quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Como é que é? Feira quê?

«3. Feira Agricula de Rossas.
3. Feira Agricula de Rossas nos dias 19 e 20 de Setembro teve seu ponto alto, no Domingo com visita do Dr.Paulo Portas.
O lider do CDS/PP Dr. Paulo Portas, brindou na sua passagem pela feira de Rossas, um dia que fica para historia da Freguesia.»

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Este apontamento no site da Junta de Freguesia de Rossas é apenas mais uma pérola no conjunto das excelentes notícias que o sítio nos oferece, com algumas gralhas, imprecisões e inverdades à mistura, para as quais, de resto, vou alertando sempre que me apercebo, mas, quase sempre, parece preferível manter assim a aceitar reparos meus. Talvez reflexos da humildade e espontaneidade que, segundo alguns, caracterizam os elementos que integram a Junta de Freguesia e foram, agora, reconduzidos para um novo mandato.
Relativamente ao conteúdo do apontamento, e não dando muita ênfase à redacção AGRICULA do mesmo, apenas referir que, sempre que tive oportunidade, elogiei a Feira Agrícola de Rossas como uma boa iniciativa da Junta de Freguesia.
A Feira de Produtos Agrícolas de Rossas, como começou por se denominar, pode constituir uma boa oportunidade para que os agricultores da terra possam divulgar e vender os seus produtos, assim como para festejar as boas dádivas da terra, sob olhar atento da padroeira Senhora do Campo. Porém, não podem os elementos da Junta de Freguesia deixar-se encantar pela confusão provocada pela presença de uma qualquer personalidade mais mediática, mormente em plena campanha eleitoral, e confundir todos os méritos daquela iniciativa com propósitos políticos e/ou partidários.
Qual a "mais-valia" para a Feira, para Rossas, para os Agricultores ou Fruticultores Rossenses, deixada por essa presença? Não se confunda o eventual ponto alto da campanha eleitoral da coligação PSD/CDS/PPM à Assembleia de Freguesia de Rossas, com um hipotético ponto alto da Feira Agrícola de Rossas. O momento alto da Feira Agrícola de Rossas nunca poderá ser a presença de um qualquer político. Se forem deste tipo os pontos altos almejados, está tudo estragado!

AGORA, A ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE AROUCA SEGUNDO A VONTADE SUFRAGADA PELA MAIORIA DOS AROUQUENSES

No passado dia 11 de Outubro os arouquenses conferiram mandato a 8 elementos do PS, 8 do CDS/PP, 4 do PSD e 1 do Movimento VBUPA, para, conjuntamente com os presidentes de Junta, darem conta dos recados da Assembleia Municipal de Arouca.
O PS recebeu os votos de 5704 arouquenses; 5304 conferiram o seu voto à lista proposta pelo CDS/PP; 2712 votaram na lista do PSD e 888 fizeram a cruzinha no quadrado respeitante ao Movimento VBUPA.
Resulta evidente que a maioria dos arouquenses que se dirigiu às urnas no passado dia 11 de Outubro pretendeu ver os trabalhos da Assembleia Municipal serem dirigidos pela lista proposta pelo Partido Socialista.
Não menos evidente, é o facto de um número muito significativo de arouquenses terem sido condicionados pelo facto de Paulo Portas encabeçar a lista do CDS/PP à Assembleia Municipal e, assim sendo, pretenderem ver esta mediática personalidade da política nacional sentada na principal cadeira da Assembleia Municipal. Quanto valeria a lista do CDS/PP sem Paulo Portas?
Diga-se o que disser, resulta dos votos expressos pela grande maioria dos arouquenses, a intenção de ver os trabalhos da Assembleia Municipal serem orientados pela lista que José Artur Neves apresentou para a AM ou por Paulo Portas. A maioria dos arouquenses que conferiu o seu voto à lista proposta pelo PS, teve por objectivo ver este partido presidir à Assembleia Municipal. A esmagadora maioria dos arouquenses que conferiu o seu voto à lista proposta pelo CDS/PP, teve por objectivo ver Paulo Portas presidir àquele órgão autárquico.
Dê por onde der, é com estes resultados em mente que os partidos mais votados devem formar as suas listas à Assembleia Municipal. Doutra forma, não corresponderão à vontade da maioria dos arouquenses e até poderão subscrever malabarismos eleitoralistas.
Uma lista apresentada pelo CDS/PP, propondo para presidente Adriano Brandão, segundo elemento da lista à AM por este partido, e dois elementos do PSD para o ladearem na mesa, não corresponde à vontade dos arouquenses.
Uma lista apresentada pelo PSD, propondo Óscar Brandão para presidente e dois elementos do CDS/PP para o ladearem na mesa, corresponderá ainda menos à vontade sufragada pela grande maioria dos arouquenses.
O CDS/PP ao não avançar com uma lista que proponha Paulo Portas para a presidência da Assembleia Municipal acaba por dar razão àqueles que diziam que Portas mais não vinha fazer do que um frete aos dirigentes locais daquele partido. A ser assim, mentiram aos arouquenses.
Na minha opinião, o PSD, como terceira força mais votada para a Assembleia Municipal, deve abster-se de todo este processo, não alinhando em qualquer acordo com o CDS/PP ou com o PS, sendo certo que o resultado que mais poderá beneficiar o PSD será a vitória da lista apresentada pelo PS que, no mais, corresponderá à vontade da maioria dos arouquenses, que deverá ser respeitada.

