Contudo, ainda há quem diga que não há tempo para andar na net e que quem por cá anda não terá mais nada para fazer! Enfim, são ideias! Cá estarei para aferir da sua durabilidade.domingo, 12 de março de 2006
Blogosfera e capital social
Contudo, ainda há quem diga que não há tempo para andar na net e que quem por cá anda não terá mais nada para fazer! Enfim, são ideias! Cá estarei para aferir da sua durabilidade.Está concluído o viaduto da Pedra Má!
sexta-feira, 10 de março de 2006
Há precisamente um ano...
…o meu colega e amigo André Almeida, ainda que apenas por dois dias, tomava posse como deputado na Assembleia da República.Pese embora não tivesse conseguido ser eleito, ainda que apenas por cerca de 200 votos, o certo é que foi o arouquense que, desde o Dr. Arnaldo Lhamas, mais perto esteve de conseguir ser eleito para Deputado da Nação. Se assim sucedesse, tratar-se-ia do mais jovem deputado, dado que seria eleito com apenas 26 anos.
A razão de ter assumido aquelas funções apenas por dois dias, ficou a dever-se ao facto de Hermínio Loureiro, então Secretário de Estado do Governo anterior, não ter ainda cessado aquelas funções.
De notar ainda que André Almeida acabaria por beneficiar de uma posição no próprio dia das eleições, dada a morte de Manuel de Oliveira, candidato natural de Santa Maria da Feira, que figurava igulamente naquela lista, pelo Distrito de Aveiro. Aumentavam as possibilidades de vir a ser eleito directamente. Contudo, assim não veio a acontecer.
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Quis a minha cada vez maior desmotivação em relação ao PPD/PSD, partido de que ambos fizemos parte durante mais de 10 anos, que seguisse um outro rumo – me filiasse na NovaDemocracia. De resto, nenhuma razão existiu posteriormente que me fizesse arrepender de tal atitude, muito pelo contrário. Se não tivesse saído naquela altura, saía hoje arrependido por não ter saído mais cedo. Estou cada vez mais convencido da total incapacidade daquele partido, assim como dos demais saídos de Abril, para se auto-regenerarem.
Lembrar estes factos, é não esquecer que apesar de estarmos hoje em partidos diversos, continua a amizade, estima e consideração.
Mais significativa é amizade quando se reconhece para além de certas conjunturas ou militâncias!
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Arouquenses na Assembleia da República
Em A 26 de Outubro de 1969, são eleitos Deputados à ainda dita Assembleia Nacional, os arouquenses Dr. Joaquim de Pinho Brandão, pelo círculo de Aveiro, e o Dr. Albano Vaz Pinto Alves, pelo círculo de Viseu.Já depois de Abril de 1974, haveríamos de ter um outro arouquense como Deputado da Nação. Dr. Arnaldo Ângelo de Brito Lhamas, pelas listas do PPD/PSD por Aveiro, é eleito nas eleições de 1976. Francisco de Sá Carneiro havia apadrinhado a candidatura deste ilustre arouquense numa deslocação que efectuou ao concelho em 20 de Março de 1976.No mais, as Eleições Legislativas de 76 foram aquelas onde mais arouquenses estiveram envolvidos. Nas diversas listas a concorrer à Assembleia da República, figuravam os nomes de: Dr. Arnaldo Ângelo de Brito Lhamas, pelo PPD; Prof. Alfredo Gonçalves de Azevedo, pelo PPM; António de Almeida Brandão (Saril), pelo MES; Adriano Peres Portas de Magalhães, pelo MRPP; Arq. Hermínio Beato de Oliveira, pelo PDC e Domingos Tavares, pela FEC (ML).
quinta-feira, 9 de março de 2006
18º Presidente da República Portuguesa
Aníbal António Cavaco Silva, nasceu em Boliqueime (concelho de Loulé, Algarve) a 15 de Julho de 1939. Foi Primeiro-Ministro de Portugal de 6 de Novembro de 1985 a 28 de Outubro de 1995, tendo sido o homem que mais tempo governou em Portugal, desde o 25 de Abril. A 22 de Janeiro de 2006 foi eleito Presidente da República, tendo tomado posse hoje, 9 de Março. É o 18º Presidente da República Portuguesa e o 4º eleito após o 25 de Abril de 1974.quarta-feira, 8 de março de 2006
Dia Internacional da Mulher
.Elas sorriem quando querem gritar.
Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas andam sem novos sapatos para
Elas choram quando suas crianças adoecem
Pablo Neruda
Arouquenses no outro lado do Atlântico
Arouca São Paulo ClubeCorria o ano de 1979, quando no dia 8 de Março nasceu a segunda associação da comunidade arouquense no Brasil.
