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sexta-feira, 23 de março de 2012

Últimas escavações na Praça Brandão de Vasconcelos revelam ossadas humanas

Um achado recente de partes de esqueletos humanos, anteriores à edificação da antiga igreja de São Bartolomeu de Arouca, foi revelado esta semana.
Decorreu no passado dia 22 de Março uma visita guiada às obras de regeneração da Praça Brandão de Vasconcelos, no centro histórico da vila de Arouca, em que o objectivo da autarquia foi dar a conhecer os achados arqueológicos, com destaque para as fundações da antiga igreja paroquial de São Bartolomeu e para dois vestígios recentes de ossadas, anteriores à construção do templo. Para a comitiva estavam convidados os membros da Assembleia Municipal, os comerciantes da zona envolvente às obras, e a associação que mais tem contestado a opção urbanística de alteração daquele espaço central. «Quisemos que se evitasse mais especulação a propósito das revelações que um jornal local [o RV] deu ao apresentar fotografias de ossadas, que não eram humanas», afirmou Artur Neves no local.
Os trabalhos de arqueologia decorrem já desde o passado mês de Novembro, num acompanhamento «exaustivo» em todas as frentes de obra, havia já referido o mesmo autarca na última Assembleia Municipal. «A equipa técnica tem trabalhado de forma altamente profissional, sob a coordenação dos arqueólogos Helena Marçal e João Rebuge», dá conta a Câmara em comunicado distribuído à comunicação social.

sábado, 17 de março de 2012

IGESPAR não autoriza que se trabalhe as pedras acrescentadas na reconstituição do Portal do Terreiro

Ainda decorriam os trabalhos de reimplantação do antigo Portal do Terreiro de Santa Mafalda, já os transeuntes se questionavam se as pedras novas acrescentadas na reconstituição seriam para ficar assim, sem ser trabalhadas, diferenciando-se no conjunto. É verdade! O IGESPAR defende a demarcação entre o antigo e o novo e, contráriamente à opinião que lhe terá sido veiculada pela própria Câmara Municipal, não autorizou que as mesmas fossem trabalhadas.
Com o devido respeito pela corrente que parece estar em voga, até porque não sou autorizado na matéria, julgo que essa diferenciação não se deveria aplicar a peças de conjunto, mas, apenas, a construções ou colocação de elementos anexos e/ou paralelos a outros já existentes. O que defendo até! Agora, no caso concreto, e no mais, a corrente em voga parece pretender referir que os canteiros do nosso tempo não trabalham as pedras como as trabalhavam os canteiros de tempos idos. O que é um tremendo disparate e um tamanho desapreço pela arte e habilidade do nosso tempo. O que ali fica patente não é uma distinção entre o que é novo e o que é antigo, mas, antes uma distinção entre o que é novo e não está trabalhado e o que é antigo e está trabalhado. Coisa bem diferente e que, no caso em apreço, não faz sentido. Mais! Fica a atenção que o conjunto merece, completamente desviada para o pormenor das pedras não trabalhadas que lhe foram acrescentadas. Chamará a atenção não pela sua beleza arquitectónica de conjunto, mas pela diferenciação que uma corrente em voga lhe resolveu implementar! É mesmo um abuso que se utilize uma peça antiga para evidenciar uma corrente em voga!
Poderei estar enganado, mas, julgo ter vislumbrado recentemente na Cerca do Mosteiro, algumas das pedras que se diziam estar em falta e, por isso, deram lugar àqueles novos acrescentos. O que se lamenta!

sábado, 3 de março de 2012

A reboque do convite da Câmara à Olhares Contemporâneos para realizar um livro de fotografias...

A Câmara Municipal convidou a associação "Olhares Contemporâneos - Associação de Fotografia", a realizar um livro com fotografias de Arouca. Não sei se o tempo que vivemos reserva orçamento para essas coisas, mas, se houver folga para isso, nada contra. Acho mesmo merecido o convite à jovem associação, cujo talento dos seus dirigentes e associados para a fotografia tem vindo a ser evidenciado, revelando frequentemente os melhores planos, aspectos, elementos e enquadramentos que a nossa terra oferece.

