sábado, 8 de outubro de 2011

Antigo projecto de instalação eléctrica de Arouca

Muito interessante este projecto de instalação e produção de energia eléctrica em alta tensão, a partir da queda de água da Frecha da Mizarela, no rio Caima, naquele lugar da freguesia de Albergaria da Serra, então das Cabras, na Serra da Freita.
Para prosseguir com o mesmo, a Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Arouca, na sua reunião de 08 de Abril de 1933, deliberou contrair um empréstimo no montante de 350.000$00.


Foi este que obrigou à elaboração de uma memória descritiva mais pormenorizada e documentada com plantas, para obtenção da devida autorização dos Ministérios do Interior e das Finanças, que hoje possibilita usufruir de dados relevantíssimos para a história de Arouca. Mesmo sendo sobre a história que não se fez! ;)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011



Jardim do Palácio das Galveias, Lisboa

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Ainda sobre a Praça Brandão de Vasconcelos... e a falta de intervenções arqueológicas atempadas.

Sendo um dado consumado para as entidades responsáveis pelas intervenções na Praça Brandão de Vasconcelos e Terreiro de Santa Mafalda, que aquelas vão avançar e tal qual foram projectadas, estranho que há muito não esteja no terreno uma ou mais equipas de arqueólogos a desenvolver intervenções preliminares e preventivas, quiçá de emergência, evitando assim a ferocidade das máquinas e o aperto dos prazos de obra. Não vi sequer, em tempo ou fora dele, qualquer posição da Divisão Arqueológica do Museu Municipal (se é que ela existe!?) e do Núcleo Arqueológico de Arouca (se é que este ainda existe!?) Confesso que não sei se ainda existe! Mas, o estado em que se encontram os achados e sítios arqueológicos de Arouca, leva-me a querer que não.

Não se compreende, assim, como é que dois espaços cujas últimas intervenções significativas, mas, ao que se sabe sem grande profundidade e ainda despidas da sensibilidade histórica e arqueológica dos nossos dias, datam de finais do séc. XIX, início do séc. XX, não suscitaram outra responsabilidade e maior curiosidade por parte dos responsáveis por estas intervenções.

Uma intervenção como esta e em locais cuja memória e tradição de outras existências e actividades é tão rica, não se compadece com um mero acompanhamento de um responsável ou até mesmo de uma equipa de arqueólogos!

Desenganem-se aqueles que pensam encontrar alguma coisa sobre o assunto no sítio da regeneração!

Ainda sobre a Praça Brandão de Vasconcelos... e as posições políticas.

Embora não pareça, este meu apontamento gerou alguma controvérsia offline, alegadamente por ser injusto e porque, nomeadamente a CPC do PSD nada mais podia fazer uma vez adjudicada a intervenção na Praça. Pois o mais recente comunicado da CPC do PSD confirma que era possível fazer mais e mais ficou por fazer em tempo, mesmo antes da adjudicação, em consonância com aquilo que vinha a ser defendido pelos vereadores Manuel Artur Miler e Paulo Teixeira. De resto, a dada altura foi mesmo manifesta a necessidade daqueles vereadores em ver algum eco político da luta que vinham a travar nas reuniões de Câmara. Neste particular a passividade transformou-se em inevitabilidade e as culpas que se atribuem podem mesmo transformar-se em culpas próprias.

Esse mais recente comunicado da CPC do PSD foi suscitado pelo chumbo liminar de uma moção sobre as obras previstas para a Praça, apresentada pelos grupos social democrata e centro democrático e social. Concordo em absoluto com a critica que o PSD Arouca faz relativamente ao comportamento da maioria dos membros com assento na Assembleia Municipal.

Aproveito para referir que me revejo igualmente em parte substancial da posição defendida pela CC do PCP ao longo de todo este processo e enquanto muita gente permanecia adormecida, mas, por evidente menor peso político e falta de qualquer representatividade nos órgãos próprios de tomada de posição, menor se torna a exigência para com este partido. Mas, não tem passado despercebido o seu comportamento e tomadas de posição, mesmo tendo em conta a sua condição política concelhia. A contrastar mesmo com outros partidos representados nos órgãos autárquicos.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Resultados preliminares dos CENSOS'11... na base da reforma autárquica.

De entre muitas das conclusões dos resultados preliminares dos CENSOS 2011, resulta a reclassificação das freguesias de Arouca, em Rurais, Urbanas e Mistas, sendo que apenas a freguesia de Arouca (sede do concelho) é considerada Urbana (APU); Burgo, Chave, Urrô e Várzea, são consideradas Mistas (AMU), e as restantes 15 consideradas Rurais (APR).

Porém, em minha opinião, e apenas com base na minha visão aerofotogrametrica do concelho, é uma classificação falaciosa que, para além do mais, não se evidencia no terreno, nomeadamente por recurso a simples comparação.