Na próxima Quinta discute-se Mediação em Aveiro

No dia 29 de Outubro, Quinta-Feira, terá lugar mais uma iniciativa “Quintas da Mediação”, desta feita em Aveiro, pelas 18.00 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal e conta com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Élio Maia, do Governador Civil do Distrito de Aveiro, Custódio Ramos, e da Directora-Adjunta do Gabinete para a Resolução Alternativa de Litígios, Sónia Reis.
Trata-se de uma iniciativa que o GRAL tem vindo a levar a cabo ao longo do ano de 2009 nas capitais de distrito, sempre às Quintas, e que pretende divulgar a Mediação Pública.
A acção de divulgação apresenta pequenas histórias, genéricas e rigorosamente imparciais em relação às partes envolvidas, retratando situações de litígio muito comuns no quotidiano dos cidadãos e que podem ser resolvidas através dos Sistemas Públicos de Mediação Penal, Familiar e Laboral.
No âmbito da Mediação, o utente tem acesso a uma estrutura mais leve e menos burocrática em que as partes participam voluntária e activamente na resolução de litígios. Com o apoio de um mediador com formação específica nas áreas abrangidas as partes têm garantido o acesso ao Direito, sendo elas a contribuir para a solução do litígio.
O GRAL, Gabinete Para a Resolução Alternativa de Litígios, é um serviço central da administração directa do Estado, com autonomia técnica e administrativa, dependente do Ministério da Justiça. Foi criado em 2007, no âmbito das orientações definidas pelo PRACE (Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado) e dos objectivos do Programa do Governo de modernização administrativa e melhoria da qualidade dos serviços públicos. in Citius

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

TSM - Rádio Terras de Santa Mafalda

«Na impossibilidade da utilização de uma outra frequência de rádio no concelho de Arouca, só nos resta a hipótese de criar uma segunda rádio alternativa via Internet. Hoje em dia a Internet está presente em quase todo o lado. E é cada vez mais usada para a troca de informação, quer local quer global. (...) A verdade é que a televisão em circuito aberto analógico irá desaparecer em breve, dando lugar aos sistemas digitais, na sua maioria, por cabo. Por outro lado, ao longo dos anos tenho reparado, e hoje em dia mais que nunca, que existem demasiados arouquenses que não ouvem a rádio da terra. Talvez porque não se identifiquem com a sua programação, ou simplesmente a rádio não oferece o que esses arouquenses anseiam de uma rádio local. Assim sendo, nasce hoje 21 de Outubro de 2009 a TSM - Rádio Terras de Santa Mafalda.» Franklin Ferreira
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Está já no ar e dísponivel aos ouvintes cibernautas, para já em emissão experimental, a TSM - Rádio Terras de Santa Mafalda, criada por Franklin Ferreira.
É com satisfação que assisto a mais esta iniciativa de um arouquense, principalmente quando se trata de pessoa tão vocacionada e talhada para iniciativas nesta área, e com provas dadas. Quando assim é, não se espera menos que o sucesso do projecto. Força nisso!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Paulo Rocha filma em Arouca

O conceituado realizador português Paulo Rocha está em Arouca a rodar algumas cenas do seu próximo filme. O realizador de «Verdes Anos» e de «A Ilha dos Amores» está em Arouca, de 19 a 25 de Outubro, aproveitando como fundo para as cenas do seu filme algumas das mais belas paisagens do nosso concelho.
Paulo Rocha é considerado um dos fundadores do movimento do Novo Cinema em Portugal. Estudou Cinema no Institut des Hautes Études Cinematographiques, em Paris, e foi Assistente de Realização estagiário de Jean Renoir. Trabalhou também como assistente de Manoel de Oliveira, e estreou-se como realizador com «Verdes Anos», em 1962. in CMA

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Festivais de Cinema em Lisboa e Arouca

Estes dias vou "dar uns saltitos" ao VII Festival Internacional de Cinema, a decorrer em Lisboa e; no final do mês de Novembro, espero poder "dar um saltito" ao VII Arouca Film Festival, cujo fundador e director é o meu amigo João "Rita".

Organizado pela Apordoc na segunda metade de Outubro, o doclisboa apresenta todos os anos em antestreia os melhores documentários da última temporada e reúne uma série de programações não competitivas, incluindo a retrospectiva de um autor internacionalmente aclamado.

O aroucafilmfestival é um Festival que surge a partir da necessidade de dotar o concelho de Arouca de um evento que fosse capaz de causar impacto a nível mundial, isto porque algumas das mais-valias da região de Arouca se prendem com as suas paisagens e com a sua maravilhosa luz.

Obrigado ao Jorge Ferreira pelas notas no Tomarpartido e no Aveiro, e ao Pedro Correia pela referência no Delito de Opinião.