A ideia de criação desta associação remonta ao ano anterior e foi gizada na casa do comendador José Soares Ferreira, fundador numero um e também primeiro presidente da colectividade. A ideia de criar a associação foi motivada pela recepção ao senhor Jerónimo, um conterrâneo arouquense que visitava o Brasil. De imediato, e determinados a conseguir tal objectivo, se constituiu uma comissão instaladora. Comissão instaladora esta, que procurou compreender representantes de todas as vinte freguesias do Concelho de Arouca. Era intento dos condutores do processo conseguir a efectiva representatividade e conseguir o fortalecimento das relações entre todos os naturais desta região de Portugal. A comissão instaladora era constituída por Armando Gomes Ferreira, Joaquim Correia dos Santos, Frederico Vasconcelos Maia, Manuel Almeida, Artur Andrade Pinto, o próprio José Soares Ferreira, entre outros. Sendo à data da fundação constituída por 24 elementos.
Sublinha-se ainda a inestimável ajuda à comissão de António José Branquinha e de Constantino Brandão (in memorian).
Na perspectiva da própria associação, esta foi o resultado do esforço de homens simples, que souberam fazer por Portugal e pela sua região de Arouca, sem medir sacrifícios, querendo dar vazão à vontade de engrandecer a terra onde nasceram e à Pátria que os recebeu.
Animou-os a ideia de um clube onde pudessem reunir os naturais de Arouca. Desde então, o Arouca São Paulo Clube foi crescendo, superando as próprias expectativas iniciais e granjeando notoriedade pelas suas actividades e capacidade de mobilização dos seus associados, que aderiam massivamente a todos os eventos da comunidade.
Em Setembro de 1979, e a coincidir com as festividades de Nossa Senhora da Mó, em Arouca, também conhecidas pela tradicional bacalhoada (que também constitui uma das mais notáveis actividades da associação, no Brasil), o Arouca São Paulo Clube conseguia a sua sede própria. Inicialmente constituída por uma área de 30.000 metros quadrados, hoje a área afecta a esta colectividade conta com mais 6.000 metros, onde entretanto se edificaram todas as instalações do Arouca e que lhe conferem a inquestionável condição de uma das mais fortalecidas associações portuguesas no Brasil e no mundo.
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Arouca Barra ClubeNo próximo dia 10 de Junho assinala-se o 39.º Aniversário da mais antiga associação de arouquenses no Brasil – o Arouca Barra Clube.
Inicialmente denominada “Casa de Arouca”, com a transferência da Tijuca para a Barra da Tijuca, passou a denominar-se “Arouca Barra Clube”.
Helena dos Santos Ribeiro foi a fundadora e associada número um do Arouca Barra Clube. Para além do mais, e a assinalar a importância de tão ilustre arouquense residente em terras brasileiras, Dona Helena, em 1969, havia sido considerada a “Mãe Portuguesa do Ano” do Brasil, numa iniciativa do jornal “Mundo Português”, tendo como prémio uma viagem a Portugal, onde foi recebida naquela época pelo Presidente da República e pelo Presidente do Conselho. Em 1996, havia sido distinguida com a medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, pela Câmara Municipal de Arouca. Faleceu no dia 24 de Julho de 2005.
Estas duas colectividades da comunidade arouquense no Brasil são dois bons exemplos de pessoas que se afirmaram sem renegar as suas origens, antes pelo contrário, procurando no melhor delas o motivo primeiro para se afirmarem em terras tão distantes.
sexta-feira, 3 de março de 2006
ESTÓRIAS DA NOSSA HISTÓRIA - VI
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Contudo, a este intento do Estado e conscientes do valor do espólio do mosteiro, constituído por bens mobiliários, artísticos e de culto, haveria de se opor o povo de Arouca.
Foi então que, em 1887, volvido apenas um ano sobre o falecimento da última freira, quando as autoridades civis tentaram retirar do convento os objectos de culto, a população se ajuntou e “não deixou sair do seu extinto convento os riquíssimos paramentos que o governo ali mandava buscar”, para enviar para as igrejas da Índia portuguesa.
O levantamento popular não foi tão espontâneo como à primeira vista se possa imaginar. É um facto que desde o camponês mais humilde aos clérigos e letrados, todos se reuniram em defesa do património do seu mosteiro. Contudo, de forma inteligente e astuciosa, já há muito se havia tratado de acautelar este património e, contrariamente ao que sucedeu por quase todo o país, Arouca conseguisse preservar no seu mosteiro os bens que a ele pertenciam.
Quase sem se dar conta do verdadeiro intento que o gesto visava, Sua Alteza o Príncipe Real, D. Luís I, “o Popular” ou “o Bom”, declarou-se Juiz perpétuo da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda de Arouca, em 1886, correspondendo ao pedido dos irmãos fundadores. Com a mesma subtileza foi pedido às instâncias competentes o diploma que permitisse o uso do termo “REAL”.
Vejam-se as nada ingénuas consequências daqueles nada inocentes gestos: Invocam os mesmos, de forma implícita, a protecção régia para a recém criada instituição. O que indirectamente enfraqueceria a tiraria legitimidade a quem quer que fosse para levar qualquer coisa do Mosteiro de Arouca.
Segundo Afonso da Costa Veiga, encontra-se nos reservados da Biblioteca Pública Municipal do Porto um documento, datado de Maio de 1892, referindo que: “foi aceite por el-rei o cargo de Juiz perpétuo da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda, erecta na egreja do extincto Mosteiro de Arouca”.