Por exemplo, a freguesia de Rossas (considerada APR), atenta a sua dimensão não é mais rural que a freguesia de Urrô (considerada AMU), e tem mesmo mais cerca de 500 habitantes, numa dimensão pouco maior. Mas, muitos mais exemplos se poderiam confrontar, como Escariz (também considerada APR), significativamente mais populosa, pese embora a sua relativa maior dimensão.

Mas, o pior, é que, ao contrário daquilo que defendi em tempo, são estes os dados que estão sobre a mesa da reforma autárquica, numa qualquer divisão da Direcção-Geral das Autarquias Locais, "sem janelas para o exterior"...

Espero, sinceramente, que os autarcas de Arouca estejam responsávelmente atentos, activos e empenhados, procurando prosseguir a vontade maioritária dos fregueses que representam! Já que, mais uma vez, os partidos políticos se demitiram de liderar um debate necessário e, este sim, verdadeiramente político!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

HISTÓRIA DE AROUCA EM DATAS

Com a prestimosa colaboração da Directora do Arquivo Histórico do Ministério das Obras Públicas, juntei hoje mais 22 factos históricos à minha HISTÓRIA DE AROUCA EM DATAS, sobre o rasgue das estradas que durante muitos anos serviram e continuam a servir o concelho de Arouca, hoje mais conhecidas por EN224 e EN326.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Algumas considerações a propósito do artigo "Manifestação Virtual", da autoria do Prof. José Cerca, publicado no seu blog e a publicar no semanário Discurso Directo, n.º 174, de 23 de Setembro de 2011.


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Caro Prof. Cerca,

Como sabe, até porque tivemos, em tempo, oportunidade de travar um pequeno debate sobre o projecto de requalificação e regeneração urbana do centro histórico da Vila de Arouca, pessoalmente, tenho uma posição relativamente moderada no que diz respeito à contestação da solução encontrada para a regeneração da Praça Brandão de Vasconcelos. De resto, como se pode aferir do artigo que recentemente fiz publicar no semanário “Discurso Directo”.
No entanto, não posso deixar de tecer algumas considerações na qualidade de presidente da Mesa da Assembleia-Geral da ADPA – Associação para a Defesa do Património Arouquense, que, com mais gosto do que justificação, chama à colação:
A apresentação pública do “Ante-projecto da Regeneração Urbana do Centro Histórico da Vila de Arouca” – como então foi denominado – teve lugar no dia 5 de Janeiro de 2010, como refere, às 17h30, facto que não é de somenos importância, pelo menos para mim que, apesar de me interessar pelos assuntos da nossa terra, trabalho fora dela. Mesmo assim, e apesar de ser uma realidade que toca a maior parte dos dirigentes da ADPA, tal facto não foi desculpa para que esta se demitisse das suas responsabilidades e deixasse de prosseguir o seu objecto estatutário.
O Ante-projecto foi objecto de analise e discussão no ponto 3 da Ordem de Trabalhos da Sessão Ordinária da Assembleia Geral da ADPA, realizada em 23 de Março de 2010, ficando já aí assente como posição unânime dos associados então presentes, o apoio a uma intervenção que visasse a regeneração de alguns espaços do centro urbano da vila, nomeadamente do Largo de Santa Mafalda, parte sul do Parque Central e da denominada Zona H7, mas, total reprovação da intervenção na Alameda D. Domingos de Pinho Brandão e da solução encontrada para a Praça Brandão de Vasconcelos.
Em sequência, a Direcção da ADPA, também com base nos contributos recolhidos naquela Sessão da Assembleia Geral, pronunciou-se e fez chegar, em tempo de discussão pública, o seu parecer à entidade competente, bem como à comunicação social local, para publicação e conhecimento geral.
À ADPA restava, pois, aguardar os procedimentos e desenvolvimentos legais e regulamentares do processo, bem como da posição da Câmara Municipal, uma vez recolhidos os contributos e findo o período de discussão pública. Mas esperava mais, deixe-me confessar-lhe! Esperava que as suas posições tivessem algum eco na sociedade civil, forças vivas e políticas, nomeadamente nos partidos da oposição à actual Câmara, para que em sedes próprias se proporcionasse maior e melhor debate até ao esperado “Projecto Final”. Pois acresce referir que, oficial ou oficiosamente, nunca tivemos conhecimento da posição da Câmara Municipal findo o período de discussão, e intuímos que esta permaneceu inalterada, intuição reforçada com a súbita transformação do ante-projecto em projecto, em total desconsideração por quem dele discordou, mesmo que responsável e construtivamente!
No tempo entretanto decorrido, a ADPA reviu-se, entre outras, nas posições assumidas pelos senhores vereadores Manuel Artur Miler e Paulo Teixeira, nas reuniões da Câmara Municipal, mantendo a esperança de que elas viessem a traduzir-se, total ou parcialmente, nos recuos e/ou ajustamentos defendidos pela ADPA. Porém, apesar do seu mérito e pertinência, tais posições, principalmente as referentes à Praça Brandão de Vasconcelos, foram reiterada e sucessivamente levadas de vencido, também por força daqueles membros estarem em minoria naquele órgão.
Dispenso-me de referir omissões e acções entretanto verificadas, que culminaram no abaixo-assinado e na manifestação do passado dia 17 de Setembro (cujas iniciativas não pertenceram à ADPA), referindo apenas que, como comprovam algumas fotografias da manifestação, estiveram presentes nessa acção, “deram o rosto no campo de batalha” (desapropriados termos, diga-se!) e fizeram ouvir a sua voz, as suas justificações e reivindicações, o presidente e o tesoureiro da Direcção, bem como o presidente do Conselho Fiscal da ADPA. O que me parece uma presença suficientemente significativa, tanto mais quando não se limitou a ser passiva.
É o que se me oferece dizer, uma vez que nem tudo foi extemporâneo, nem todos foram irresponsáveis como alude. Antes consequentes e coerentes com posições responsável e construtivamente assumidas em tempo próprio!