Pelo Castelo de São Jorge até ao pôr-do-sol...








quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ESTA SEMANA NA HISTÓRIA DE AROUCA (XXXII)

1211.X.13 – Inocêncio III, numa Bula dirigida à própria infanta D. Mafalda, confirma-lhe as terras de Bouças, Tuias e Arouca, com as suas pertenças. No entanto, e apesar da declarada protecção papal, pelo menos com relação a Bouças, Dona Mafalda viria a ficar despojada da herança paterna.
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1227.X.15 – É celebrado um acordo entre a rainha Dona Mafalda e o Bispo do Porto D. Martinho sobre o mosteiro e igreja de Bouças, o qual, em alguns pontos, fica em aberto. O Bispo permite, ainda, que à Rainha e a esse Mosteiro não se estenda o interdito.
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1254.X.17 – O Bispo de Lamego D. Egas Pais, confirma a apresentação de Pedro Fernandes para pároco da igreja de S. Salvador de Várzea, feita pela rainha Dona Mafalda e a abadessa e convento de Arouca.
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1767.X.12 – Nasce na Casa da Tulha, freguesia de Várzea, aquele que viria a ser o último bispo da extinta diocese de Pinhel, Dom Leonardo de Sousa Brandão.
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1785.X.18 – Camilo Castelo Branco, num processo de inspiração para escrever o «Mosaico e Selva», chega a Alvarenga para uma estadia de três dias, em casa do Padre Bernardo.
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1832.X.16Frei Simão de Vasconcelos, que em Arouca combateu contra as ordenanças absolutistas e pela liberdade, é julgado sumariamente e condenado à morte, pela famigerada comissão de Viseu.
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1891.X.17 – Francisco Augusto Mandes de Alcântra é nomeado Juiz de Direito da Comarca de Arouca.
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1899.X.17 – Dá-se o falecimento do Pe. António Pinto Ferreira, natural da freguesia de Moldes.
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1953.X.14 – Dá-se o falecimento de Alberto Brandão de Sousa e Vasconcelos, de Alhavaite, Burgo. Foi Presidente da Câmara, Administrador do Concelho por diversas vezes, e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Arouca durante 37 anos consecutivos.
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1964.X.17 – É constituída a Comissão de Melhoramentos do Monte da Senhora da Mó.
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1971.X.16 – Joaquim Brandão de Almeida, de Várzea, que ocupava o cargo de vice-presidente em exercício, toma posse como Presidente da Câmara Municipal.
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1986.X.14 – Vai para o Ar a primeira edição da Rádio Regional de Arouca, ainda a título experimental e com emissor na Farrapa, freguesia de Chave. Foi seu fundador Adelino Pinho, natural da freguesia de Rossas, ainda hoje director, proprietário e «alma» da estação.

1992.X.15 – É constituído o Grupo Desportivo do Burgo. Mais tarde, passa a denominar-se Centro Cultural, Recreativo e Desportivo do Burgo.
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2001.X.12 – É inaugurada a Escola E.B. 2,3 de Escariz, numa cerimónia presidida por Júlio Pedrosa, Ministro da Educação.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

RESULTADOS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2009

Câmara Municipal
PS - 8985 votos - 58,52% = 5 Mandatos
PSD - 3022 votos - 19,68% = 2 Mandatos
CDS - 1482 votos - 9,65% = 0 Mandatos
VBUPA - 1166 votos - 7,59% = 0 Mandatos
CDU - 256 votos - 1,67% = 0 Mandatos
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Assembleia Municipal
PS - 5704 votos - 37,15% = 8 Mandatos
CDS - 5304 votos - 34,54% = 8 Mandatos
PSD - 2712 votos - 17,66% = 4 Mandatos
VBUPA - 888 votos - 5,78% = 1 Mandatos
CDU - 270 votos - 1,76% = 0 Mandatos
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Assembleias de Freguesia
Albergaria da Serra - PSD - Natália Tavares 51,52%
Alvarenga - PSD - Edgar Soares 45,10%
Arouca - PS - António Jorge Duarte 48,93%
Burgo - PSD/CDS/PPM - Fernando Mendes 66,69%
Cabreiros - PSD - Mário Nunes Martins 55,46%
Canelas - PSD - Joaquim Cunha 57,56%
Chave - PSD - José Luís Fevereiro 86,57%
Covelo de Paivó - PSD - Fernando Figueiredo 76,19%
Escariz - PS - Maria Fernanda Conceição Oliveira 64,28%
Espiunca - PS - Maria de Fátima Rodrigues Fonseca 48,84%
Fermêdo - LIPFF - António Gomes dos Santos 54,43%
Janarde - PS - António Martins Gomes 53,24%
Mansôres - LIM - Ventura da Silva Moreira Leite 70,49%
Moldes - PS - Joaquim Gomes dos Santos 59,91%
Rossas - PSD/CDS/PPM - José Paulo Oliveira Conceição 77,33%
Santa Eulália - PS - Albino Jorge Cardoso Gonçalves 70,62%
S Miguel do Mato - PS - Joaquim da Conceição Ferreira 42,73%
Tropêço - UPA - Adriano Soares Francisco 48,23%
Urrô - PS - Dario dos Santos Tavares 62,78%
Várzea - PSD/CDS/PPM - Mário Rui Rocha Brandão de Almeida 79,08%