Ironia das ironias, seria o próprio rei D. Luís que, três anos após o convite que lhe fora endereçado, promulgaria, especificamente para o mosteiro de Arouca, a Lei de 26 de Junho de 1889, que vinha ao encontro das pretensões dos arouquenses.
Bibliografia
VEIGA, Afonso da Costa, "Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda", RIRSMA, Arouca 2005
quinta-feira, 2 de março de 2006
Muitos são os passeantes que diariamente percorrem o maciço da Serra de Freita
Arouca é um concelho de múltiplos encantos e muitos são os passeantes que diariamente percorrem o maciço da Serra da Freita. Aliás, este local, que demonstra grande riqueza da Natureza, contempla dois concelhos, os de Arouca e Vale de Cambra. Na Serra de Freita, porventura, o local mais fotografado será o da Frecha da Mizarela, que encanta pela sua queda de água de cerca de 60 metros. Águas essas que irão, a partir daí, engrossar o caudal do rio Caima.
quarta-feira, 1 de março de 2006
Grupo Cultural e Recreativo de Rossas
terça-feira, 28 de fevereiro de 2006
As Ordenanças e as Milícias em Portugal
Apesar de já ter adquirido este livro em Novembro, ainda se encontrava no prelo, vários "complementos e aditamentos" do seu autor fizeram com que só agora chegasse. É o exemplar n.º 179, rubricado pelo autor.Sob pena de ser fastidioso nos meus considerandos sobre estas temáticas que me fervilham pelas veias, apenas referir que se trata de um trabalho (para já, o Volume I, com 1095 páginas), que, entre outros dados sobre o tema, elenca os nomes das personalidades que integraram as Companhias de Ordenanças e as Milícias em Portugal num período compreendido entre 1756 e 1833.
Das Ordenanças que, no concelho de Arouca, se dividem em Alvarenga, Arouca e Fermedo, contam-se cerca de 27 nomes, nas categorias de Capitães e Sargentos-Mores.
A integrar o Regimento de Milícias de Arouca, elencam-se 171 personalidades, nas categorias de Coronel, Tenente Coronel, Sargento, Capitão, Alferes, entre outras.
Um dias destes, escrevo um post sobre o Regimento de Milícias de Arouca. Trata-se de um facto importante da nossa história, sobre o qual, entre nós, apenas Simões Júnior escreveu três ou quatro parágrafos.
Mas, por ora, cabe acrescentar, actualizar e rectificar dados em "Rossas - Inventário Natural, Patrimonial e Sociológico" e acrescentar algumas datas em "A História de Arouca em Datas".
domingo, 26 de fevereiro de 2006
Sua Excelência Reverendíssima o Cardeal Dom António Brandão
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
"Mito Rodoviário (Arouca e o Portugal profundo)"
Quatro dias, cinco aviões, quatro carros e um punhado de peripécias!
Não, não se trata do nome de um novo filme! É verídico e iniciou-se faz amanhã um ano. Porto - Lisboa; Lisboa - Ponta Delgada; Ponta Delgada - Santa Maria; Santa Maria - Ponta Delgada; Ponta Delgada - Lisboa. Não será um feito praticado por muitos, e é o meu recorde pessoal! Em apenas quatro dias tive quase o privilégio da ubiquidade. quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006
Há precisamente 281 anos...
...deflagrava um incêndio de grandes proporções no Convento de Arouca. Ter-se-á tratado do maior dos incêndios que deflagraram no Convento e, dessa forma, o que mais contribuiu para que o edificio com que hoje nos deparamos seja, na sua grande parte, obra do século XVIII.terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
ESTÓRIAS DA HISTÓRIA DE AROUCA - V

Pouco importado com o facto, o Senhor Augusto, foi passar uns dias a Tondela, onde tinha uma casa e alguns amigos. Aí chegou alegre e tranquilo no dia 11 de Junho.
Contudo, pouco tempo depois o seu sossego haveria de ser atormentado com uma carta de uma sua parente de Avanca por um criado que ali foi de propósito e, que lhe dava conta que no transacto dia 5 de Julho, dia em que naquele ano de 1873 se celebrou a festividade do Senhor d’Agonia de Sequeiros, tinha ido à sua casa no Outeiro, o Doutor Juiz de Direito, o Doutor Delegado e o Escrivão, para fazerem escavações na sua adega, afim de verificar se o criado Bernardo se achava ali enterrado, conforme a queixa apresentada por sua mãe, de que o Senhor da Casa alegadamente o teria morto e aí enterrado.
Tão rapidamente se espalhou o boato que Augusto depressa se pôs a caminho de Rossas. Tanto mais que, já por aí se dizia que se havia retirado para fugir à acção da Justiça.
Mas, nenhum vestígio achado na adega, de imediato correram os boatos: por uns, de que o criado havia sido enterrado no quintal; por outros, num melancial ou trigal semeados pelo próprio criado; outros ainda, no Barroco de Carvoeiro para onde fora levado de noite. Outros, porém, de que havia sido queimado no forno da casa e levados os restos mortais para a Igreja da freguesia com a conivência do Reverendo Abade Quaresma.
