de normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão de qualidade. Muitas foram as empresas e entidades que em Arouca adoptaram aquelas normas e várias mereceram a certificação ISO 9000, como, por exemplo, a AROUPLÁS, certificada em 2000, a FARCIMAR, certificada em 2004 e a CAMARC, certificada em 2008. Também pela qualidade dos serviços prestados vimos premiar o Hotel S. Pedro no último mês de Dezembro.
Recuperação, Regeneração e Revitalização – Foram palavras de ordem que se traduziram em exemplos concretos, como em algumas artérias da Vila, no centro de Alvarenga, e um pouco por todo o concelho. Mas a década termina com intentos maiores, motivados pela aprovação da candidatura ao Pólis XXI, que tem em vista uma mudança profunda das artérias e espaços do centro histórico da Vila, que já suscitou alguma discussão e promete não ser muito consensual. A apresentação pública do ante-projecto teve lugar em Janeiro de 2010, mas, o projecto promete vir a ser executado sem que haja lugar a debate.
Saneamento Básico – «Mais Saneamento, melhor ambiente», foi o mote para a entrada em funcionamento da ETAR do Vale de Arouca e o simultâneo encerramento da velha ETAR da Pimenta, ao cair do pano desta primeira década do século XXI. Porém, a maior parte das freguesias do Vale de Arouca volveram a década sem ligação à Rede de Saneamento Básico, e o concelho está ainda muito longe dos índices mínimos nesta matéria, abonando muito pouco em favor do Vale da Fertilidade anunciado pela Logomarca apresentada no limiar da década, em Setembro de 2000.
Trilobites – Em Julho de 2006 é inaugurado, na exploração de ardósias da empresa Valério & Figueiredo, o Centro de Interpretação Geológica de Canelas, que, em Abril de 2007, é agraciado com o Prémio de Mérito Turístico, instituído pela Região de Turismo da Rota da Luz. Em Junho de 2008 é inaugurado o Monumento às Trilobites numa das Rotundas da vila e, já em Maio de 2010, Manuel Valério de Figueiredo é agraciado com a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, «pelos esforços intensos e profícuos no estudo, preservação e divulgação dos achados fósseis da louseira de Canelas».
Universidade de Verão – Em Julho de 2008 tem lugar a 1.ª Edição da Universidade de Verão da Universidade do Porto, no dito Pólo de Arouca. Experiência repetida nos anos seguintes de 2009 e 2010, desta feita com cerca de 60 alunos. Houve quem visse nesta iniciativa o prenúncio da possibilidade de se estabelecer, de facto, um Pólo daquela Universidade no concelho de Arouca, mas, à semelhança doutras iniciativas, também esta foi já alargada a outros municípios e Arouca poderá não ter agarrado a ideia em tempo útil.
Via Estruturante – Em Dezembro de 2001 chegam as máquinas ao terreno para rasgar o troço entre a Ribeira de Tropeço e a vila de Arouca, cuja inauguração e abertura total aconteceu em Maio de 2006. Pelas Colheitas de 2007 foi assinado o contrato para o projecto da 2.ª Fase da Via Estruturante, ligando Santa Maria da Feira à freguesia de Mansores, mas, chegados aos últimos dias de 2010, as máquinas ainda não chegaram ao terreno, apesar das promessas de secretários de estado, ministros e até do primeiro-ministro José Sócrates que, em Setembro de 2009, se deslocou a Arouca para prometer fazer justiça aos arouquenses em matéria de acessibilidades.
World Wide Web – Nesta última década Arouca e os arouquenses começaram a chegar em maior número à chamada Rede de Alcance Mundial. Pouco a pouco, pessoas colectivas e individuais, foram começando a frequentar a rede e a mudar o paradigma dos contactos, dos encontros, do convívio e dos relacionamentos. Sinal dos tempos e de novas necessidades, em Setembro de 2003 o Município inaugurou o Espaço Internet de Arouca, que agora cede em favor da aposta nos programas "e-escola" e o "e-escolinha". Em Abril de 2005 surge o www.arouca.biz, que, depois do pioneiro Aroucanet, se assume como um novo portal de Arouca na Internet, e acaba por ser o precursor do estabelecimento de uma comunidade arouquense na Rede. Em Janeiro de 2006 passámos a poder ouvir a Rádio Regional de Arouca em qualquer parte do Mundo através da Internet e aqui começámos a conhecer as notícias antes de darem à estampa nos jornais da terra.