domingo, 11 de outubro de 2009

RESULTADOS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2005

Câmara Municipal
PS - 5282 votos - 35,05% = 3 Mandatos
PSD/CDS/PPM - 4915 votos - 32,6% = 2 Mandatos
UPA - 3426 votos - 22,73% = 2 Mandatos
CDU - 949 votos - 6,3% = 0 Mandatos
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Assembleia Municipal
PS - 5769 votos - 38,28% = 8 Mandatos
PSD/CDS/PPM - 5245 votos - 34,8% = 8 Mandatos
UPA - 2829 votos - 18,77% = 4 Mandatos
CDU - 693 votos - 4,6% = 1 Mandatos
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Assembleias de Freguesia
Albergaria da Serra - PS - Pedro Tavares 59%
Alvarenga - PS - Edgar Soares 47%
Arouca - PS - António Jorge Duarte 56%
Burgo - PSD/CDS/PPM - Fernando Mendes 51%
Cabreiros - PSD - Mário Nunes Martins 52%
Canelas - PSD - Joaquim Cunha 69%
Chave - PSD - José Fevereiro 50%
Covelo de Paivó - PSD - Adriano Martins Soares 79%
Escariz - PS - Maria Fernanda Conceição Oliveira 50%
Espiunca - PSD - Henrique Pereira Soares 53%
Fermêdo - LIPFF - António Gomes dos Santos 51%
Janarde - PSD - António Martins Gomes 88%
Mansôres - LIM - Ventura da Silva Moreira Leite 79%
Moldes - PS - Joaquim Gomes dos Santos 72%
Rossas - PSD/CDS/PPM - José Paulo Oliveira Conceição 52%
Santa Eulália - PS - Albino Jorge Cardoso Gonçalves 75%
S Miguel do Mato - PSD/CDS/PPM - António Cândido da Silva 49%

Tropêço - UPA - Adriano Soares Francisco 66%
Urrô - PS - Dario dos Santos Tavares 52%
Várzea - PSD/CDS/PPM - Mário Rui Rocha Brandão de Almeida 67%

sábado, 10 de outubro de 2009

Eleições para a Câmara e Assembleia Municipal de Arouca Pós-25 de Abril

Com o golpe militar de 25 de Abril de 1974, levado a cabo pelas Forças Armadas Portuguesas, o poder local foi estruturado em moldes democráticos, com eleições directas dos autarcas para a Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia.
Depois de o presidente da Câmara anterior ter sido demitido, por força de lei, pelo Governador Civil, Dr. António Neto Brandão, a autarquia foi gerida pelo vereador Vitorino Ferreira de Melo, até à posse da Comissão Administrativa em Novembro de 1974; e que se manteve em funções até às primeiras eleições realizadas em 12 de Dezembro de 1976, que deram a vitória ao Partido Social Democrata. A presidência dessa Comissão Administrativa esteve a cargo do Prof. José Soares Correia Belém.
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Comissão Administrativa
José Soares Correia Belém, de Arouca, professor primário (PS);
Cândido Moreira Correia Brandão, de Arouca, técnico de máquinas (PS);
Zeferino Duarte Brandão, de Várzea (PPD);
Celso Portugal Ferreira da Silva, de Tropeço, industrial de madeiras (MDP);
José Vasco da Silva Correia, de Escariz, funcionário bancário (MDP);
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Eleição de 12 de Dezembro de 1976
As forças políticas concorrentes às primeiras eleições autárquicas foram:
FEPU – Frente Eleitoral Povo Unido; CDS – Centro Democrático Social; PPD/PSD – Partido Social Democrata; e PS – Partido Socialista.
Zeferino Duarte Brandão, de Várzea (PPD/PSD), é eleito presidente da Câmara Municipal.
Maria Salomé Valente Martingo Serdoura (PPD/PSD), é eleita presidente da Assembleia Municipal.
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Eleição de 16 de Dezembro de 1979
As forças políticas concorrentes foram:
CDS – Centro Democrático Social; PPD/PSD – Partido Social Democrata; PS – Partido Socialista; e APU – Aliança Povo Unido.
Joaquim Brandão de Almeida, de Várzea (PPD/PSD), é eleito presidente da Câmara Municipal.
Maria Salomé Valente Martingo Serdoura (PPD/PSD), é eleita presidente da Assembleia Municipal.
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Eleição de 12 de Dezembro de 1982
As forças políticas concorrentes foram:
CDS – Centro Democrático Social; PPD/PSD – Partido Social Democrata; PS – Partido Socialista; e APU – Aliança Povo Unido.
Joaquim Brandão de Almeida, de Várzea (PPD/PSD), é eleito presidente da Câmara Municipal.
Maria Salomé Valente Martingo Serdoura (PPD/PSD), é eleita presidente da Assembleia Municipal.
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Eleição de 15 de Dezembro de 1985
As forças políticas concorrentes foram:
CDS – Centro Democrático Social; PPD/PSD – Partido Social Democrata; PS – Partido Socialista; e APU – Aliança Povo Unido.
Concorreu ainda à Assembleia Municipal, o Partido Renovador Democrático (PRD).
Joaquim Brandão de Almeida, de Várzea (PPD/PSD), é eleito presidente da Câmara Municipal.
Zeferino Duarte Brandão, de Várzea (PPD/PSD), é eleito presidente da Assembleia Municipal.
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Eleição de 17 de Dezembro de 1989
As forças políticas concorrentes foram:
CDS – Centro Democrático Social; PPD/PSD – Partido Social Democrata; PS – Partido Socialista; CDU – Coligação Democrática Unitária; e MDP/CDE-PRD – Movimento Democrático Português / Centro Democrático Eleitoral – Partido Renovador Democrático.
Zeferino Duarte Brandão, de Várzea (PPD/PSD), é eleito presidente da Câmara Municipal.
Joaquim Brandão de Almeida, de Várzea (PPD/PSD), é eleito presidente da Assembleia Municipal.
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Eleição de 12 de Dezembro de 1993
As forças políticas concorrentes foram:
CDS – Centro Democrático Social; PPD/PSD – Partido Social Democrata; PS – Partido Socialista; e PSN – Partido de Solidariedade Nacional.
José Armando de Pinho Oliveira, de Arouca (PS), é eleito presidente da Câmara Municipal.
Joaquim Brandão de Almeida, de Várzea (PPD/PSD), é eleito presidente da Assembleia Municipal.
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Eleição de 14 de Dezembro de 1997
As forças políticas concorrentes foram:
CDS – Centro Democrático Social; PPD/PSD – Partido Social Democrata; PS – Partido Socialista; e CDU – Coligação Democrática Unitária.
José Armando de Pinho Oliveira, de Arouca (PS), é eleito presidente da Câmara Municipal.
Carlos Alberto Gomes Ferreira, de Moldes (PS), é eleito presidente da Assembleia Municipal.
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Eleição de 16 de Dezembro de 2001
As forças políticas concorrentes foram:
CDS – Centro Democrático Social; PPD/PSD – Partido Social Democrata; PS – Partido Socialista; e CDU – Coligação Democrática Unitária.
José Armando de Pinho Oliveira, de Arouca (PS), é eleito presidente da Câmara Municipal.
Carlos Alberto Gomes Ferreira, de Moldes (PS), é eleito presidente da Assembleia Municipal.
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Eleição de 09 de Outubro de 2005
As forças políticas concorrentes foram:
PSD/CDS/PPM – Aliança Democrática, Por Arouca; PS – Partido Socialista; CDU – Coligação Democrática Unitária; e UPA – Movimento Independente Unidos Por Arouca
José Artur Neves, de Arouca (PS), é eleito presidente da Câmara Municipal. Armando de Pinho Oliveira, de Arouca (PS) foi o mais votado para a Assembleia, mas, foi Zeferino Duarte Brandão, de Várzea (PSD), que acabou por ser eleito presidente da Assembleia Municipal.
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Fonte: GONÇALVES, Alberto de Pinho (2002), Município de Arouca (Subsídios para a Sua História), Associação para a Defesa do Património Arouquense, pág. 131 e ss.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Esmiúçando a candidatura da CDU, encabeçada por Francisco Gonçalves