Atormentado por tais infâmias, em triste e desconsolada posição, Augusto ia fazendo uma vida de tortura, pois apesar de se achar inocente não encontrava meio algum de o provar. Passasse por onde passasse, Augusto era apontado pelas pessoas e acusado pelo medonho assassinato.
A seu mando e por ele próprio, procurou-se o tal Bernardo por tudo quanto era parte e, do dito nenhum sinal. Abeirava-se o banco dos réus…
É nesta exacta conjectura que no dia 21 de Agosto desse mesmo ano ali chega o Reverendo Albino Teixeira de Vasconcelos para confortar e animar o pobre do homem.
Então, e por último recurso, Augusto levanta-se de uma pedra onde se encontrava sentado, debaixo da ramada, à entrada da Casa do Outeiro, e pede ao Reverendo Pe. Albino para que na próxima missa e nas suas orações rezasse por ele, pedisse com verdadeiro fervor ao Senhor da Agonia para que lhe acudisse pela sua infinita misericórdia, fazendo aparecer o referido Bernardo. Fazendo então o voto de por ele Augusto sozinho fazer a Festa toda à sua custa na forma do costume, num dos próximos anos, aplicando toda a esmola que tirar na compra duma umbela para servir na mesma capela como propriedade sua, e com a obrigação de ir, igualmente, servir na capela de S. João de Provizende desta mesma freguesia; e que o resto da esmola que poder obter será entregue ao mesmo Revdo. para obras da Capela.
Assim fez Augusto este voto, com a condição de dentro em dias aparecer o referido Bernardo, para sair do estado aflitivo em que se achava principiando a contar daquele dia 21 de Agosto.
Por acaso, tinham vindo à festividade de Nossa Senhora do Campo, que nesse ano se fez no dia 9 de Agosto, dois rapazes: José, natural de Rossas, e, Manuel, natural de Várzea, que andavam a servir no Porto. Sendo que, uma vez aí chegados, de imediato souberam da estória do bárbaro e cruel assassinato do tal Bernardo. Finda a festa, voltaram os dois rapazes para o Porto.
Andavam ambos no mesmo dia 21, em que Augusto, à visita do Revdo. Pe. Albino fez o voto ao Senhor da Agonia, a descarregar a carga dum navio, ocupação que então exerciam, e já fatigados com aquele serviço sentaram-se.
Encostados aos fardos descarregados, Manuel adormeceu, e José conservando-se acordado, por acaso olhou e ainda ao longe viu um rapaz guiando uma junta de bois que lhe pareceu o tal Bernardo, mas porque duvidava da sua existência, atendendo ao que lhe haviam dito em Rossas, acordou logo o Manuel para verificarem ambos, se na realidade se tratava do tal Bernardo. E, qual não foi a surpresa quando, aproximando-se dele, constataram que efectivamente se tratava do homem que por Rossas andava a causar grandes angústias. Ficaram então com a certeza de se tratar do tal criado, pese embora usasse ali o nome de Bernardino como lhe ia chamando o filho do amo que o acompanhava, e então pediram-lhe que viesse à sua terra visitar sua mãe que estava doente, aproveitando a vinda ao arraial de S. Bartolomeu, para o que esperavam por ele até ao anoitecer do dia 22 na Ribeira, para virem todos três de patuscada, com o fim particular de o apresentarem de surpresa em Rossas, na casa do Senhor Augusto.
Porém, não aparecendo ele no dia e hora marcada, vieram os ditos rapazes sozinhos. E, chegando a Rossas, de imediato foram a casa do Senhor Augusto dar parte da alegre nova de que o tal Bernardo era aparecido e que sabiam aonde ele estava a servir.
Surpreendido Augusto por uma tão alegre como consoladora nova, bem dizia a hora em que fez o voto ao Senhor d’Agonia, vendo realizado o milagre, de que ele como pecador se não julgava credor pois que julgava perdidas as suas esperanças de poder mostrar a sua inocência…
No dia 24, de madrugada partiu acompanhado dos rapazes para o Porto, mandando-os no caminho Americano para Ramalde de Baixo, aonde o dito Bernardo andava a servir e o trouxessem até à Estação do mesmo caminho, onde Augusto os esperava. Para Augusto, cada hora corria parecia um ano.
Chegaram, enfim, os ditos rapazes trazendo consigo o referido Bernardo e apresentando-se a seu amo, e sabendo só então o que a seu respeito se passava, e os muitos e inumeráveis desgostos que pela sua inesperada fugida o amo havia sofrido, ajoelhando pediu-lhe o devido perdão, que seu amo de bom grado lhe concedeu não só de suas faltas como do que lhe devia, e trazendo-o na sua companhia, e dos dois rapazes, foi apresenta-lo às Justiças da vila d’Arouca, aonde foi mandado apresentar a sua mãe. Feito o devido reconhecimento (pois que ainda havia alguém, que naquele acto quisera dizer que aquele rapaz não era o dito Bernardo! Em verdade é até aonde pode chegar a maledicência!!!) e procedendo-se às demais formalidades, foi trancado aquele processo que por injustas informações, falsas queixas e testemunhas difamatórias sem remorso, nem consciência tinham injustamente contra ele instaurado.