Mas, entretanto, e como já aqui havia chamado à atenção da Câmara, e até feito um pedido à associação, podia o Município desafiar os elementos da "Olhares Contemporâneos" a captar as melhores perspectivas do Património de Arouca, nomeadamente, para dar outra imagem à promoção que dele se procura fazer, esquecendo, no entanto, os pormenores e as devidas e necessárias actualizações, de que é exemplo o próprio sítio oficial do município.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Património Arqueológico de Escariz esquecido...

Logo que me apercebi que a edição do jornal "Discurso Directo" desta semana trazia uma entrevista à presidente da Junta de Freguesia de Escariz, confesso que tive esperança de ver aí colocada alguma questão sobre o estado do vasto património arqueológico daquela importante freguesia de Arouca. Mas, não! Não lhe foi colocada qualquer pergunta e Fernanda Oliveira também não reconduziu qualquer resposta para esse tema. É pena! Recordo que foi o tema mais desenvolvido numa das suas primeiras entrevistas enquanto presidente de Junta e, então, teve muito a referir e a prometer, mas, entretanto... Entretanto, não sei!

Para a Páscoa, como que a repisar as pegadas de Pinho Brandão, quando por ali andou com os seus alunos a escavar aqueles importantes conjuntos, alguns deles classificados como Património Nacional, dou lá um saltinho...

Entretanto, - mais um de muitos "entretantos" - espero que alguma associação, algum autarca e/ou vereador se lembre daquele património e se preocupe com o estado em que se encontra e com a sua valorização e divulgação, para que o "entretanto" que encontrei há cinco anos não perdure por muito mais tempo, a desvalor e prejuízo daqueles elementos em particular, mas, também do património e história daquela freguesia, do concelho e até nacional.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012





Reimplantação do antigo Portal do Terreiro de Santa Mafalda

Mosteiro de Arouca

sábado, 21 de janeiro de 2012

Portão do antigo Terreiro de Santa Mafalda

Já lá vão uns anos fiz publicar no então semanário “Defesa de Arouca” um artigo “Pela reimplantação do antigo Portão do Terreiro de Santa Mafalda”. Motivou-me a curiosidade que me suscitaram umas pedras trabalhadas que havia observado dentro da Cerca e umas outras mais trabalhadas ainda, que estando espalhadas pelos Claustros me pareciam fazer conjunto com aquelas. É, por isso, mas também por todo o significado histórico e valor artístico que esta peça encerra, que me sinto alegre e orgulhoso na minha terra, ao vê-la ser reimplantada hoje no exacto local de onde foi removida em 1924. Uma peça destas jamais poderia permanecer desconjuntada e desvalorizada! A então remoção, é bom dizê-lo, não foi pensada inicialmente e a peça era para manter, de resto, à semelhança de um outro portal mais modesto existente mais a sul, também agora recuperado e trasladado. A remoção ficou então a dever-se essencialmente ao peso e aparato da peça que, depois de removido o muro que a ladeava, para facilitar o acesso automóvel ao Terreiro, oferecia algum perigo. Estou convencido que se este se tivesse aguentado até duas décadas depois, jamais teria sido removido. Mas, enfim, outras lógicas, outros objectivos e outras prioridades assim o ditaram! Factos, no entanto, que devemos sempre saber olhar com os olhos de então!
Hoje, a reimplantação deste antigo Portão e a vedação do Largo de Santa Mafalda – que agora pode muito bem voltar a denominar-se Terreiro de Santa Mafalda – merece, pois, da minha parte, o maior elogio. Se há uma ou outra empreitada inseridas na denominada Regeneração Urbana do Centro Histórico de Arouca que não merecem o meu apoio, não é o caso desta.
Lamento tão só que tenha havido necessidade de remover o Memorial dos Centenários da Fundação e Restauração da Nacionalidade que estava implantado no centro do Largo. É certo que uma devolução do Largo às características e aparência do Terreiro a isso obriga, mas, não devemos esquecer e até é bom lembrar que os Memoriais executados e/ou placas descerradas em 1940, aquando da Grande Exposição do Império Português, significam muito mais do que as efemérides que evocam. Esses memoriais e essas placas ou alusões que vemos um pouco por tudo quanto é património edificado neste país, nomeadamente à entrada de Castelos, e, no caso de Arouca, podemos encontrar ainda, por exemplo, na fachada do antigo edifício-sede da Junta de Freguesia de Alvarenga, ou no cruzeiro da Barroca e na Torre Sineira da Capela da Senhora do Campo, em Rossas, significam também grandes empreitadas de recuperação e restauro do nosso património artístico e arquitectónico. Assim, e porque também o Mosteiro de Arouca beneficiou de grandes obras de recuperação e restauro naquele exacto contexto, não se deve arredar agora e descontextualizar uma peça que também tem essa leitura e significado. Oxalá se tenha abandonado a ideia descabida de reimplantar esse Memorial na Alameda D. Domingos de Pinho Brandão - que, apesar de tudo e para além do mais, é característicamente mais recente que a peça em causa - e se lhe destine uma localização mais condigna e relativamente próxima do Mosteiro. A zona verde a implantar entre o Muro da Cerca e o actual Campo de Jogos S. João Bosco, parece-me uma boa hipótese.