Francisco Gonçalves, Professor, natural de Barcelos e a exercer profissão em Arouca há mais de 10 anos, é o cabeça de lista da candidatura à Câmara Municipal de Arouca pela CDU – Coligação Democrática Unitária, constituída pelo PCP – Partido Comunista Português e pelo PEV – Partido Ecologista “Os Verdes”.
Apesar de se revelar conhecedor dos trilhos e caminhos de Arouca, e ter bem estudados os principais problemas deste município, Francisco Gonçalves, ainda é quase desconhecido entre os arouquenses. Aparentemente conhece-nos a nós, mas, nós não o conhecemos a ele. O preço do voto faz-se justamente pelo conhecimento que temos dos candidatos e a confiança que eles nos merecem.
Diz o ditado popular que “quem corre por gosto, não cansa” e esta é a motivação da maioria dos elementos que compõem a estrutura local do Partido Comunista, que para os sufrágios, e à semelhança do que acontece a nível nacional, se “veste” de CDU.
No seio da estrutura local vive-se um ambiente “tá-se bem!” e, diga-se o que disser, também esta atitude e participação faz bem à Democracia. Se todos são por ela visados, todos podem e devem nela participar.
Para estas eleições, e contrariamente ao que se costuma dizer, quem não está faz falta. Faz falta a eloquência, a experiência e a sensibilidade pelo ambiente e pela terra, que caracterizaram a campanha de 2005.
Nota-se que os livros ainda estão por lá e que quem por lá anda se dedica a lê-los. Mas, não é ainda suficiente e os resultados do próximo Domingo deixarão esse recado. Para um eventual sucesso de uma candidatura da CDU em Arouca, as pessoas têm que ter mais visibilidade que a sigla do partido. Enquanto suceder o inverso, não valerá a pena alimentar muitas expectativas.
Benvinda Gomes, Técnica da Portugal Telecom, encabeça a lista à Assembleia Municipal. Se fosse eleita, seria a segunda mulher, na história de Arouca, a presidir àquela Assembleia. Porém, sendo natural da terra, será pouco mais conhecida que o candidato à Câmara Municipal.
A tudo o mais acresce ou tudo o mais resumirá, tratar-se de uma candidatura da CDU.
(foto não oficial de campanha, devidamente linkada)