Com a habitual consideração,

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Aspecto da Praça Brandão de Vasconcelos, Arouca, guardado por Manuel Valério

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A favor de uma intervenção na Praça Brandão de Vasconcelos, mas… não desta!

A assumir cada vez mais contornos de contestação pública, a intervenção prevista para a Praça Brandão de Vasconcelos, no âmbito do programa de regeneração urbana do centro da vila, é a menos consensual e promete não ser nada pacífica.
Confesso que foi com satisfação que tomei conhecimento da aprovação da candidatura ao Polis XXI, em Janeiro de 2009. Pelo que quero, mais uma vez, cumprimentar a Câmara Municipal, bem como as entidades parceiras (Direcção Regional de Cultura do Norte e Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda), por em boa hora (já nos idos de 2008) se terem empenhado nesta candidatura.
À semelhança de outros programas idênticos, também o Polis XXI tem uma finalidade e um âmbito muito concreto e as suas verbas destinam-se exclusivamente a projectos e candidaturas que se enquadrem no âmbito do mesmo. E, ao contrário do que se vai dizendo e escrevendo, aquelas verbas não são passíveis de alocar a outros projectos e/ou investimentos. Razão pela qual, das duas uma: a Câmara Municipal ou se candidatava ou não se candidatava! Candidatou-se e fez muito bem, dadas as notórias necessidades do centro urbano da nossa vila enquadráveis no âmbito daquele programa.
Em sequência da aprovação da candidatura ao Polis XXI, a Câmara Municipal deitou mãos ao papel e, em Janeiro de 2010, apresentou e colocou à discussão pública o seu anteprojecto para a requalificação do centro urbano da vila de Arouca. De imediato se gerou alguma discussão do mesmo entre alguns arouquenses que não foram indiferentes àquela apresentação – ao contrário de algumas forças politicas da oposição e forças vivas do concelho - e não se quiseram demitir da necessária discussão. Houve mesmo pelo menos uma entidade em Arouca, que tem no seu âmbito de acção a defesa e promoção do património, que se debruçou de imediato sobre o anteprojecto e emitiu parecer sobre o mesmo, que fez divulgar na imprensa local. Essa associação, em termos gerais, e feitas algumas observações de pormenor, manifestou-se favorável a uma intervenção que visasse a regeneração de alguns espaços do centro urbano da vila, mas, frontalmente contra as intervenções gizadas para a Alameda Dom Domingos de Pinho Brandão e Praça Brandão de Vasconcelos.
Pessoalmente, entendo que mexer na Praça Brandão de Vasconcelos não é mexer num qualquer espaço da nossa vila! Mexer na Praça Brandão de Vasconcelos é mexer no centro simbólico de afirmação histórica e sociológica da autonomia do nosso concelho, da nossa história e memória colectiva. De um dos principais - se não mesmo o principal - espaços de afirmação política e civil da nossa terra, volvidos séculos de domínio do Convento. Porque, em boa verdade, desde muito cedo o vale de Arouca esteve destinado ao divino e à obra espiritual, ao passo que era tímida a pequena vila que ia crescendo nas margens do Marialva, à sombra do Convento, procurando beneficiar da importância deste, mantendo-se silenciosa e subjugada, sem ousar obra e/ou melhoramento capaz de desafiar a vida dentre muros Conventuais. Longe do olhar e discernimento da Abadessa que fora do Convento se realizasse obra que desviasse as atenções ao divino ou proporcionasse a afirmação e poder do povo!
Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, tudo se alterou repentinamente e de imediato se começou a justificar atender ao secular e à obra terrena. No interior do Convento, apesar de proibidos os noviciados, haveria ainda vida professa por mais cinquenta anos, até ao falecimento da última freira residente, em 1886. O longo meio século que decorreu entre a extinção das ordens religiosas e o falecimento da última freira, haveria de se revelar doloroso em face dos ímpetos liberais. Estavam criadas condições para grandes mudanças na pacata vila de Arouca, mas, a existência de freiras no Convento acabaria por obrigar à manutenção do statu quo existente antes de 1834, inclusive no tocante ao pagamento de foros, principal símbolo de referida subjugação.
Entretanto, a matriz da vila e paróquia de São Bartolomeu, que fora antes dedicada a São Pedro, até 1737, uma pequena igreja existente na praça de baixo, entre a capela da Misericórdia e a porta da encerrada igreja Conventual, para além das notórias fragilidades estruturais, revelava-se agora demasiado pequena para acolher todos os paroquianos. A encerrada Igreja Conventual, majestosa desde que foi reerguida a risco do maltês Carlos Gimac, fazia já mais de 150 anos, resistente e com uma dimensão capaz de acolher toda a população da vila, era uma excelente solução para estabelecimento da matriz da paróquia da vila de Arouca, ainda que a prejuízo do orago São Bartolomeu, desta feita em beneficio da Beata Mafalda, cujo culto vinha aumentando desde a sua beatificação em 1792 e não podia ser agora impedido por encerramento do Convento.