O referido Senhor Augusto, era tio do Prémio Nobel da Medicina, Doutor Egas Moniz.
Ligeiramente adaptado de uma Versão publicada no Jornal “Cruz de Malta”. Esta estória encontra-se ainda narrada, numa versão menos milagrosa, no livro “A Nossa Casa” de Egas Moniz; e mais desenvolvida em “Rossas – Inventário Natural, Patrimonial e Sociológico, de A.J. Brandão de Pinho (não publicado).
Arouca.biz
D'Arc
Depois de algumas presenças pessoais de alguns dos seus elementos, os D'Arc "conquistadores do momento", também já actuam na blogosfera. sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006
Regresso da Esplanada do Parque
Segundo noticiou o jornal "Roda Viva" e se pode constatar na deliberação tomada pela Câmara Municipal em 17 de Janeiro último, a saudosa Esplanada do Parque poderá vir a ser uma realidade ainda este ano.Será, tal como a daqueles idos tempos, implantada junto ao "Pombal", depois do IPPAR ter dado luz verde ao projecto. A infra-estrutura custará 30.263,29€.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
A fotografia mais cara do mundo
Mula da Rainha Santa povoa o imaginário popular
O Mosteiro de Arouca tem uma importância muito grande para o concelho, já que a ele está ligado um passado rico em história. A mula da Rainha Santa é uma das lendas que povoa as imaginações populares.Segundo a lenda, a Rainha Santa a que se refere esta lenda é D. Mafalda, a filha preferida de D. Sancho I e a irmã favorita de D. Afonso II. A jovem princesa era bela, perfeita e, como poucas, senhora de uma esmerada educação. Naquele tempo, subiu ao trono de Castela D. Henrique, uma criança de doze anos apenas, facilmente manobrada pelo seu tutor, que queria governar através do jovem rei. Querendo-lhe dar como esposa uma mulher que o dominasse quando fosse adulto, escolheu D. Mafalda e o casamento celebrou-se.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006
"Não vou estar aqui, mas vou andar por aí"
Conhecer Arouca
domingo, 12 de fevereiro de 2006
As freiras vindas da Casa da Trofa
À passagem do 390º Aniversário do falecimento de Duarte Lemos (f.11.II.1616), 5º senhor da Trofa, não queria deixar de partilhar a nossa proximidade com destino de oito das descendentes do Senhorio da Trofa. Mas, antes de disso, duas ou três notas relativas à Casa da Trofa.A Trofa é hoje uma freguesia do concelho de Águeda, no distrito de Aveiro. Fora já uma vila antiquíssima, com povoados a remontar ao tempo das invasões romanas. Contudo, esse estatuto haveria de se perder para uma vila vizinha, até que Dom Afonso V lhe devolveu a secular categoria de vila e imediatamente a deu
«Um alvará de D. Afonso V de 26.11.1456 manda que Câmara de Álvaro reconheça Gomes Martins de Lemos, como senhor da terra de Álvaro. E, por carta passada em Coimbra a 16.8.1472, Gomes Martins de Lemos é confirmado como senhor de juro e herdade da terra de Álvaro, com suas jurisdições.»
Pese embora, muito mais houvesse a referir, para o que aqui nos interessa resta dizer que a Casa da Trofa inicia-se no século XV, por mercê de Dom Afonso V de 1449, e diz a tradição genealógica que descende por varonia dos medievais senhores de Lemos, na Galiza.
«Sofreu um violento incêndio em meados do século XIX - já os senhores da Trofa viviam ora no seu palácio da Graça, em Lisboa, ora na sua casa no Porto -, que a destruiu quase por completo, ficando uma ruína que, com o passar dos anos, desapareceu totalmente. Sabe-se, no entanto, que se situava em ângulo recto à direita da igreja, que felizmente se salvou do incêndio.»
«A igreja da Trofa, tal como hoje se apresenta, deve assim ter sido construída nesta época, aproveitando para capela-mor a velha capela ou pequena igreja dos senhores da Trofa, que no mínimo era anterior a 1449 e onde Duarte de Lemos tinha, em 1534, mandado erguer o panteão da família, precioso documento da arte tumular portuguesa, classificado como monumento nacional. Uma análise cuidada à forma como este panteão se integra na capela-mor, revela claramente a adaptação feita em 1534. De resto, na estrutura anterior deveriam existir os túmulos dos 1º e 2º senhores da Trofa e respectivas mulheres, que Duarte de Lemos então trasladou para as novas sepulturas que mandou fazer. Deste conjunto ressalta o túmulo do próprio Duarte de Lemos, 3º senhor da Trofa, representado em estátua orante de tamanho natural, atribuída a Nicolau Chanterene ou a Udarte, que Virgílio Correia considera «uma das obras mais belas e viris da nossa galeria de retratos plásticos».»
Foram 10 os Senhores da Casa da Trofa, notável a sua ascendência e vasta a sua descendência. E é aqui, na sua descendência, que se encontra o facto que quero partilhar.
