segunda-feira, 12 de julho de 2010

Parabéns à Fábrica da Igreja de Urrô!

Parabéns à Fábrica da Igreja de S. Miguel de Urrô, pelos arranjos exteriores realizados no Adro da Igreja Matriz e zona envolvente do Cemitério. Está ali um bom exemplo do que deve e como deve ser feito, para tornar um espaço agradável, ajudando à preservação e valorização do património, que neste caso se encontra classificado como Imóvel de Interesse Público, desde 1951.

sábado, 3 de julho de 2010

Descobertos fósseis vegetais em Arouca

Foram encontradas cerca de 15 táxons de fósseis vegetais, com 310 milhões de anos, pertencentes ao período Carbónico (Era Paleozóica)
A dedicação e empenho de um grupo de jovens de todo o país na campanha paleontológica 2010, orientados pelo Coordenador Científico do Geopark Arouca, Artur Sá, resultaram na descoberta de fósseis vegetais nunca antes encontrados no território Geopark Arouca. Esta actividade inserida no programa Ocupação Científica de Jovens nas Férias promovida pelo Ciência Viva decorreu de 27 de Junho a 2 de Julho.
Para assinalar esta importante descoberta, Artur Sá deu a conhecer alguns dos exemplares de fósseis vegetais encontrados no vale do rio Paiva. Este paleontólogo referiu que foram encontradas cerca de 15 táxons (diferentes grupos) de fósseis vegetais, com 310 milhões de anos, pertencentes ao período Carbónico (Era Paleozóica), altura em que existiram frondosas florestas no planeta Terra, que deram origem aos carvões de S. Pedro da Cova e do Pejão, explorados em concelhos vizinhos.
O resultado desta campanha paleontológica será dada a conhecer à comunidade científica em Outubro deste ano, durante a IX Conferência Europeia de Geoparks da UNESCO, a decorrer na Grécia.
Esta actividade paleontológica terá continuidade proporcionando, assim, o aumento do conhecimento científico do Geopark Arouca.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