Aos poucos, o coração da pequena malha urbana de Arouca palpitava no outrora centro religioso por excelência, partilhado entre a Misericórdia, a matriz de São Bartolomeu e o templo Conventual. Era também ali que o poder civil tinha de se afirmar e criar as condições necessárias a reunir os seus adeptos, para que vingassem os ideais em vigor, que também por estas paragens se conseguiram afirmar e impor, apesar de perseguições e mortes. Porém, só com o suar do último suspiro de Dona Maria José Gouveia Tovar de Meneses, última freira residente no Convento, se abriu caminho à afirmação e transformação do centro da vila em centro de autoridade civil e política do concelho. Volvido apenas um ano, em 1887, a paróquia de Arouca, recentemente integrada na Diocese do Porto, solicita autorização ao respectivo bispo para a mudança da matriz da igreja de S. Bartolomeu para a igreja do Mosteiro.
Entretanto, também já o cemitério, dormitório dos mortos, não se tolerava entre os vivos e os cemitérios da Misericórdia e da paróquia, que outrora se localizavam junto à igreja da Misericórdia, na Praça de Baixo (hoje Praça Brandão de Vasconcelos) e junto à igreja de São Bartolomeu, na Praça de Cima (hoje parte do Largo Dr. Ângelo Miranda), haviam sido deslocalizados para os limites da freguesia da vila com a freguesia de São Salvador do Burgo. Ficaram concluídas as obras do actual cemitério, no Alto da Estrada, em 1887. Em 1889 é concedida autorização à paróquia de S. Bartolomeu, para estabelecer a sua igreja matriz no templo do Convento. Para este desiderato, importante se mostrou o empenho dos irmãos Inácio e António Teixeira Brandão de Vasconcelos, da Casa de Alhavaite; de resto, igualmente determinantes, entre outras causas, na extinção dos foros que se pagavam ao Convento. Em 1890 o Administrador do Concelho, em nome da Direcção Geral dos Próprios Nacionais, dá posse dos bens da igreja do Mosteiro à Junta de Paróquia de Arouca e à Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda.
Reorganizados os espaços destinados ao culto religioso, impunha-se reorganizar os espaços destinados ao estabelecimento do poder civil e político. Sendo quase inexistente a sensibilidade pelo património edificado, em face da determinação pela afirmação dos espaços físicos e simbólicos dos ideais em voga, não tardou a que se ultimasse a demolição da velhinha igreja de São Bartolomeu. De resto, era tal a pressa que mesmo antes da Diocese do Porto autorizar a demolição da antiga matriz, em 1891, já um ano antes a Junta de Paróquia de Arouca tinha feito um leilão com os móveis, a pedra do campanário e a tribuna. Removidos os cemitérios e desmantelada a antiga matriz, revelou-se um centro na pequena malha urbana, bem capaz de nele se conceber uma Praça à altura das Praças já existentes em grande parte das vilas de Portugal, simbolizando e assinalando os paços do poder civil e político local. Em 05.VIII.1894 a Câmara Municipal resolve, por unanimidade, dar o nome do ex-presidente António Teixeira Brandão de Vasconcelos à nova Praça da vila. Este, porém, falece três anos depois, e já não viu a Praça tal qual ela haveria de se engalanar com um chafariz ao centro, inaugurado em 1901.
Quem também não a viu assim foi Abel Botelho, quando por cá estanciou no Verão de 1885, altura em que escreveu o conto A Frecha da Mizarela, que fez incluir no seu romance Mulheres da Beira, publicado em 1898. Já Rino Lupo, que por cá rodou o filme com este mesmo nome, baseado naquele conto, não deixou de se maravilhar com a bela Praça Arouquense, fazendo o necessário enquadramento para enriquecimento do seu filme, estreado em 1923, para honra e vaidade de muitos arouquenses.
Já dos que tiveram oportunidade de a ver nos seus primórdios, mas, também assim, oportunidade de ver os muitos que pelos seus cantos e recantos faziam as suas aflitivas necessidades fisiológicas, ao sair das camionetas que vinham das aldeias da serra e paravam ao cimo da Praça, foi Pilatos, que se encontrava preso na cadeia existente ao fundo da dita, um dos que mais peculiarmente se destacou. Pois reza a estória que a tal homem, que por diversas vezes conseguiu escapar dos calabouços deixando sujo recado aos magistrados com os dizeres: “Por aqui passou Pilatos!”, ironicamente se deve a instalação dos sanitários na Praça. Terá sido Pilatos que redigiu a missiva enviada ao presidente do Conselho relatando o que se passava na bela Praça de Arouca, a prejuízo do asseio do espaço público e escárnio dos símbolos do regime, solicitando se diligenciasse para ali umas «retretes públicas».
Eis a centenária Praça Brandão de Vasconcelos tal qual chegou aos nossos dias, à sombra das árvores que entretanto cresceram, velhas e confiáveis testemunhas dos negócios que ali se fizeram, dos casais que ali prometeram fidelidade eterna, doutros que ali combinaram esporádicos encontros, até de alguns que ali ajustaram contas… Em suma, que sempre abrigaram tantos arouquenses que ali se juntaram à conversa e com alguma regularidade a assistir aos espectáculos que ali se realizaram... Ora! Aqui o cerne da questão dos nossos dias! O peso (ponto de encontro) e medida (realização de espectáculos) que motivou o actual projecto que promete reformular e regenerar a Praça Brandão de Vasconcelos! Mas, promete igualmente gerar ainda muita controvérsia e viva oposição, seja por fundamentos históricos, afectivos ou, essencialmente, políticos!