O 1º Senhor da Trofa teve sete filhos, dos quais, quatro, eram raparigas. Contudo, quase todas e à excepção de D. Mécia de Lemos, dama da rainha Dona Joana de Castela, que foi violada pelo cardeal de Castela D. Pedro Gonçalves de Mendoça, conseguiram bons casamentos.
O 2º Senhor da Trofa teve sete filhos, dos quais apenas uma rapariga, D. Filipa de Lemos, que casou com Luís Mascarenhas, comendador de Garvão na Ordem de Santiago.
O 3º Senhor da Trofa teve pelos menos, seis filhos, dos quais duas raparigas: D. Grimaneza de Mello, abadessa de Arouca e D. Filipa e outras, freiras em Stª Clara de Coimbra.
O 4º Senhor da Trofa teve seis filhos, dos quais apenas uma rapariga, que também conseguiu um bom casamento: D. Joana de Távora, que casou com D. Pedro de Lima, morgado de Niza, no termo de Grândola.
O 5º Senhor da Trofa teve doze filhos, dos quais sete foram raparigas: D. Maria de Távora, que faleceu solteira, D. Madalena, D. Mafalda e D. Catarina da Silva, D. Bernarda de Távora, D. Paula de Azevedo, D. Luiza de Mello, todas estas freiras no Convento de Arouca.
O 6º Senhor da Trofa teve cinco filhos, dos quais três raparigas: duas lá se conseguiram encaminhar, mas a terceira, D. Luiza de Távora, acabaria abadessa no Convento de Arouca. A segunda mulher de Diogo Gomes Lemos (6º Senhor da Trofa) era filha de Catarina Borges de Castro, que por sua vez, era filha de André Vieira, fidalgo morador
E daqui não precisamos passar para concluir, de resto, na esteira daquilo que a Doutora Maria Helena Cruz Coelho vem ensinando, e um seu discípulo já fez dar à estampa um trabalho sob o nome “Quando a Nobreza Traja de Branco”, de que, efectivamente, a Nobreza trajava de branco. Logo à nascença, já as meninas tinham o seu destino traçado. Dele, apenas as livrava os bons casamentos.
Este, é apenas um exemplo. De muitos outros lados e famílias terão vindo as meninas que no Convento de Arouca albergaram o hábito branco e preto. Contudo, não deixa de ser mais um bom elemento para a história de Arouca e do seu Convento. Donde se salienta, para além doutra luz que se faz em relação aos sobrenomes Mello e Távora por estas nossas bandas, aquele facto de um só Senhor, o quinto, ter dado seis das suas filhas à magna casa religiosa de Arouca.
Bibliografia - “ A Casa da Trofa”
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006
ESTÓRIAS DA HISTÓRIA DE AROUCA - IV

Rio de Frades, Regoufe e Alvarenga, foram nos anos da grande e humana catástrofe mundial, locais de aproveitamento e riqueza pessoal. Aí se encontravam a jazidas de alimento para a guerra, mas, também, para centenas de pessoas que de Arouca e concelhos vizinhos para aí se deslocaram à procura do pão de cada dia, e, já agora, se fosse possível um pouco mais que isso…
Todas as pequenas profissões foram deitadas ao abandono e, de uma maneira geral, toda a gente subiu serra acima à procura do cobiçado minério.
Mais rentável e proveitoso que a exploração e venda às Companhias, viria a revelar-se o contrabando por um lado, e as sociedades particulares por outro. Contanto, eram mais os desonestos que os honestos, pelo que, muitos foram os “comidos” com «potreia» e «fritangada» em vez do almejado volfrâmio.
Apesar disso, havia muita gente séria. Mas, era uma atitude bastante ingrata e pouco rentável. E, depois, “roubar” a quem tantas vidas estava a tirar por essa Europa fora, revelava-se o menor dos males.
Na altura não havia GNR em Arouca e, por isso, apesar de haverem funções policiais delegadas nos administradores do concelho, o contrabando tornava-se mais fácil.
Por outro lado, as celas improvisadas numa das dependências do Convento não chegavam para as encomendas. E, em pouco tempo, de nada valia: já se sabia que era apenas para amedrontar.
Assim, dadas as circunstâncias, muita fortuna fácil se conseguiu e, muitas das grandes propriedades, que hoje vemos no vale, se empararam e engrandeceram à custa do volfrâmio que ingleses e alemães buscavam por estas bandas.
Nessa altura, o dinheiro em Arouca chegava para tudo. Não havia família que não beneficiasse dos bons ventos, nem pessoa que andasse de bolsos vazios. Pelo que, para alguns, acender um cigarro com uma nota de cem escudos ou, mesmo, fumar uma ou outra feita em quatro, assumiam-se como pequenas extravagâncias. Alugar um TAXI e ir ao Porto “num instante” tomar café, ou levar duas sacas de fatias de Pão-de-ló e ficar por lá até ao amanhecer, em doce farra com o “mulherio” tornou-se um irremediável hábito d’alguns que por tanto e de forma tão fácil ganhar, pouco se importavam de por forma fácil tudo gastar.