Post scriptum - Por mera ilusão derivada da resolução fotográfica ao observar-se esta foto fica-se com a ideia que o Portão terá estado algum dia em local diverso daquele em que hoje se está a reimplantar, concretamente mais para baixo e mais próximo do Pombal, que se consegue ver na imagem. Mas não. É uma ilusão criada pelas fotos daquela época, que de resto se manifesta de forma idêntica noutras fotos até mesmo de Arouca. Desde que foi implantado e até 1924, data em que foi removido, o Portão em causa teve sempre aquela mesma localização.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Antigas escolas e património ao abandono!

O meu amigo professor João Martins publicou hoje no Facebook esta imagem daquela que foi a sua sala da 4.ª Classe, presumo que na freguesia de Moldes. É pena que o município não tenha recolhido totalmente o património existente nas antigas escolas primárias do concelho. Muito deste património móvel, carteiras, cadeiras, manuais e objectos, poderia muito bem ser aproveitado para constituir pequenos núcleos museológicos nos novos Pólos Escolares inagurados e/ou em construção, para que as crianças pudessem observar as condições, os manuais e as técnicas associadas ao ensino das primeiras letras, de outrora.

De resto, uma ou duas das escolas mais típicas do concelho deveriam ser reservadas a um fim museológico! Haja esperança!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Obras na zona histórica revelam achados arqueológicos do antigo Convento

Descoberta de várias peças de cerâmica referentes ao período compreendido entre os séculos XVII e XIX estão também entre o espólio encontrado.
Está no terreno desde 16 de Outubro uma equipa formada por dois arqueólogos - dois técnicos de arqueologia e um trabalhador indiferenciado da empresa portuense "Arqueologia e Património" - a acompanhar as obras de requalificação da zona histórica de Arouca.
Até ao momento foram já encontrados vários vestígios arqueológicos em redor do largo de Santa Mafalda, como referiu ao RODA VIVA, Helena Marçal, responsável por aquele grupo de trabalho.
"Encontramos diversas condutas de água que deviam estar relacionadas com o antigo mosteiro, para além de um muro que fechava o espaço junto ao celeiro", afirmou.
Próximo do actual edifício da biblioteca, a equipa de investigadores descobriu os limites originais da antiga Hospedaria dos Frades, mais tarde chamado Cartório dos Frades. Na entrada do largo de Santa Mafalda foram encontradas mais condutas de água e "um muro ainda mais antigo, do qual ainda não temos a sua datação", sublinhou a arqueóloga. Descoberta de várias peças de cerâmica referentes ao período compreendido entre os séculos XVII e XIX estão também entre os achados. JCS in Roda Viva

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Foi com satisfação que tomei conhecimento destes achados pelo vereador Paulo Teixeira e é com maior satisfação que leio agora novos desenvolvimentos no Roda Viva. Tanto mais quando tinha aqui alertado para a possibilidade e para o interesse dos trabalhos arqueológicos não se reduzirem apenas aos achados nas escavações necessárias à empreitada, mas tivessem o ensejo maior de alargar a área de intervenção enquanto decorrem os trabalhos de regeneração urbana.

terça-feira, 14 de junho de 2011

"VOLFRO! Esboço de uma Teoria Geral do "Rush" Mineiro. O Caso de Arouca"

Esta quinta-feira, dia 16 de Junho, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, tem lugar a apresentação pública do mais recente trabalho sobre o Volfrâmio e nomeadamente sobre a sua exploração no concelho de Arouca.