Quem foi Brandão de Vasconcelos?Brandão de Vasconcelos, de seu nome completo António Teixeira Brandão de Vasconcelos (n.17.V.1835, f.07.IV.1897), natural da Casa da Felgueira, afilhado de António Virgolino Saraiva de Vasconcelos Mendes e Cirne, Morgado da Casa de Terçoso, foi o mais velho dos quatro filhos sobreviventes do homónimo Capitão de Ordenanças da Ordem de Malta, natural da Casa da Felgueira, e de Margarida Amália Aranha Brandão de Mendonça, natural da Casa da Cavada, todos da freguesia de Rossas.
Por força da morte prematura de seu pai, a infância de António Teixeira Brandão de Vasconcelos, bem como dos seus três irmãos, Inácio, Maria Leopoldina e Gertrudes, foi passada na Casa da Cavada, de seu tio materno. Já maduro, contraiu matrimónio na Casa de Alhavaite, freguesia do Burgo, com Ana Emília Soares de Sousa (n.28.09.1828, f.06.11.1915), de que houve António, Cristina, Maria Amália, Afonso, Alberto, Gertrudes e Adriano.
Entre outras funções, desempenhou as de Juiz de Paz do Distrito de Paz de Rossas, de Provedor da Santa Casa da Misericórdia e presidente da Câmara Municipal de Arouca. Dentre os seus irmãos destacou-se igualmente o Dr. Inácio Teixeira Brandão de Vasconcelos, que o acompanhou em Alhavaite, e que se notabilizou, entre outras causas, pela luta contra os foros que se pagavam ao Convento, e nunca deixou de fazer reverter a sua influência junto do seu amigo Martinho Pinto de Vasconcelos Miranda Montenegro, Conde de Castelo de Paiva, Par do Reino e Governador Civil, em favor do município de Arouca.
publicado no semanário arouquense "Discurso Directo"
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Notas Bibliográficas:
- BRANDÃO DE PINHO, A.J. (Arouca, 2010) - HISTÓRIA DE AROUCA EM DATAS (Edição Policopiada de 2010);
- BRANDÃO DE PINHO, A.J. - ROSSAS - Inventário Natural, Patrimonial e Sociológico (Trabalho em curso);
- HONÓRIO, Gemma Animae
- RAMOS, José da Rocha (Porto, 1996), COVELO. Ontem e Hoje (Breves Apontamentos para uma Monografia).
- SIMÕES JÚNIOR (Aveiro, 1949), Couto de Arouca / Moldes, Separata do Vol. XV da Revista Arquivo do Distrito de Aveiro.
- Collecção dos Relatórios das Visitas Feitas aos Districtos pelos respectivos Governadores Civis em virtude da Portaria de 1 de Agosto de 1866, Imprensa Nacional, Lisboa 1868
- Decreto de 21 de Setembro de 1835, regulamentado pelo Decreto de 8 de Outubro do mesmo ano.

sábado, 3 de setembro de 2011

Ainda sobre a Praça Brandão de Vasconcelos...