FAMA FOI FUNDADA HÁ DEZ ANOS

Faz este mês 10 anos era eleita a primeira Direcção da Federação das Associações do Município de Arouca. Iniciava-se assim a actividade deste organismo fundado no dia 10 de Abril daquele mesmo ano por alguns dos mais influentes dirigentes associativos, em nome de algumas das mais renomadas associações do município de Arouca.
A maioria dos dirigentes associativos, assim como os dirigentes políticos do município, há muito sentiam a necessidade de um organismo que tivesse em vista a representação das associações, substituindo-as na reivindicação de melhores e maiores apoios técnicos, infra-estruturais e financeiros para o desenvolvimento das suas actividades, assim como na promoção de actividades de reconhecimento e divulgação das mesmas, não se discutindo já o insubstituível papel do associativismo como instrumento de participação cívica de formação e de desenvolvimento local. Por outro lado, há muito se tornava urgente acabar com uma certa discricionariedade e falta de critérios justos e transparentes na atribuição de subsídios por parte do município e há muito que este clamava por uma entidade que intermediasse o relacionamento com as cerca de sete dezenas de associações então existentes em Terras de Santa Mafalda.
Antes de mais, era necessário divulgar a recém-criada Federação e afirmar a sua imagem. Trabalho que foi feito junto das associações do município, das instituições e organismos locais, assim como regionais e nacionais. Ao mesmo passo, foi divulgada e promovida a estruturação dos organismos federativos e políticos a nível nacional, assim como dos programas de apoio específico às associações.
Era necessário começar por chamar as associações e organismos oficiais a pronunciarem-se sobre o estado do Movimento Associativo no Município de Arouca. Com este objectivo, a FAMA começou por realizar o ENCONTRO DE ASSOCIAÇÕES DO MUNICÍPIO DE AROUCA.
Quanto à promoção, divulgação e reconhecimento das actividades e associações do município, nos primeiros quatro anos de existência da Federação, foram utilizados vários meios e desenvolvidas algumas actividades, destacando-se uma PÁGINA NA INTERNET e o JORNAL DAS ASSOCIAÇÕES – de que se compuseram seis números, que por serem editados sem verbas especificas, a expensas dos dirigentes da Federação e patrocínios de entidades privadas, se destinaram às associações, organismos e entidades oficiais locais, regionais e nacionais. Numa estruturação idêntica em todos os números, à excepção do último que foi ajustado no seu design ao novo logótipo, a Federação procurou dar conta da sua agenda, de reivindicações para a resolução de situações concretas, divulgação e reconhecimento das actividades das associações. A folha central de cada um dos números destinou-se ainda a entrevistas de cinco carismáticos dirigentes associativos.
Dentre as várias actividades incluídas nos primeiros planos de acção, nem todas se chegaram a realizar, por falta de condições financeiras e/ou materiais, ou como no caso do Corso de Carnaval e Campeonato Municipal de Futebol, para não se substituir e/ou desviar atenções dos inúmeros bailes e torneiros então levados a cabo e bem por muitas das associações. Sobrava espaço para um CAMPEONATO MUNICIPAL DE JOGOS TRADICIONAIS – levado a efeito no contexto das comemorações do 25 de Abril, em parceria com o Município. A final dos Jogos de Matraquilhos, Snooker, Damas, Malha e Sueca, realizava-se assim na vila de Arouca, depois de desenvolvidos os respectivos campeonatos, em espaços próprios das associações que reuniam condições para a realização dos mesmos. No último ano dos primeiros dois mandatos, a final do campeonato municipal, ditou ainda o apuramento para o Nacional de Jogos Tradicionais, realizado pela Federação das Colectividades Portuguesas.
A visita aos espaços próprios das Associações e a presença em inúmeras actividades, nomeadamente em Torneios de Futebol e Festivais de Folclore, motivou a elaboração de um CATALOGO DE FOLCLORE AROUQUENSE – para divulgação do historial dos vários grupos folclóricos arouquenses, assim como a divulgação dos respectivos contactos. Foram feitos 500 exemplares, expedidos em quantidade aos respectivos grupos folclóricos, a entidades e organismos locais, regionais e nacionais.
Mas, no que toca aos méritos das associações de Arouca e ao reconhecimento das actividades por elas desenvolvidas, era necessário ir mais longe. Era necessário divulgar, reconhecer, agraciar e agradecer o empenho e dedicação dos dirigentes, o mérito, impacto e relevância das actividades desenvolvidas. Com estes propósitos em vista, é realizada a GALA DOS PRÉMIOS DAS FAMA – realizada no Cinema Globo d’Ouro, aonde se divulgaram os resultados da votação feita através de um jornal local e se premiaram os respectivos vencedores de cada uma das categorias.
Com o aproximar do fim dos primeiros quatro anos de actividade, e do segundo mandato, justificava-se trazer ao papel o estado do Associativismo no Município de Arouca, volvidos estes primeiros anos de existência da Federação. Realiza-se assim o INQUÉRITO AO MOVIMENTO ASSOCIATIVO NO MUNICIPIO DE AROUCA – endereçado a todas as associações, posteriormente devolvido por aquelas e trabalhado em gráficos, cuja apresentação se realizou publicamente e se fez incluir no último número dos Jornal das Associações.
Durante os primeiros dois mandatos, e à excepção de patrocínios e donativos pontuais de entidades privadas e apoios parcos e muito específicos para uma ou outra actividade por parte da Câmara Municipal, a Federação viveu essencialmente a expensas dos seus dirigentes, que, para além dos esforços e prejuízos pessoais e profissionais, transformaram os seus custos com as actividades próprias da Federação em donativos.
Chegado o final do segundo mandato, os dirigentes de então não procuraram garantir os sucessores. Era chegada a hora dos órgãos emergirem novamente das Associações reunidas em Assembleia especifica para o efeito. Era chegada a hora das Associações ditarem o rumo próximo da Federação, envolvendo-se de forma activa, participativa e em igualdade de circunstâncias. Só assim se conseguiria dar mais força e maior legitimidade à Federação! Não foi isso que se fez! Volvidos dez anos, a Federação nunca conseguiu valer e prevalecer por si própria! Nunca conseguiu ser uma instituição, para além e independentemente dos seus dirigentes! Talvez nunca tenha conseguido ser legítima e reconhecidamente a Federação das Associações do Município de Arouca!
É pena, porque faz falta um organismo que prossiga aquele objecto! Mais do que os dirigentes, que passam, as Associações e o Município, que ficam, deveriam, pugnar por isso!