"VOLFRO! Esboço de uma Teoria Geral do "Rush" Mineiro. O Caso de Arouca", uma edição da ADPA - Associação para a Defesa do Património Arouquense, é o resultado final decorrente de uma tese de mestrado, com a epígrafe "A Corrida à Riqueza no "Rush" Mineiro - O Caso de Arouca na Segunda Guerra Mundial", da autoria do Eng.º José Miguel Leal da Silva.

Esta publicação, com cerca de 540 páginas, conta com os patrocínios da Direcção Geral de Energia e Geologia, do EDM Empresas de Desenvolvimento Mineiro, da Faculdade de Ciência Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, do IELT Instituto de Estudos de Literatura Tradicional, da Caixa de Crédito Agrícola e do Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Mineiro e Geológico de Portugal.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

MONUMENTOS A AGUARDAR CLASSIFICAÇÃO

O Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico tem mais de 600 imóveis em todo o país à espera de avaliação
O edifício Testa e Amadores (Aveiro), a aldeia de Drave (Arouca), o monumento megalítico do Souto do Corval (Sever do Vouga) ou o mercado municipal de Santa Maria da Feira contam-se entre os 18 monumentos do distrito de Aveiro que continuam a aguardar classificação pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR).
Com cinco imóveis, Santa Maria da Feira, no Norte do distrito, é o concelho com mais património à espera de avaliação por parte daquele organismo público.
Um despacho recente publicado em Diário da República determina que o calendário para a conclusão dos procedimentos referentes à classificação de bens imóveis cessa a 31 de Dezembro de 2011. O prazo deveria ter terminado no final de 2010, mas, segundo Gonçalo Couceiro, director do IGESPAR, foi prolongado por um ano devido à “extensão e complexidade” do processo, apesar das “diligências” empreendidas pelo instituto e pelas direcções regionais de cultura.
Os procedimentos de classificação em curso caducam se não for tomada uma decisão final dentro do novo prazo.

No total, existem mais de 600 imóveis em vias de classificação em todo o país. Aveiro, com 18, é dos distritos com menos património a aguardar parecer do IGESPAR. Abaixo ficam apenas Santarém, Leiria (com dez cada) e Bragança (com 17). No topo da lista figuram Lisboa e Porto, com 79 bens, seguido de Évora (65) e Braga (60).
No concelho de Aveiro, capital de distrito, existem quatro imóveis na lista: Igreja Matriz de Esgueira, edifício dos CTT (Glória), edifício Testa e Amadores (Glória) e edifício na esquina da Avenida Dr. Lourenço Peixinho com a Rua Eng. Oudinot (Vera Cruz).
Igreja Matriz de Belazaima do Chão (Águeda), Igreja de S. Simão (Oiã, Oliveira do Bairro), monumento megalítico do Souto do Corval (Couto de Esteves, Sever do Vouga), aldeia de Drave (Covelo de Paivô, Arouca), Castro do Monte Valinhas (Santa Eulália, Arouca), Casa e Quinta da Boavista, incluindo a fonte do jardim, já classificada como imóvel de interesse público (Sobrado, Castelo de Paiva), Quinta da Costeira (Carregosa, Oliveira de Azeméis), Quinta de Macieira de Sarnes (Macieira de Sarnes, Oliveira de Azeméis), Igreja da Misericórdia de Santa Maria da Feira, mercado municipal de Santa Maria da Feira, conjunto constituído pela Igreja e Convento dos Lóios, incluindo a escadaria monumental (Santa Maria da Feira), Quinta do Seixal (Milheirós de Poiares, Santa Maria da Feira), Quinta da Murtosa (Mosteirô, Santa Maria da Feira) e Outeiro dos Riscos (Cepelos, Vale de Cambra) são os restantes bens a aguardar classificação.
in Diário de Aveiro

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Parabéns à Santa Casa da Misericórdia de Arouca!