Xisto e Ardósia – Depois das modas que muito contribuíram para descaracterizar as nossas Aldeias Tradicionais, assistimos nesta última década ao ressurgimento dos materiais característicos, que muito valorizaram a recuperação e muito contribuíram para a revitalização de Aldeias como Janarde e Meitriz, mas também muito beneficiaram edifícios como o Centro de Interpretação Geológica e a Sede do Racho “As Lavradeiras de Canelas”. Em Fevereiro de 2005, a Câmara Municipal aprovou por unanimidade o projecto de recuperação das aldeias tradicionais de Cabaços, Tebilhão, Rio de Frades, Cando, Covelo de Paivó, Drave e Paradinha, que têm aqueles materiais em comum, mas, nem todas sentiram a concretização da intenção.
Zonas Industriais – Nesta última década foi dado um maior impulso às Zonas Industriais e desmobilizadas as empresas, armazéns, indústrias e mesmo serviços que se localizavam na vila e um pouco por todas as freguesias. O centro da vila de Arouca muito beneficiou com a criação da Zona Industrial de São Domingos. O mesmo sucedeu um pouco por todo o concelho por força da concepção de outras zonas industriais, que devolveram outra qualidade de vida às populações e permitiram às empresas localizarem-se em Zonas mais habilitadas ao seu funcionamento.
À geminação com Poligny, em França, juntámos geminação com a Cidade de Santos, no Brasil, em Março de 2001. Fomos a banhos na Piscina Municipal e inaugurámos a Piscina de Escariz em Fevereiro de 2009, mas, também nas praias fluviais, equipadas esta década e numa das quais chegámos a hastear Bandeira Azul no Verão de 2006.
Começámos a assistir às curtas-metragens do Arouca Film Festival em 2003 e, também neste ano vimos autorizar a instalação de três Parques Eólicos na Serra da Freita. No começo de 2005 deixámos de assistir a longas-metragens no Globo D’Ouro e, em Dezembro de 2005, já as Torres Eólicas se avistavam da Vila.
Apesar de pertencermos ao Distrito de Aveiro, foi com alguma naturalidade que, em Janeiro de 2005, passámos a integrar a GAMP – Grande Área Metropolitana do Porto.
O Folclore Arouquense esteve em grande, chegando a realizar-se mais de uma dezena de Festivais anuais nos primeiros anos da década, vindo a esmorecer para final, com o próprio município a apertar-lhes o cinto. Já os Estudantes de Arouca viram nascer o seu Fim-de-Semana Académico e o seu próprio Festival de Tunas, pela mão da Associação Académica.
A Feira das Colheitas transformou-se no ponto alto de mostra, encontro e confraternização dos arouquenses, mas, muitos mais foram os forasteiros que nos visitaram, e por cá ficaram, ocupando a oferta de Turismo Rural, que nesta década abriu novas portas. Ainda assim, a oferta não deixou de se evidenciar como uma das principais lacunas de Arouca. Vimos sonhar com uma Pousada no Convento, mas, foi a iniciativa privada que inaugurou o Hotel Rural Quinta de Novais, em Julho de 2006, e transformou a Residencial São Pedro em Hotel, em 2008.
Entretanto floresceu a Solidariedade Social, criaram-se novas Creches por todo o concelho, a AICIA ampliou as suas instalações e aumentou a sua oferta, o Patronato aumentou as suas valências, e o surgido Centro Paroquial de São Salvador do Burgo, depressa inaugurou infra-estruturas e se colocou ao serviço da população, em Julho de 2010. Da Rede criada em Janeiro de 2005 à iniciativa De Igual para Igual, estas e outras instituições foram unindo esforços para que a diferença e a necessidade não se notem na comunidade.
A política, como é normal, esteve sempre na ordem do dia e às desuniões sucederam-se as ditas uniões e vice-versa. Sociologicamente, Arouca parece não ter mudado, mas isso, só por si, não chegou para evitar votos em sentido diverso e fazer com que o rosa não pintasse o mapa político de Arouca durante toda a década.
André Almeida – Foi o nome que se juntou à galeria dos ilustres arouquenses que desempenharam as funções de deputado à Assembleia da República, e dessa forma ajudou a representar e dignificar os interesses de Arouca e dos Arouquenses. Tomou posse em Março de 2005, mas, manteve-se suplente até Outubro de 2007, altura em que ocupou a cadeira deixada vaga por Marques Mendes. Em Julho de 2009, às portas de concluir o seu mandato, realizou o “Dia de Arouca” na Assembleia da República. Regressou a Arouca para liderar a CPC do PSD.