António Jorge Brandão de Pinho,
(primeiro presidente da Direcção)

sábado, 19 de junho de 2010

Genealogia das principais Famílias de Rossas

Está entroncada parte significativa das 7 gerações descendentes do último Capitão de Rossas, que agora se juntam aos restantes estudos genealógicos das 15 principais Casas e Famílias da extinta Comenda de Rossas da Ordem de Malta.
Orientadas e parcialmente entroncadas estavam já as gerações descendentes dos Aranha Brandão e Ferreira Brandão, da Cavada; Tavares Teixeira e Vasconcelos e Cirne, de Terçoso; Teixeira de Vasconcelos, da Vinha e Sequeiros; Brandão de Vanconcelos, da Felgueira; Ferreira de Vasconcelos e Ferreira de Pinho, da Comenda; Pinho Brandão, de Cimo de Vila, Corregato, Campo de Fora e Outeiro, e os Rocha e Melo daqui; Almeida Brandão, de Telarda de Cima; Teixeira Brandão, de Telarda de Baixo; Almeida Brandão, de Eidim; Aires, do Trigal; Martins, da Barroca; Leão e Aguiar, de Sinja, compreendidas entre 1650 a 2000, datas em que balizo esta pesquisa genealógica.
Para valorização das gerações geradas e criadas no Vale do Urtigosa, toma assim dimensão significativa um capítulo de "Rossas - Inventário Natural, Patrimonial e Sociológico", que tão pouco se tinha em vista. Haja tempo e pestanas!
Entretanto, destinem-se as horas vagas também ao estudo das Ordenanças e dos Maiores de Rossas que as serviram.
Um dia, mais do que estórias, haverá história para ler e contar!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Parabéns Recreativos de Rossas!

Faz hoje 29 anos era lavrada a escritura pública de constituição do Grupo Cultural e Recreativo de Rossas, sendo fundadores o Padre José Moreira Duarte, do Passal; Manuel Teixeira Soares, de Sinja; Matilde Ferraz de Pinho, de Sinja; Maria de Fátima Gonçalves Almeida Soares, de Sinja; Palmira da Silva Brandão, da Póvoa; Luciana da Costa Pereira, do Vale; Maria Carminda de Pinho Augusto, da Comenda; Joaquim de Pinho Brandão, do Paço; Angelina Brandão Martins, da Barroca; Mário Teixeira Soares e Isabel Teixeira Soares, do Vale.
Parabéns a todos quantos muito fizeram e continuam a fazer para que o seu objecto estatutário continue a concretizar-se, contribuindo para o enriquecimento recreativo, desportivo e cultural do meio em que se insere.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Parabéns Futebol Clube de Arouca!

Ao vencer hoje o Moreirense, o Futebol Clube de Arouca, conquistou o título de Campeão da 2.ª Divisão Nacional de Futebol e subiu à Liga de Honra. Parabéns Arouca!
Parabéns também à equipa de Moreira de Cónegos que acompanha o Futebol Clube de Arouca na subida à Liga Vitalis.

sábado, 5 de junho de 2010

Ainda nos campos da história e arte, foi muito interessante assistir aos testemunhos dos empreiteiros que trabalharam na recuperação e restauro da Capela da Misericórdia de Arouca, na palestra que teve lugar no Salão Multiusos da Santa Casa da Misericórdia, em mais uma jornada no âmbito das comemorações dos 400 anos daquela instituição.
Brevemente dará à estampa o livro "Os 400 Anos da Misericórdia de Arouca" da autoria do professor e historiador Dr. Afonso Veiga.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Dia inteiramente dedicado à Genealogia Arouquense
Mais uma jornada em Aveiro, com Abrunhosa de Brito
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O dia acabou por ser agradávelmente muito mais produtivo que aquilo que estava previsto. Foram muitos os progressos feitos nos campos da genealogia, história e arte de Arouca, em parceria com Abrunhosa de Brito e Manuel Valério Figueiredo, como agradável foi o almoço em Aveiro e enriquecedora a tertúlia que o mesmo possibilitou.