Na cidade do Porto, já não havia comerciante que não tirasse a pinta a um qualquer endinheirado do volfrâmio. Também esses se safavam. Já sabiam que aqueles só procuravam o mais caro e, depressa o mais barato passava a mais caro para lhes vender. Quantos analfabetos ostentavam canetas caras nos bolsos da camisa…
No entanto, com o fim da Guerra abrandou a “febre” e, em pouco tempo a fartura havia de dar em miséria para aqueles que nenhuma contenção tiveram. Contudo, como diz o ditado: em terra de cegos, quem tem olho é rei, safaram-se os senhores que criaram as pequenas Sociedades.
Baseado nas entrevistas, in “O Volfrâmio de Arouca (No contexto da Segunda Guerra Mundial 1939-1945)” de António Vilar. Arouca 1998. pág.213 ss.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006
Sabias que...
Seja bem vindo!
Presidente da Câmara online
Numa iniciativa, porventura, inédita, o presidente da Câmara Municipal de Arouca esteve ontem online, das 22:00h às 24:00h. Ou melhor: depois, ainda por lá permaneceu a procurar responder a todas as questões que os participantes lhe colocaram.terça-feira, 7 de fevereiro de 2006
ESTES DIAS

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006
Sobre o anonimato na imprensa/blogosfera
«Ha outros casos em que o escriptor, apezar de inteiramente livre para assignar ou para não assignar, não assigna. Isto então importa immediatamente a condemnação da competencia moral do quem assim procede. Se se entende que é tal a inutilidade da coisa escripta, que da publicação d'ella não virá consequencia nenhuma, então não se escreva. Na imprensa tudo quanto é inutil é nocivo. Supprimam, ao povo que lê durante dez minutos por dia, todas as banalidades e todas as inepcias que elle absorve n'esse tempo, e o povo começará a instruir-se nos seus dez minutos de leitura. Tudo o que a educação do povo não recebe do jornal rouba-o o jornal á educação do povo. Se o escripto lançado ao publico envolve uma responsabilidade, é preciso que a tome exactamente aquelle que lançou esse escripto; se elle encerra apenas uma idéa, o publico a quem ella se offerece tem direito de saber quem é aquelle que lh'a envia. Eu exijo o nome do que manipula as drogas que sou chamado a engulir, porque a verdade é esta: que, por melhor que me pareça uma limonada de citrato de magnezia ou uma fatia de galantine, suspeito de uma e da outra se me disserem que a galantine foi feita pelo sr. Jara, boticario, e a magnezia pelo sr, Colombe, salchicheiro.» domingo, 5 de fevereiro de 2006
Como vi esta publicidade...
Passei de carro e ficou-me a sensação de ter visto algo que já me era familiar... Terá sido a cerveja?No dia seguinte fui reparando nos postos habituais de publicidade e... eis que volto a confrontar-me com o cartaz. Parei!.... Estranhei!... Lá está! Exactamente! Senti-me familiarizado! O fundo do cartaz é-me, realmente, familiar.

Foi neste Mosteiro que se sediou a Ordem dos Hospitalários ou de Malta, como é mais conhecida, quando entrou em Portugal, ficando conhecido como a casa mãe dos Cavaleiros Hospitalários. Apesar de actualmente se encontrar quase despido de recheio, à excepção de algumas dezenas de "urnas em pedra" e da campa de Frei Estevão Vasques, vale a pena fazer-lhe uma visita. Se mais não fôr, pela arquitectura do edifício e toda a sua envolvência.
Ah! Para quem não conhece, esta "animação", para além de ter invertido o Mosteiro, está muito à frente de corresponder ao cenário real e à sua pacatez. Não existem aquelas edificações ao seu redor. Mas, enfim, a isso o obriga a "estratégia da reconquista". Qual Cavalo de Tróia cidade adentro...sábado, 4 de fevereiro de 2006
"Nos blogues perto de si"
Nossa Senhora da Silva
Pouca gente sabe da existência de Nossa Senhora da Silva. Em Arouca muito menos. Mas, ninguém é obrigado a saber. Tanto mais, quando, tal como Dela própria, a maioria nem sequer saberá onde se situa a "ermida" de que é orago.Como fica bom de ver, questões interessantes se colocam: – Andará, tal como as versões da fundação das Albergarias na Serra de Fuste e em Rossas, a tradição da devoção, por Nossa Senhora da Silva, de Dona Mafalda, filha de Dom Sancho I, confundida com a de sua avó paterna a Rainha Dona Mafalda, mulher de Dom Afonso Henriques? Ou será que Dona Mafalda, monja em Arouca, seguiu a devoção a Nossa Senhora da Silva, iniciada pela mulher de Dom Afonso Henriques, de seu nome Dona Mafalda?