Nos últimos dias foi criado um grupo no facebook, denominado "Em defesa da NOSSA PRAÇA". Manifestamente fora de tempo, diga-se! Tendo em conta que a aprovação da candidatura ao Polis XXI veio a conhecimento em 2009 e o anteprojecto foi apresentado há mais de um ano e meio, com abertura do respectivo período de dicussão pública. Onde estavam então estes arouquenses e nomeadamente o principal partido da oposição que recentemente veio recomendar a suspensão e reavaliação das obras na Praça?

Pessoalmente, embora não alinhe com os argumentos do PSD e apesar de, a princípio, entender razoável a solução encontrada para a regeneração e revitalização da Praça Brandão de Vasconcelos, entendo que não prejudicará a execução do projecto se se suspender e reavaliar aquela intervenção. Porque, de facto, parece-me melhor solução desacentuar a forma circular prevista e não afastar tanto o chafariz que, para além de prejudicar um dos intentos evidentes no projecto, deve continuar a assumir protagonismo na placa central da Praça, ainda que ligeiramente afastado da posição em que hoje se encontra.

Acresce notar alguma arrogância por parte da Câmara em manter a solução projectada ab initio - sem resposta, contra-argumentação ou maior justificação - apesar das recomendações e alternativas, propostas por pessoas e entidades responsáveis, em tempo útil! O que era desnecessário e recomendam o bom-senso e memória que se evite! Para que não venha a suceder com a Praça, nomeadamente, o que aconteceu com uns célebres calhaus que existiram na principal rotunda da vila, igualmente pouco consensuais e, por isso, removidos da noite para o dia, na mudança da Câmara laranja para a Câmara rosa!

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Post scriptum - Quando acima pergunto onde estava o principal partido da oposição, óbviamente refiro-me à CPC do PSD Arouca e não aos vereadores da oposição na Câmara, que por acaso são do PSD. Porque, sejamos claros, era importante que o principal partido da oposição tivesse manifestado posição pública, em tempo, e mobilizadora da comunidade local, com vista ao desiderato pelo qual desde o ínicio, diga-se em abono da verdade, os vereadores da oposição vinham a lutar nas reuniões de Câmara, e em cujas tomadas de posição me revejo absolutamente. De resto, até posso achar que a mobilização que agora se está a gerar, tenha sido despoletada por recente tomada de posição da CPC do PSD Arouca. Mas, infelizmente, agora fora de tempo e, porventura, sem sucesso ou com prejuizo!

Mais! Teria sido mesmo importante saber o que é que a CPC do PSD Arouca achava do Pólis XXI e da aprovação da candidatura! E depois, em tempo, sim, saber das suas criticas e propostas alternativas!

domingo, 28 de agosto de 2011

Dr. António Sousa Brandão de Vasconcelos

Filho de António Teixeira Brandão de Vasconcelos, que nasceu na Casa da Felgueira, freguesia de Rossas, e foi contrair matrimónio à Casa de Alhavaite, na freguesia do Burgo - hoje nome da principal Praça de Arouca -, o Dr. António de Sousa Brandão de Vasconcelos, nascido na Casa de Alhavaite, em 1866, foi para Lisboa como Deputado às Constituintes de 1911, e daí para Colares, Sintra, onde casou e desenvolveu a sua actividade de médico. É hoje nome da principal Avenida de Colares.



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Senhora do Campo. Devoção e tradição com mais de três séculos!