André Almeida candidato ao PSD Arouca

Acabei agora de ver a declaração de candidatura de André Almeida ao PSD Arouca. Gostei de ouvir o que disse e aquilo a que se propõe. Julgo que reúne muito boas condições para levar por diante e com êxito esse novo desafio, tão necessário à revitalização e união do seu partido e à constituição de uma alternativa menos resignada, mais responsável e mais capaz para o município de Arouca.
Ao André Almeida, as maiores e melhores Felicidades!

sábado, 29 de maio de 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010


Hoje, no Rock in Rio, Parque da Bela Vista, Lisboa

Deputados da Nação

É habitual, e ontem não foi excepção numa audição em que estive presente, os Deputados da Nação alegarem não terem sido eleitos para representar apenas o círculo pelo qual foram eleitos, mas, para lutar pelos interesses de todos os portugueses, e também o facto de terem de obedecer a disciplina partidária, como forma de justificar comportamentos ao arrepio do que dizem e prometem quando em campanha eleitoral pelos seus respectivos círculos eleitorais.
O actual sistema alimenta e protege esses argumentos, mas, então, exige-se outro tipo de discurso quando andam aos votos nos círculos pelos quais são eleitos.
É errado pedirem votos com a promessa de representar determinados interesses, nomeadamente dos respectivos círculos e regiões, quando na verdade apenas pretendem um prémio, uma passagem para Lisboa, defender os interesses ditados por uma maioria e obedecer a uma disciplina ditada por essa mesma maioria. Maioria que se chama Lisboa, círculo pelo qual é eleito o maior número de deputados.
A ser assim ou para ser diferente, será necessário eleger pessoas diferentes, com mais estatuto, mais curriculum, e não mera criadagem e vassalos dos partidos políticos que coutaram o actual sistema.

sábado, 15 de maio de 2010

Visitações da Ordem de Malta às suas Comendas

Está concluído o capítulo de "Rossas - Inventário Natural, Patrimonial e Sociológico", dedicado às Visitações Gerais da Ordem de Malta à sua Comenda de Rossas.
Os livros oficiais das Visitações que acabo agora de investigar, e que se reportam à primeira metade do Séc. XVIII, constituem uma das mais importantes e ricas fontes da história desta extinta Comenda da Ordem de Malta que, conjuntamente com os registos das Visitações, no Espiritual, efectuadas pelo Bispado de Lamego, pormenorizam e quase fotografam muitos dos aspectos da história desta freguesia.