Bandas Musicais – Numa década em que as Bandas se juntaram para tocar, assinalou-se o Centenário da Banda Filarmónica de Alvarenga e deram-se novos fôlegos à Banda Musical de Figueiredo, que se autonomizou da associação mãe. Festejámos o 180º Aniversário da Banda Musical de Arouca, que deu concertos de excelência, nomeadamente na Casa da Música, no Parlamento e no Europarque. Em Outubro de 2008 assistimos à reactivação da Banda Musical do Burgo, que havia cessado actividade há 60 anos.
Colectividades – Entre muitas outras, em Fevereiro de 2000 foi inaugurada a sede da associação “2002 Nogueiró” e pouco depois foi fundada a FAMA. Já no final do ano foi constituída a NUMOFREITA e, em Junho do ano seguinte, a Associação Académica de Arouca. Em Julho de 2002 foi inaugurada a sede social da FAJDA e, em Setembro deste mesmo ano foi fundada a EXCOMAR. Em Setembro de 2003 foi inaugurada a sede social do Rancho “As Lavradeiras de Canelas” e, em Janeiro de 2005, inauguradas as novas instalações sociais e desportivas do CCRD do Burgo. Também neste mesmo ano são fundadas a ANIMA PATRIMÓNIO e a NATURVEREDAS. Já em Junho de 2007 dá-se a apresentação pública do Agrupamento de Escuteiros de Rossas. Em Novembro de 2010 vimos abrir as portas da nova casa do Grupo Etnográfico de Fermedo e Mato.
Desporto – Em Maio de 2006 assistimos à inauguração Desportiva do Estádio Municipal de Arouca, que deu alojamento às recentes e vitoriosas temporadas do Futebol Clube de Arouca. Também a ACR de Mansores fez o seu campo, que inaugurou em Setembro de 2005, e deu cartas nesta modalidade. Mas, muitas outras modalidades mereceram destaque esta década. A impensável modalidade de Kung Fu consagrou os arouquenses Manuel Vítor Martingo Coelho e Rui Moreira. Foi também nesta década que surgiu o Open de Ténis e que o Grupo Coral de Urro e Associação Académica se dedicaram ao Futsal. A modalidade de Todo-o-Terreno foi abraçada pelo Arouca Motor Clube e pelos Bombeiros Voluntários. Muitos se dedicaram ao Pedestrianismo por força dos Percursos traçados pela Autarquia, mas, também ao BTT e outros ao Rafting e Desportos Radicais, constituindo-se em associações e empresas, para maior desenvolvimento das respectivas modalidades. Helena Soares brilhou e arrecadou medalhas no Campeonato do Mundo de Atletismo Síndrome de Down, realizado no México.
Educação – Em matéria de Educação Escolar e, principalmente, no que às infra-estruturas em que ela acontece diz respeito, foi uma década algo conturbada, nomeadamente pelo fecho precipitado e definitivo de quinze escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, no Verão de 2006. Muitas outras mudanças se sucederam, entre fechos de escolas e aberturas de novos pólos escolares, mudando completamente o paradigma que vigorou no século XX. Às portas do ano lectivo de 2001-2002, é inaugurada a Escola E.B. 2,3 de Escariz e, em Maio de 2008, são aprovados os projectos para a construção de um pólo escolar na freguesia de Fermedo e outro na freguesia do Burgo, que abriu já as suas portas. Já no final de 2010 começaram as obras que prometem transformar por completo a Escola Secundária de Arouca.
Futebol Clube de Arouca – Foi o maior factor de alegria e orgulho dos arouquenses na década que terminou. Em Abril de 2007, ao comando de Rui Correia e Jorge Gabriel, sagra-se Campeão Distrital da 1.ª Divisão de Futebol de Aveiro, subindo à 3.ª Divisão Nacional. Aquele último, conhecido apresentador de televisão, chegou a ser o treinador principal da equipa, entre Agosto de 2007 e Janeiro de 2008. Pouco depois o FCA conquista a Supertaça da Associação de Futebol de Aveiro e, em Maio de 2008, garante a subida à 2.ª Divisão Nacional. Precisamente dois anos depois confirma-se Campeão da Zona Centro daquela Divisão, carimbando passaporte para a II Liga Nacional de Futebol, patamar que lhe conferiu várias experiências inéditas, coroadas com o jogo contra o S. L. Benfica no Estádio da Luz, a contar para a 3.ª Eliminatória da Taça de Portugal.