Segundo a lenda, que tem passado de geração em geração, contada com mais emoção por estes dias, por pais a filhos e avós a netos, em tempos de que já não há memória, mas de que se conserva viva tradição, foram estas terras e, nomeadamente o pequeno vale de Rossas, fustigado por estações rigorosas e intempéries que provocaram a destruição das colheitas e o aparecimento de uma praga de juncos que repentinamente começou a comprometer as plantações. Se por um lado as estações rigorosas destruíam as colheitas; por outro, a praga de juncos disseminava-se cada vez mais, ameaçando culturas e sementeiras. O pão de cada dia começava a escassear e as debilidades provocadas pela fome começavam a ceifar a vida de pessoas e animais. Em face de tal flagelo, o povo subiu ao pequeno outeiro que se ergue no meio do vale e aí ajoelhou em piedosa prece, prometendo edificar e dedicar uma capela a Nossa Senhora, se as intempéries deixassem de assolar a freguesia. Pouco tempo volvido, amainaram as inclemências do tempo! As culturas começaram a recuperar o seu vigor e as árvores voltaram a dar bons frutos. Depressa se amenizaram as maleitas provocadas pela fome. Renovou-se a esperança das pessoas e a força dos animais. Com fé na intercessão divina, o povo de Rossas não foi insensível à repentina sequência dos acontecimentos e, tal como prometido, de imediato se pôs mão à obra, no sentido de construir uma Capela dedicada a Nossa Senhora do Campo, justamente no outeiro que se eleva entre os campos, como que para Lhe servir de altar.
Volveram-se os anos e, em 1705 estava já a pequena capelinha tão velhinha que apesar de ter sido construída a meia encosta do pequeno outeiro, para ficar mais protegida do rigor dos invernos, não resistiu ao daquele ano e se arruinou por completo. Pode ter-se arruinado a Capela, mas a devoção do povo era inabalável! De tal modo que em pouco tempo se reuniram as esmolas necessárias à sua reedificação, o que se fez em menos de um ano. Entretanto, tal como havia sido prometido, apesar das contrariedades, nunca a festa a Nossa Senhora do Campo, deixou de se realizar, «…no segundo Domingo de Agosto a hir assistir à festa da mesma Snra, e junto da sua Capp.a pôr cada hum dos lavradores hua com pam e vinho p.a, digo, e vinho, e algu conducto p.a os Pobres», como constatou o Visitador Ordinário da Ordem de Malta, em 1718.
No entanto, passado pouco mais de meio século, em 1766, deparou-se o Visitador do Bispado de Lamego com tais debilidades na estrutura da Capela que ordenou de imediato várias obras de restauro, não fosse suceder o mesmo que havia acontecido em 1705. Porém, aumentava o número de devotos que entendiam não se justificar mais despesas em novas obras de restauro. Preferível mesmo, seria edificar uma nova Capela! Contudo, os tempos eram de dificuldade e, apesar da devoção, vontade e esforço do povo, era escasso o orçamento para construir uma Capela à altura dos merecimentos de Nossa Senhora!
Eis senão quando, chega ao conhecimento do povo de Rossas que um filho da terra emigrado no Brasil, acabava de ser beneficiado com uma herança e tinha por encargo e intenção construir uma nova Capela em Rossas, que bem poderia vir a substituir a velhinha capelinha dedicada a Nossa Senhora do Campo.
De facto, assim era. O Padre José de Sousa Figueiredo, natural de Figueiredo, do Burgo, há alguns anos emigrado no Brasil, vendo aproximarem-se as últimas horas de sua vida, redigiu aí o seu testamento e nele fez constar que se morresse na América, seria seu herdeiro universal o seu sobrinho José Manuel Aires, do Trigal, de Rossas, emigrado e morador na Quitanda dos Pretos, no Rio de Janeiro, e se morresse em viagem para Portugal seria seu herdeiro, seu sobrinho e afilhado, o Padre Manuel Fernandes de Sousa, de Pousada, com a obrigação de mandar dizer “duzentas mil missas de tenção e de esmola de tostão, na freguesia donde nasceu”; e “tudo o que ficar dos ditos bens, se fará em terras do meu património uma Capela à Senhora do Amparo e Santa Ana”. Faleceu em Pintangui. Pelo que veio a ser seu herdeiro José Manuel Aires, do Trigal, que não esqueceu a edificação da Capela.
Em 1775 volta a falar-se da promessa que «o zeloso devoto e filho desta freguesia» fizera de levantar uma nova capela em substituição daquela. E, para evitar despesas com a antiga, o Visitador do Bispado de Lamego, correspondendo à vontade do povo, ordenou que mais despesas não se fizessem se, entretanto, se iniciasse a construção da nova Capela. Contudo, a demolição da antiga ermida viria a acontecer apenas por volta de 1788. Em 1792 já a nova e actual Capela se encontrava concluída de pedraria. Para “ad perpetuam rei memoriam”, gravou-se um letreiro em ortografia popular na verga da porta principal com os dizeres: ESTA OBRA MANDOU F MANUEL JOSÉ AYRES DO TRIGAL POR DEVOÇAM À SUA CUSTA. 1792. Segundo uma lenda de menos tradição, quem sabe de maior significado, nos primeiros tempos da mudança da velhinha para a nova Capela, a imagem de Nossa Senhora ausentava-se desta e aparecia a chorar no sítio daquela.