domingo, 9 de maio de 2010

domingo, 2 de maio de 2010

Capela da Senhora da Lage, de Rossas ou Urrô?
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Edificada junto à linha divisória das freguesias de Rossas e Urro, a Capela da Senhora da Lage foi, em tempos remotos, alvo de uma contenda entre as populações dos lugares mais próximos de uma e outra freguesias.
Tudo se terá motivado pelas constantes demarcações dos limites da actual freguesia de Rossas, até 1834 Comenda da Soberana Ordem Religiosa e Militar de Malta.
As referidas demarcações dos limites da Comenda eram, então, feitas levantando uns marcos de pedra, com cerca de um metro de altura e com a cruz de malta esculpida, assim como o ano da respectiva demarcação. Estes marcos, dos quais ainda hoje subsistem cerca de duas dezenas (dos 46 iniciais), eram colocados pela linha limite numa distância de cerca de 100 a 200 metros, nas zonas mais problemáticas. Noutras zonas, porém, a existência de uma vertente de água facilitava a demarcação.
Em terras ermas e "de ninguém" tudo foi muito bem! E, com a freguesia de Urro, com a qual se limita a de Rossas, desde o lugar chamado Prençoilo (na estrada de Nogueiró para Lourosa de Matos) até ao lugar denominado Merujal, nenhum problema houve. No entanto, já com a Capela de Nossa Senhora da Lage, o mesmo não se poderá dizer.
Corria o ido ano de 1630 e, andando os Maiores da freguesia de Rossas, devidamente mandatados pelo Comendador e acompanhados pelas autoridades necessárias, assim como os Maiores das freguesias limite, a fazer a dita demarcação, colocando os referidos marcos em locais visíveis e, nomeadamente, onde o trânsito de pessoas fosse mais frequente. Uma vez chegados ao planalto da Freita, nas imediações da ermida da Senhora da Lage, tudo se deveria fazer de igual forma e por maneira a esclarecer devidamente o que a uma e outra freguesia pertencia. Até perto da Capela bem foi! O pior haveria de se dar ao levantar um marco junto da Capela.
Sem procurar saber de que lado vinham os homens da dita demarcação, as pessoas do Merujal, dito lugar da freguesia de Urro, porque a freguesia de Rossas alegadamente se estava a apropriar da Capela, depressa acorreram ao local munidas de toda a espécie de alfaias agrícolas. Neste caso fazia toda a diferença que os homens viessem a demarcar pelo norte ou por oeste. Por aquela via, a Capela ficava dentro de Rossas; por esta, permanecia na freguesia de Urro.
Pese embora o Auto de Demarcação de 1630 esclareça que a dita Capela pertence à freguesia de Urro, mesmo assim, os ânimos só haveriam de serenar com a reserva de prevenção feita em 1656.
Contudo, e como mais vale prevenir do que remediar, já em pleno século XX, foi partido o cruzeiro de Rossas, existente no Calvário da Senhora da Lage, arrancados e partidos alguns dos marcos que suscitaram maior polémica. Ao mesmo tempo e rapidamente se espalhou o boato de que bastaria que a cruz paroquial de Rossas entrasse na capela para que, imediatamente, passasse a fazer parte da freguesia de Rossas.

Por outro lado, e a contribuir para a confusão, vários autores dizem ter a Dona Mafalda (mulher de D. Afonso Henriques) fundado duas Albergarias, que a Beata Dona Mafalda aumentou depois: uma na serra de Fuste e outra em Rossas, provindo a confusão de que o local em que fundou a da serra de Fuste, pertencia, naquele tempo (era de 641), à freguesia de Rossas, comenda da Ordem de Malta. No entanto, segundo Frei Fortunato de S. Boaventura, a pousada ou albergaria criada na serra de Fuste, situava-se no lugar chamado, mais tarde, Albergaria, sede de Albergaria das Cabras, agora Albergaria da Serra. Muito provavelmente, será desta a inscrição que se encontra, actualmente, na parede do cemitério, onde se pode ler: «Alberg…pobres com obrigacam de dar duas camas hua pª pobres outra pª ricuos renovada em todo seman… na era de 641». Quanto à de Rossas, ficou a tradição de ter existido ao lado da estrada que do Merujal seguia para o Porto. Porém, terá desaparecido no dealbar do séc.XVIII.

Contudo, e certos de que a Capela da Senhora da Lage, efectivamente, pertence a Urro; nos nossos dias, e para quem conhece a área e os antigos limites da Comenda, e aquele que, actualmente, é o lugar do Merujal, parece resultar claro ter este pertencido à freguesia de Rossas (crescido nas imediações da extinta Albergaria de Roças?). Terá, entretanto, ocorrido alguma modificação? O mapa de Arouca “diz” que não. Continua o desenho da freguesia de Rossas a acabar em bico naquela parte. Terá, então, havido alguma cedência? Não há nenhum documento que o “diga”.

Baseado em: "Memórias para a vida da Beata Mafalda", 1814, de Frei Fortunato de S. Boaventura; "Senhora da Lage", de Filomeno Silva; "Rossas – Inventário, Natural, Patrimonial e Sociológico", de A. J. Brandão de Pinho (edição policopiada).
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Amanhã, dia 03 de Maio, realiza-se a festividade em Honra de Nossa Senhora da Lage, cujo araial e cerimónias eram ainda recentemente bastante participadas por pessoas das freguesias limítrofes, incluíndo de Rossas.

Um dia feliz Mamã!