Geopark Arouca – Consequência natural do património existente em Arouca, foi constituído o Geoparque Arouca, que a National Geographic e a Geoscientist deram a conhecer ao Mundo em 2008, e, pouco tempo depois, a UNESCO reconheceu como património seu, a salvaguardar, valorizar e divulgar. Já antes, no Dia Nacional do Património Geológico, a Câmara Municipal havia sido agraciada com o Prémio Geoconservação 2008, atribuído por unanimidade pelo júri da ProGEO. Em Abril de 2010, o agora denominado Geopark Arouca, recebe o galardão oficial de reconhecimento da Adesão à Rede Global de Geoparks, sob os auspícios da UNESCO. Em Setembro último, Artur Sá, cientista mentor do GeoparK Arouca, foi constituído “Cidadão Honorário de Arouca”.
Hospital da Santa Casa da Misericórdia – Apesar de ser assunto de todos os tempos, muito se falou esta década de Saúde em Arouca. Ter-se-ão dado tantos passos em frente como atrás. Abriram-se e fecharam-se Extensões de Saúde nas freguesias, e lutou-se por Centros de Atendimento e por Médicos, que chegámos a ver objecto de promessas eleitorais. Perdemos o SAP e ganhámos o SUB. Alentou-nos, porém, a reabertura do Hospital de outrora. Fruto do sonho, empenho, esforço e dedicação de alguns arouquenses, depois da morosa empreitada de remodelação e ampliação, é reinaugurado o Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Arouca, em Janeiro de 2006, com diversas valências e internamento.
Incêndios – Como que a prever e a acautelar, em Junho de 2004 foi publicado um Decreto-Lei que designava por zona crítica grande parte da mancha florestal de Arouca, advertindo ser prioritária a aplicação de medidas mais rigorosas de defesa da floresta contra incêndios. Pouco mais de um ano volvido, em Agosto de 2005, fagulhas trazidas pelo vento de um incêndio a deflagrar na freguesia de Moldes, incendeiam toda a floresta circundante da Vila de Arouca, provocando um cenário “dantesco” de que não havia memória. Nos dias seguintes, continuou a deflagrar na Serra da Freita, consumindo, igualmente, uma área de que não existia notícia. Neste mesmo ano, deflagra ainda um incêndio no armazém da Cooperativa Agrícola de Arouca. Nos anos seguintes o flagelo não deixa de angustiar a população arouquense e já em 2010 continuámos a ser notícia pelos incêndios florestais e numa indústria de madeiras.
Jornais – Em Janeiro de 2001 publicam-se as últimas folhas do Jornal CRUZ DE MALTA, Mensário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Rossas e, pouco depois, vimos o Jornal Jovem de Alvarenga prometer ficar-se pela Internet, mas, por aí se ficou sem mais notícia. Dito Defensor dos Interesses do Concelho, o Semanário “Defesa de Arouca”, que deu à estampa pela primeira vez em Janeiro de 1926, suspende a sua publicação, abrupta e inesperadamente, sem aviso ou adeus, em Janeiro de 2008. Fica para a História como o principal e mais completo repositório da história e estórias de Arouca e dos Arouquenses do século XX. Lá diz o povo que quando se fecha uma porta, abre-se uma janela, e, neste caso, “Discurso Directo”, é o nome da janela que se abriu e começou a dar à estampa em Maio de 2008, pelas mãos de Victor Mendes e Cláudia Oliveira.
Livros – Entre outras obras sobre Arouca, na última década deram à estampa Serra da Freita, de Armando Reis Moura, a que se seguiu Município de Arouca. Subsídios para a sua história, de Alberto Gonçalves; Alvarenga Minha Terra, de Maria Alice da Silva Brito; Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda de Arouca, de Afonso Veiga; A contabilidade do Mosteiro de Arouca: 1786-1825, de José Miguel Pereira dos Santos Oliveira; Arouca, uma Terra, um Mosteiro, uma Santa, de Maria Helena da Cruz Coelho; e A Casa do Burgo, de António Vaz Pinto; Trilobites gigantes das ardósias de Canelas, coordenado por Artur Abreu Sá e Juan Carlos Gutiérrez Marco; Os Filhos da Roda, de Afonso Veiga; Dois Volumes de As Doze Portas de Arouca, de Abrunhosa de Brito; e a Misericórdia de Arouca – Quatro Séculos de História, de Afonso Veiga.