Em tempos mais remotos, a festa terá consistido numa caminhada até à capela no dia estipulado para o efeito, por via de uma romaria organizada, primeiro, pelos obreiros da capela; depois, pela confraria e, mais tarde, pela irmandade. Toda a organização tinha em vista a capela, a romagem, o romeiro e os actos de culto, que se concretizavam na missa, sermão, procissão e promessa. A imagem de Nossa Senhora era o centro das atenções e todos procuravam vê-la e tocá-la, o que se consubstanciava no momento psicológico mais importante para o romeiro, que não deixava de rezar diante da imagem e Lhe oferecer rigorosamente aquilo com que se comprometeu.
O momento mais solene da romaria, tal como ainda hoje acontece, era a procissão, em que o bom romeiro não deixava de se incorporar atrás do andor de Nossa Senhora, doutros sob várias invocações de Maria e dos Santos, que no ensejo se juntavam ao cortejo, dezenas de anjinhos e figurantes de quadros bíblicos. Todo o empenho dos agricultores se destinava a mostrar e dar graças, na solenidade da romaria, momento primordial de agradecimento a Nossa Senhora pelas boas dádivas dos campos. A dimensão e cores dos andores, que dias antes mulheres e crianças, em devota e alegre missão, se encarregavam de engalanar de flores, frondosos frutos e legumes, espelhava um vistoso sinal exterior da enorme gratidão interior. O que tudo composto se traduzia em autênticas obras de arte, com vários metros de altura, os mais pesados puxados por carros de bois, e os restantes por dezenas de homens e mulheres, em percurso que descia da capela ao cruzeiro da Barroca e, já na segunda metade do século passado se estendeu ao cruzamento com a estrada nova, interrompendo o seu curso a meio caminho, para se fazerem ouvir discursos de graças a Nossa Senhora, proferidos por crianças, e ainda hoje recordados pela intervenção magistral que neles teve também o filho da terra Dom Domingos de Pinho Brandão.

Recolhida a procissão, ontem como hoje, a romaria virava arraial e o adro tornava-se espaço de divertimento, de feira, de comes e bebes. Desde muito cedo, - era inevitável - o religioso arrastou o profano que, tendo picos de quase o absorver, como aconteceu na década de setenta do século passado, se manteve, no entanto, como o centro de todas as atenções, a bem dizer da verdadeira devoção e fé do povo de Rossas e dos romeiros de Nossa Senhora do Campo. Mas, o profano começou aqui por ter uma componente económico-social, que se concretizava na distribuição de bodos às crianças e aos mais necessitados. Seguidamente, concedeu-se espaço a uma vertente etnográfico-desportiva, com manifestações de artesanato e jogos populares, que mais tarde viriam a dar lugar à realização de provas desportivas. Só já em meados do século passado, a reboque da actuação dos ranchos folclóricos, se terá desenvolvido a vertente lúdico-recreativa, com foguetes, fogo de artifício, bombos, fanfarras, bandas, conjuntos musicais e divertimentos.
Mais propensa a actividades profanas, a comemoração do Santo António, que normalmente acontece no mês de Junho, como, de resto, também sucedia em Rossas até meados do século passado, poderia dar cobertura a esse objectivo, que se pretendia concretizar nas tardes e noites quentes de Agosto. A devoção e homonímia do seu dedicado e empenhado Tesoureiro de então, fez com que, no segundo Domingo de Agosto, se começasse a comemorar conjuntamente Nossa Senhora do Campo e Santo António. À propensão para maior religiosidade e espiritualidade associada a Nossa Senhora, juntou-se a maior propensão para o lúdico nos festejos a Santo António.

Com o passar dos tempos, ao religioso e espiritual foi-se juntando a variedade e brilhantismo da programação profana, que a todos acabou e acaba por congregar, numa festa que, mais do que uma romaria ou festa mista, religioso-profana, é uma festa do Povo de Rossas, igualmente estimada e querida pela devoção, como pela tradição. E, se tempos houveram em que se temeu que os ventos da secularização e dessacralização acabassem por submergir o religioso em face do profano, é hoje possível afirmar que o profano muito tem contribuído para a força e envolvência do religioso. Houveram tempos em que nem tudo foi pacífico, em que não foi possível a comunhão e tão pouco a compreensão, é preciso dizê-lo e não pode a história omitir essas estórias. Contudo, se até Nossa Senhora se conformou com a mudança, porque não haveriam os Homens de o fazer também?!
Infelizmente, os nossos dias são de abrandamento e algum retrocesso. Oxalá que as dificuldades dos tempos que vivemos não façam submergir as vertentes etnográfico-desportiva e lúdico-recreativa, em face de novas necessidades a impor a vertente económico-social de outrora! Isso, sim, era um mau sinal e uma mudança, que os Homens de hoje devem combater com todas as suas forças. Com a atenção e diligência necessárias a que não haja, nem tão pouco se consintam, situações de pobreza escondida e dificuldade envergonhada!


publicado no semanário "Discurso Directo"

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Lançamento da obra "VOLFRO!" em Arouca

No próximo dia 13, pelas 15h30, na sede da ADPA - Associação para a Defesa do Património Arouquense, sita na Ala Sul do Mosteiro, Largo de Santa Mafalda, terá lugar o lançamento da obra "VOLFRO! Esboço de Uma Teoria Geral do "Rush" Mineiro - o Caso de Arouca", da autoria do Mestre em Antropologia José Miguel Leal da Silva.
A Sessão incluirá ainda duas Palestras sobre "Exploração Mineira e as Doenças Neoplásicas", proferida pelo Professor Doutor Sobrinho Simões, e "Vivências com Doentes deste foro", proferida pelo Dr. Reinaldo de Noronha.