Esmiúçando a candidatura do CDS/PP, liderada por José Costa Gomes

José Costa Gomes, Professor, residente na freguesia do Burgo, é o candidato a Presidente da Câmara Municipal de Arouca pelo CDS/PP - Centro Democrático e Social/Partido Popular.
Num percurso político, aparentemente desinteressado e voluntarioso, José Costa Gomes, ainda antes de ouvir e cantar o hino do CDS/PP, desfraldou bandeiras da JSD e do PSD. Nas autárquicas de 2005 conseguiu conciliar afectos e concretizar o acordo que lhe possibilitou empunhar bandeiras e conciliar músicas de um e outro partido, na candidatura à Câmara Municipal, na qual secundou Óscar Brandão, candidato do PSD.
Costa Gomes é um político, se assim se pode chamar, de "arregaçar as mangas e atirar a toalha ao chão", chegando mesmo a radicalizar o discurso em decibéis de speaker.
A estrutura do CDS/PP Arouca já não é hoje o que foi outrora, mas, ainda assim, conseguiu antecipar-se a todas as outras estruturas locais, produzindo para estas eleições autárquicas um bem sucedido e surpreendente trabalho.
Diz o ditado popular que "grão a grão enche a galinha o papo" e, à semelhança e "boleia" dos resultados obtidos pelo partido nas recentes Eleições Legislativas, também a candidatura local poderá vir a granjear muitos mais votos flutuantes e até, quem sabe, roubar alguns ao principal parceiro das últimas Autárquicas.
Paulo Portas, natural de Lisboa, mandatado político do Distrito de Aveiro por opção há já alguns anos, aceitou o desafio da estrutura arouquense do partido a que preside para encabeçar a lista à Assembleia Municipal de Arouca. Para fazer funcionar e zelar pelo bom funcionamento de uma Assembleia Municipal não é necessário ser-se natural do respectivo município. Porém, para corporizar as características próprias e sociológicas de uma comunidade, "dando o peito às balas" por ela e em nome dela como filho seu, só mesmo sendo filho dela. Ainda assim, deve reconhecer-se, são mais as vantagens do que as desvantagens em que Paulo Portas seja eleito para a Assembleia Municipal.
(foto não oficial de campanha, devidamente linkada)

Esmiúçando a candidatura Independente, liderada por Victor Brandão

Victor Brandão, Médico, natural da freguesia de Tropeço e residente na vila de Arouca, candidata-se a Presidente da Câmara Municipal de Arouca pelo Movimento Independente VBUPA - Victor Brandão Unidos Por Arouca.
Com a simples passagem da denominação UPA a VBUPA evidenciou-se uma maior personalização deste Movimento. Não é fácil dissociar o Movimento de Victor Brandão, como também não é fácil dissociar a existência do Movimento da falta de oportunidade no partido de longa data. Isto é hoje mais evidente do que em 2005 e poderá mesmo vir a reflectir-se nos resultados do próximo Domingo.
Nos dias que correm, atendendo ao estado da política e os métodos pelos quais se processa, saúdam-se os movimentos de cidadãos independentes, principalmente em candidaturas autárquicas, aonde devem vigorar lógicas menos comprometidas com interesses partidários e mais próximas dos interesses da comunidade. Saúdam-se quando surgem totalmente independentes ou, no mínimo, maioritáriamente independentes dos partidos e das suas lógicas, mas, também, totalmente independentes de interesses pessoais ou de grupos reduzidos. Os movimentos de cidadãos independentes devem ter na sua génese uma ou mais necessidades de um colectivo alargado de pessoas. No caso do Movimento VBUPA parece assim não suceder.
Victor Brandão é uma pessoa com muito boas qualidades. No entanto, não são destas as que mais evidencia na política e por causa dela.
Diz o ditado popular que "água mole em pedra dura, tanto dá até que fura", mas, verificando-se apenas a segunda premissa, muito dificilmente se conseguirá tirar aquela conclusão.
Afonso Portugal, Advogado, natural e residente na freguesia de Tropeço volta a encabeçar a lista à Assembleia Municipal. É evidente, como o próprio confessa, que lhe falta jeito para a política, mas, o cargo que almeja também não é para políticas. Traz na bagagem fama quanto baste do exercício da sua profissão, mas, fama conexa à mesma, não recolhe consenso sequer relativo para se sentar na principal cadeira da Assembleia Municipal. Será bom no exercício, mas, pouco consensual no voto para o exercer.

Esmiúçando a candidatura do PSD, encabeçada por Artur Miler

Artur Miler, Médico, natural do vizinho concelho de Oliveira de Azeméis e residente na vila de Arouca, candidata-se a presidente da Câmara Municipal de Arouca pelo PSD – Partido Social-Democrata.
Depois de ter exercido um discreto mandato à frente da estrutura local do PSD, Artur Miler acabou por se candidatar a um segundo mandato e, também assim, colocar-se em situação de encabeçar a lista do partido à Câmara Municipal. Para isso prometeu mais determinação, dinâmica e ambição. Cenário irreversível, encetaram-se esforços no sentido de clarificar quem estava com este projecto e, aparentemente, decretar que, quem por ele não estivesse, estava contra ele. Percebe-se a existência de um PSD remetido ao silêncio.
Diz o ditado popular que “o caminho faz-se caminhando” e, neste sentido, Artur Miler, que se nota entusiasmado e interessado ao falar de Arouca, mas, apesar de tudo, com pouco rasgo e iniciativa política, tem beneficiado das ideias e do apoio incondicional dos vários elementos com que entretanto se rodeou, deixando em retaguarda marcas de simpatia e bom trato. Quando o estrago de quem vai à frente “a levantar poeira” não é grande, Artur Miler consegue capitalizar.
Sendo já menos evidente uma alegada tonalidade laranja da maioria dos arouquenses, o certo é que as setas do símbolo do PSD, per si, ainda valem muitos votos, independentemente dos candidatos. Falta mesmo conseguir cativar o próprio PSD, os insatisfeitos com a actual Câmara e os chamados eleitores flutuantes. Porém, contrariamente ao que tem vindo a ser feito, isto consegue-se levantando bandeiras próprias e alternativas, e com incursões cuidadosas em terrenos doutras tonalidades.
Óscar Brandão, Professor, natural da freguesia de Rossas e a residir em Gondomar, acabou por aceitar encabeçar a lista à Assembleia Municipal, cujos bancos já não lhe são estranhos. É hoje inevitavelmente mais conhecido que das duas vezes em que se candidatou à Câmara Municipal, mas, atendendo ao desfecho destas candidaturas, isso pode não ser necessariamente bom.