Museus e Monumentos – Numa medida pouco consensual, em Outubro de 2000, a Câmara Municipal deliberou transformar o edifício do antigo Mercado Municipal em Museu Municipal, que inaugurou em Maio de 2008. Já o Museu de Arte Sacra, apesar das obras de remodelação e ampliação tantas vezes prometidas e que tardam em se realizar, permaneceu sem receber qualquer benefício. As Rotundas concebidas esta década revelaram-se locais primordiais para levantar Monumentos e assim sucedeu com o Monumento às Antas Megalíticas, em Escariz, o Monumento ao Lavrador, em Alhavaite, o Monumento às Trilobites e aos Combatentes do Ultramar, na Vila. Mau augúrio da abrupta remoção dos “Calhaus”, nenhum Monumento se conseguiu levantar na rotunda central da Vila durante esta década, apesar de obra encomendada, paga e pronta desde Abril de 2009.
Nádia Oliveira – O falecimento de jovens e filhos da terra, e vários foram aqueles que partiram prematuramente, é sempre motivo de grande consternação. O trágico e inesperado acidente de viação, em Março de 2008, que vitimou a jovem Nádia Oliveira, pela qual a comunidade arouquense nutria muito carinho, acabou por se traduzir num dos acontecimentos mais chocantes e marcantes da década.
Ordenações heráldicas – Nos últimos dez anos, também por força dos impulsos dados pela concepção de páginas na Internet, mas, principalmente pela necessidade de simbolizar as principais características das respectivas circunscrições administrativas, deu-se uma correria da quase totalidade das freguesias à Ordenação Heráldica de brasão, bandeira e selo. Entre outras, juntaram-se à Espiunca (com brasão, bandeira e selo, desde 1997), Albergaria da Serra, Burgo, Fermedo e Mansores, em 2000; Urro, em 2001; Arouca, Escariz e Moldes, em 2002; Santa Eulália, em 2003; Alvarenga, Rossas e São Miguel do Mato, em 2004; Cabreiros e Várzea, em 2005; e Tropeço em 2009.
Património – Entre muitas outras obras, em Maio de 2002 iniciaram-se profundas obras de recuperação no Convento e foi inaugurada a reimplantação do Pelourinho do Burgo. Em Março de 2006 começou a remoção do Memorial de Santo António, para logo em Abril se iniciar a reimplantação, em lugar mais digno e próximo do original. Em Janeiro de 2007 foi assinado o protocolo para reabilitar e valorizar o Mosteiro de Arouca, que recebeu a visita do Presidente da República, em Janeiro de 2008. Para as calendas se remeteu a Pousada pensada para a Ala Sul, por ter ficado deserto o concurso de Concessão lançado em Março de 2008. Já em finais de 2009 assistimos à reabertura da recuperada Capela da Misericórdia.
Qualidade – Foi nesta primeira década do século XXI que em Arouca se começou a falar com maior propriedade no cumprimento de normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão de qualidade. Muitas foram as empresas e entidades que em Arouca adoptaram aquelas normas e várias mereceram a certificação ISO 9000, como, por exemplo, a AROUPLÁS, certificada em 2000, a FARCIMAR, certificada em 2004 e a CAMARC, certificada em 2008. Também pela qualidade dos serviços prestados vimos premiar o Hotel S. Pedro no último mês de Dezembro.
Recuperação, Regeneração e Revitalização – Foram palavras de ordem que se traduziram em exemplos concretos, como em algumas artérias da Vila, no centro de Alvarenga, e um pouco por todo o concelho. Mas a década termina com intentos maiores, motivados pela aprovação da candidatura ao Pólis XXI, que tem em vista uma mudança profunda das artérias e espaços do centro histórico da Vila, que já suscitou alguma discussão e promete não ser muito consensual. A apresentação pública do ante-projecto teve lugar em Janeiro de 2010, mas, o projecto promete vir a ser executado sem que haja lugar a debate.
Saneamento Básico – «Mais Saneamento, melhor ambiente», foi o mote para a entrada em funcionamento da ETAR do Vale de Arouca e o simultâneo encerramento da velha ETAR da Pimenta, ao cair do pano desta primeira década do século XXI. Porém, a maior parte das freguesias do Vale de Arouca volveram a década sem ligação à Rede de Saneamento Básico, e o concelho está ainda muito longe dos índices mínimos nesta matéria, abonando muito pouco em favor do Vale da Fertilidade anunciado pela Logomarca apresentada no limiar da década, em Setembro de 2000.