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006
Das Ordens Religiosas e Militares
Contráriamente ao que possa parecer, a Ordem dos Hospitalários, de São João de Jerusalém ou, como entre nós é mais conhecida, Ordem de Malta, não se encontra totalmente trabalhada, sendo pouco o que se sabe sobre esta Soberana Ordem Religiosa e Militar.D. Sancho I continuou a luta contra os Mouros e foi cognominado de o “Povoador” por se ter ocupado do povoamento do território. Para garantir a defesa das terras conquistadas D. Sancho I mandou contruir castelos e fundou povoações junto das fronteiras. Doou terras às ordens religiosas e militares e mandou vir colonos estrangeiros a quem entregou terras com a obrigação de as cultivarem e defenderem. «O seu esforço para atrair populações às zonas recém conquistadas está patente na atribuição de cartas de foral a numerosos concelhos… Fez importantes doações a ordens militares (Hospitalários, Templários, Calatrava e Santiago de Espada), funcionando estas e seus castelos como defesa contra as incursões dos inimigos e simultaneamente como protecção às populações que se iam fixando ao seu redor…»
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006
Quem assim fala, e não são poucos, também tem que se lhe diga...
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006
Recuperar e divulgar o património megalítico
Recentemente a autarquia de Sever do Vouga adquiriu os terrenos da Anta da Cerqueira por dois mil euros, de forma a isolar a área. Um processo que pretende repetir em relação a outros espaços.Como é sabido, em Arouca, «os monumentos funerários estendem-se por diversas áreas do concelho. Uns foram espoliados por caçadores de tesouros, sem respeito pela História nem pelas regras científicas no trato dos achados arqueológicos, primeiro passo no desprezo para com a identidade e a cultura; outros foram destruídos pela ignorância»; outros porém, dos muitos que restam, mereceram estudo científico e estão hoje trabalhados, inventariados e publicados em livro e na chamada Carta Arqueológica.
No entanto, como se sabe, e quem conhece alguns destes monumentos, facilmente se apercebe, após serem trabalhados e deles ter sido retirado o espólio possível, foram deixados completamente ao abandono… Pelo que, estava aqui uma boa oportunidade a ser aproveitada, nomeadamente, por esta Câmara que já deu provas de estar sensível a estas questões, e nelas vê potencial para afirmar Arouca.
Na oportunidade, lembrar ainda que daquele património inestimável pouco se sabe e, tão pouco, onde e como pára. Pelo que, um espaço para que «tenha uma exposição condigna, a fim de permitir o estudo de uns e a sensibilização dos restantes», há muito que se justifica.
terça-feira, 31 de janeiro de 2006
"Não acredito na auto-regeneração dos partidos"
"Arouca quer usar quintas para atrair desempregados"
Para isso, «A Câmara de Arouca pretende recuperar as casas das quintas abandonadas das aldeias tradicionais do município, para que sirvam de morada a desempregados que queiram dedicar-se à agricultura biológica, ao cultivo de produtos sem recurso a químicos.»
“O objectivo é encontrar no espaço rural uma forma de criar a sua própria auto-sustentação”, explica o presidente da Câmara de Arouca, Artur Neves. Nesse sentido, acrescenta, “é cedido um espaço a quem está na cidade e não consegue arranjar ocupação, que não tenha formas de viver”. “Porque há-de estar o Estado a subsidiar esta gente?”, questiona.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2006
Moimento de Santo António vai ser trasladado
Segundo o jornal "Defesa de Arouca" da última semana, o Moimento, ou mais comumente dito Memorial de Santo António vai ser mudado do local onde se encontra actualmente e reimplantado naquele que terá sido o local da sua edificação original.««Antes de entrar na vila, junto de uma igreja que julgo ser de S. Pedro (foi sempre de Santo António), conserva-se um arco de granito extremamente curioso. Chamam-lhe MOIMENTO, e anda em tradição que teria sido erguido, bem como outros dois que se encontram na estrada de Rio Tinto e que não tive ocasião de observar, para comemorar o transito do cadáver da Rainha Dona Mafalda, daquela povoação, onde falecera, para o Mosteiro de Arouca, onde jaz sepultada. O cadáver fora milagrosamente transportado por uma mula sem guia.
A tradição é contestável, porque Ruy de Pina e Fr. Bernardo de Brito, afirmam que a Rainha falecera em Arouca. Um antigo e extenso epitáfio, que o segundo achara ainda inteiro, e Fr. António Brandão em grande parte, não refere tão importante facto, como seria o transito de Rio Tinto para Arouca. Enfim tudo leva a crêr que sobre a existência dos três menumentos se arquitectaria a lenda vasada nos moldes de outra muito conhecida que se refere aos cinco Mártires de Marrocos.
Seja como for, tem este monumento pela sua forma e dimensões a maior analogia com o de Odivelas, que todos supõem levantado para o transito de um cadáver real, querendo uns que fosse, conforme a tradição, o de el-rei D. Diniz, outros o de el-rei D. João I. Todavia o estilo difere muito, sendo ogival no monumento de Odivelas e românico no de Arouca.
Tem este a forma de um arco de volta redonda, no meio do qual foi horizontalmente atravessada uma pedra abaúlada como a campa de um tumulo. Esta pedra estriba-se de cada lado em duas pequenas colunas com capiteis. As faces do arco, os capiteis e colunelos são muito ornamentados, num estilo que se atribuiria melhor ao século XII que ao imediato. O exame dos outros dois monumentos, se por acaso existem de pé, daria provavelmente indicações mais importantes, até porque o de Arouca foi remexido e restaurado. Infelizmente não me foi possível seguir a estrada de Rio Tinto»».