Esmiúçando a candidatura do PS, encabeçada por Artur Neves

José Artur Neves, Eng.º Técnico Civil, natural da freguesia de Alvarenga e residente na vila de Arouca, recandidata-se a Presidente da Câmara Municipal de Arouca pelo PS - Partido Socialista.
O presente mandato de Artur Neves à frente dos destinos do Município de Arouca ficou desde logo marcado por uma diferente maneira de ser que muito agradou aos arouquenses, depois da forma mais rígida e formal com que o seu antecessor Armando Zola, Advogado, exerceu os seus mandatos.
Diz o ditado popular que "é impossível agradar a Gregos e a Troianos", e, talvez por isso, Artur Neves, não conseguiu preservar o agrado do núcleo duro constituído por alegados elementos do antigo PDA (Movimento denominado Partido para o Desenvolvimento de Arouca) e alguns dos elementos da "quase informal" estrutura local do Partido Socialista.
Sendo certo que sem o apoio dos elementos daquelas "estruturas", que se conservaram unidas em torno de Armando Zola, e sem a mão deste último, Artur Neves, muito dificilmente teria conseguido chegar a Presidente da Câmara, o certo é que os créditos que somou entretanto e o poder do povo parecem ser agora suficientes para o reconduzir na frente dos destinos do Município de Arouca.
"Presente e Disponível" são características que se lhe podem aplicar quando procuramos descrever no geral o mandato que agora finda. As mesmas características resumem a postura que a equipa renovada, que agora apresenta, pretende adoptar no próximo mandato, se para isso voltarem a merecer a confiança dos arouquenses.
Jorge Oliveira, Professor, é o nome indicado para presidir à Assembleia Municipal. É uma boa pessoa, mas, não sendo já um bom candidato porque pouco conhecido entre a população arouquense; a sua formação académica e a sua tímida e discreta intervenção cívica no concelho, não o fazem adivinhar à vontade no cargo de presidente da Assembleia Municipal, principalmente, quando se avizinha uma assembleia de parco senso jurídico.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A insustentável leveza de ser diferente.

Durante a campanha eleitoral, a Nova Democracia fez propostas sérias e exequíveis com vista à defesa do interesse nacional. Mas foi demasiado diferente dos outros partidos, e isso paga-se caro.
Quem ler o programa de acção política que o PND apresentou às eleições legislativas, não encontrará promessas vãs, ideias mirabolantes, declarações impróprias de um partido que se demarca do actual sistema. Pelo contrário, a Nova Democracia primou pela seriedade na defesa do interesse nacional.
O PND não é um partido como os outros, quer em termos éticos, quer nas suas linhas programáticas. Entre estas destaca-se a proposta de um Estado mínimo que se dedique apenas às funções que só podem ser realizadas pelo Estado.
Ora isto é muito preocupante para um povo habituado ao paternalismo do Estado desde a era dos Descobrimentos… Os Portugueses gostam de um Estado protector, um Estado que tome conta deles, que lhes garanta o que não podem/querem obter através do seu esforço. Basta ouvir com atenção as reclamações das pessoas quando algo corre mal: “o Estado tem de me garantir uma casa…”, “o governo é que devia intervir para solucionar os problemas da empresa…”, “o governo isto, o Estado aquilo, enfim, sempre o Estado.
Por isso, a Nova Democracia luta, não apenas contra a blindagem criada pelos partidos estabelecidos para garantirem as suas posições, mas também contra uma mentalidade secular difícil de desenraizar. É uma tarefa árdua esta, que exige persistência, militância e repensar a forma de transmissão das nossas ideias. Sabemos que o que propomos é bom e, quando explicamos o nosso programa às pessoas, elas compreendem e encaram-no com simpatia. Só que temos de conseguir chegar mais e melhor ao cidadão comum, especialmente fora dos períodos eleitorais. Uma acção política contínua exige mais militância, mais dedicação ao partido, mais convicção. Saber que somos diferentes, que as nossas ideias e propostas são boas, dá-nos confiança para o futuro, mas esta leveza tem o seu contraponto na insustentável condição de sermos postos à margem nos meios de comunicação social de massas, de termos de remar contra a corrente de séculos de paternalismo estatal. O combate não se esgotou nestas eleições! Há mais de vinte mil cidadãos que concordam connosco. Se esses nos ouviram e concordaram com as nossas ideias, temos de encontrar a forma de fazermos chegar a nossa mensagem a cada vez mais Portugueses para defender o interesse nacional.
por Rui Manuel Brás, in Demoliberal

ESTA SEMANA NA HISTÓRIA DE AROUCA (XXX)

1211.X.02 – Inocêncio III, pela bula Olim ad petitionem, dirigida ao arcebispo de Compostela e aos bispos de Lisboa e Guarda, ordena-lhes que não deixem molestar ou espoliar a infanta D. Mafalda, filha de D. Sancho I, da posse de Arouca, Tuias e Bouças.
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1610.X.02 – São aprovados, por alvará régio, os estatutos do mais antigo hospital de Arouca. Funcionou onde, mais tarde (1822), se construiu o edifício dos Paços do Concelho, na antiga Praça de Baixo, hoje denominada Praça Brandão de Vasconcelos.
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Nesta mesma data, D. Filipe II de Portugal (III de Espanha), confirma o Compromisso da Misericórdia de Arouca, que em 1612 constroi a sua Capela, na qual, em 1616, instituí a Confraria do Senhor dos Passos. Esta Confraria mandou fazer o Calvário, ao cimo da, então, Rua de Arca, que ligava a Vila a Lamego, no qual a cruz central tem a data de 1621 e o púlpito a de 1643. Também mandou fazer os Passos, então, espalhados pelas diferentes ruas da Vila.
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1834.IX.28 – O presidente interino da Câmara de Arouca, José Bernardo Pereira de Vasconcelos, confere o poder ao primeiro presidente eleito, António José de Sousa e respectiva vereação.