Trilobites – Em Julho de 2006 é inaugurado, na exploração de ardósias da empresa Valério & Figueiredo, o Centro de Interpretação Geológica de Canelas, que, em Abril de 2007, é agraciado com o Prémio de Mérito Turístico, instituído pela Região de Turismo da Rota da Luz. Em Junho de 2008 é inaugurado o Monumento às Trilobites numa das Rotundas da vila e, já em Maio de 2010, Manuel Valério de Figueiredo é agraciado com a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, «pelos esforços intensos e profícuos no estudo, preservação e divulgação dos achados fósseis da louseira de Canelas».
Universidade de Verão – Em Julho de 2008 tem lugar a 1.ª Edição da Universidade de Verão da Universidade do Porto, no dito Pólo de Arouca. Experiência repetida nos anos seguintes de 2009 e 2010, desta feita com cerca de 60 alunos. Houve quem visse nesta iniciativa o prenúncio da possibilidade de se estabelecer, de facto, um Pólo daquela Universidade no concelho de Arouca, mas, à semelhança doutras iniciativas, também esta foi já alargada a outros municípios e Arouca poderá não ter agarrado a ideia em tempo útil.
Via Estruturante – Em Dezembro de 2001 chegam as máquinas ao terreno para rasgar o troço entre a Ribeira de Tropeço e a vila de Arouca, cuja inauguração e abertura total aconteceu em Maio de 2006. Pelas Colheitas de 2007 foi assinado o contrato para o projecto da 2.ª Fase da Via Estruturante, ligando Santa Maria da Feira à freguesia de Mansores, mas, chegados aos últimos dias de 2010, as máquinas ainda não chegaram ao terreno, apesar das promessas de secretários de estado, ministros e até do primeiro-ministro José Sócrates que, em Setembro de 2009, se deslocou a Arouca para prometer fazer justiça aos arouquenses em matéria de acessibilidades.
World Wide Web – Nesta última década Arouca e os arouquenses começaram a chegar em maior número à chamada Rede de Alcance Mundial. Pouco a pouco, pessoas colectivas e individuais, foram começando a frequentar a rede e a mudar o paradigma dos contactos, dos encontros, do convívio e dos relacionamentos. Sinal dos tempos e de novas necessidades, em Setembro de 2003 o Município inaugurou o Espaço Internet de Arouca, que agora cede em favor da aposta nos programas "e-escola" e o "e-escolinha". Em Abril de 2005 surge o www.arouca.biz, que, depois do pioneiro Aroucanet, se assume como um novo portal de Arouca na Internet, e acaba por ser o precursor do estabelecimento de uma comunidade arouquense na Rede. Em Janeiro de 2006 passámos a poder ouvir a Rádio Regional de Arouca em qualquer parte do Mundo através da Internet e aqui começámos a conhecer as notícias antes de darem à estampa nos jornais da terra.
Xisto e Ardósia – Depois das modas que muito contribuíram para descaracterizar as nossas Aldeias Tradicionais, assistimos nesta última década ao ressurgimento dos materiais característicos, que muito valorizaram a recuperação e muito contribuíram para a revitalização de Aldeias como Janarde e Meitriz, mas também muito beneficiaram edifícios como o Centro de Interpretação Geológica e a Sede do Racho “As Lavradeiras de Canelas”. Em Fevereiro de 2005, a Câmara Municipal aprovou por unanimidade o projecto de recuperação das aldeias tradicionais de Cabaços, Tebilhão, Rio de Frades, Cando, Covelo de Paivó, Drave e Paradinha, que têm aqueles materiais em comum, mas, nem todas sentiram a concretização da intenção.
Zonas Industriais – Nesta última década foi dado um maior impulso às Zonas Industriais e desmobilizadas as empresas, armazéns, indústrias e mesmo serviços que se localizavam na vila e um pouco por todas as freguesias. O centro da vila de Arouca muito beneficiou com a criação da Zona Industrial de São Domingos. O mesmo sucedeu um pouco por todo o concelho por força da concepção de outras zonas industriais, que devolveram outra qualidade de vida às populações e permitiram às empresas localizarem-se em Zonas mais habilitadas ao seu funcionamento.
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Publicado na edição de 14/01/2011, do jornal semanário "Discurso Directo"
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