1858.X.04 – O Juiz de Direito Dr. António José da Rocha, deixa a comarca de Arouca, onde fora colocado neste mesmo ano. “Na sua saída da vila aquêle magistrado trazia consigo uma caixa com cerca de duas arrôbas de documentos que salvara de destruição iminente e encontrava já a gasto nas lojas.”
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1882.IX.30 – Com a redução das Dioceses Portuguesas, solicitada pelo Governo Liberal ao Papa Leão XIII, as Paróquias do concelho de Arouca que pertenciam à Diocese de Lamego, passam a integrar a Diocese do Porto.
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1905.X.02 – O Pe. Albino Alves de Almeida toma posse como pároco da freguesia de S. Salvador do Burgo.
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1916.IX.30 – É constituída a Sociedade Mineira de Cabreiros.
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1929.X.04 – Dá-se uma inundação de grande impacto sobre as artérias centrais da vila, devido ao repentino aumento do caudal do Rio Marialva.
O Jornal “Defesa de Arouca” noticiou o acontecimento nos seguintes termos: «A impetuosidade da corrente deslocou…as pesadas pedras, que na Rua Direita, formavam o passeio junto do rio, amolgando e arrastando o gradeamento de ferro que nesse passeio existia.
A ponte que liga as Ruas Direita e da Lavandeira com a Rua d’Arca ficou muito danificada e a que dava passagem da Rua Direita para a Ribeira completamente destruída, como destruído ficou o pontão que existia próximo ao Lagar de Azeite.»
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A “Gazeta de Arouca” refere que as águas «Na sua passagem pela vila derruiram e destruíram 2 pontes e a uma terceira levaram-lhe o pegão central…».


1941.X.01 – É constituída a Companhia Portuguesa de Minas, que fará das Minas de Regoufe das mais bem apetrechadas da época.
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1948.IX.29 – O Calvário de Arouca é considerado Monumento Nacional, pelo Decreto nº37.077. O Monumento é constituído por um conjunto de edificações graníticas (cruzes e púlpito) do séc.XVII – cruz central datada de 1627, púlpito com a inscrição de 1643.
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1986.IX.29 – É constituído o Conjunto Etnográfico de Moldes de Danças e Corais Arouquenses. Pese embora, e à semelhança de muitas outras associações, a sua existência (informal) seja mais remota.
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1991.IX.29 – Dá-se o falecimento do Dr. Arnaldo Ângelo de Brito Lhamas, de Santa Eulália. Este ilustre advogado, para além de outros cargos, desempenhou o de Conservador dos Registos Civil e Predial de Arouca, o de Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Arouca, o de Deputado à Assembleia da República e o de presidente da Assembleia-Geral Distrital do Partido Social Democrata.
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2005.IX.28 – É inaugurado o novo Campo de Futebol das Relvas, na freguesia de Mansores, numa cerimónia presidida por Armando Zola, presidente da Câmara Municipal.
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2005.X.01 – É descerrada a placa toponímica com o nome do Eng.º Próspero dos Santos, numa das artérias da vila de Arouca. Próspero dos Santos, Eng.º Silvicultor, foi um notável Administrador Florestal nas primeiras décadas do século XX, e leccionou no antigo Colégio de Santo António (Santa Eulália), deixando marcas assinaláveis em Arouca.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sobre o resultado do PND em Arouca, se é que é preciso dizer alguma coisa.

Na Eleições Legislativas do passado Domingo, o PND – Partido da Nova Democracia, do qual sou militante desde 2003 e até ao próximo dia 11 de Outubro, obteve 10 votos no concelho de Arouca. Em 2005, quando integrei a lista em 9.º lugar obteve 270 votos.
O facto de ter integrado esta lista pelo Círculo de Aveiro, obriga-me a assumir a parte de responsabilidade que toca a Arouca no somatório dos votos obtidos pela Nova Democracia em Aveiro. Assumo-o sem qualquer problema, mas, não posso deixar de lembrar as circunstâncias:

Apesar da insistência de alguns membros da Coordenação Distrital de Aveiro para encabeçar a lista por este círculo e; depois, por parte de Edgar Jorge, para o secundar nesta mesma lista, convites que recusei sempre por manifesta indisponibilidade e descrença sequer no sucesso relativo desta candidatura da Nova Democracia, aceitei integrar a lista, única e exclusivamente, pelos compromissos partidários, fazendo questão de ocupar o último lugar da mesma.
Não fiz campanha contra a minha lista, mas, para além das razões apontadas, por razões de manifesta indisponibilidade, também não fiz campanha a favor.
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Os resultados nacionais obtidos pelo Partido da Nova Democracia confirmaram as piores expectativas e este projecto, apesar dos bons princípios e das boas ideias para alicerçar uma Nova Democracia em Portugal, tem os dias contados.
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