Desta feita, não pelos 400 anos que se encontra a comemorar, mas, pela sensibilidade que vem demonstrando relativamente ao seu património.
Depois do excelente trabalho de recuperação, restauro e valorização realizado na Capela da Misericórdia, sita na Praça Brandão de Vasconcelos, a Misericórdia tem vindo a dedicar atenção, assumindo, preservando, salvaguardando e valorizando o património que tem um pouco por toda a vila de Arouca e que muito valor e interesse lhe confere.
Estas simples placas colocadas nos cruzeiros e outros elementos patrimoniais, para além de ajudarem a "ler" e esclarecer a história da vila e da Santa Casa, dizem da propriedade do elemento e/ou imóvel e estabelecem um compromisso de atenção, zelo, preservação e salvaguarda.
Tanto património existe ainda em Arouca necessitado de um compromisso semelhante!

Parabéns à Fábrica da Igreja de Urrô!

Parabéns à Fábrica da Igreja de S. Miguel de Urrô, pelos arranjos exteriores realizados no Adro da Igreja Matriz e zona envolvente do Cemitério. Está ali um bom exemplo do que deve e como deve ser feito, para tornar um espaço agradável, ajudando à preservação e valorização do património, que neste caso se encontra classificado como Imóvel de Interesse Público, desde 1951.

domingo, 18 de abril de 2010

Dia do Património Rural e Paisagens Culturais

Hoje é o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Dia que Portugal escolheu para comemorar o Património Rural e Paisagens Culturais. Um dia muito caro para Arouca, portanto! Um dia em que se pergunta pelo estado desse património e pelos investimentos que nele têm sido feitos?
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Entretanto, a imagem que o próprio Município passa do Património de Arouca não é má, é péssima! Como é que é possível que o Património de Arouca seja apresentado com imagens destas?!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Capela da Paróquia de Alvarenga assaltada.

Desconhecidos furtaram seis estátuas da capela da Nossa Senhora do Monte, no passado fim-de-semana, em Alvarenga. Duas das estátuas são consideradas obras de arte sacra de grande valor. Depois de arrombarem duas pequenas clarabóias no tecto, os assaltantes introduziram-se no interior da capela e abriram a porta principal. Levaram a imagem da Santa padroeira (Senhora do Monte) em madeira e com cerca de 1,20 metros; uma imagem em Madeira da Santa Barbara, com cerca de um metro; duas outras mais pequenas, uma de um Santo não identificado e a outra de Nossa Senhora de Fátima e, ainda, mais duas réplicas em barro da padroeira, com cerca de 80 centímetros. "Devem ter sido roubadas no domingo à tarde ou durante a madrugada" afirmou o padre Miguel Almeida, responsável pela paróquia. Explica que se trata de um "sitio muito isolado e remoto" o que terá facilitado a tarefa dos ladrões. O pároco lembra que as estátuas da Senhora do Monte, com cerca de 150 anos, e de Santa Barbara têm "um valor incalculável". A padroeira tinha sido restaurada há cerca de seis anos. "As outras não tinham grande valor como obras de arte sacra" adiantou.
Miguel Almeida recorda que a casa de apoio à capela tinha sido assalta há um ano e que na ocasião levantou a hipótese de retirar estas duas estátuas da capela. Mas está pretensão não terá recebido a concordância dos paroquianos. (DR) in Roda Viva
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Oxalá exista inventário dessas peças na paróquia de Alvarenga ou tenha já esta capela sido visitada pelos inventariantes da Diocese do Porto.
Infelizmente, esta ocorrência, que se soma a muitas outras do género, vem dar razão àqueles que defendem a substituição de imagens e peças mais valiosas por réplicas, recolhendo aquelas em espaços mais seguros. É pena, porque as peças, independentemente do seu valor, querem-se no sítio para onde foram concebidas e/ou adquiridas. Oxalá sejam recuperadas!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Diocese faz inventário do património cultural

Arouca, Vale de Cambra, Espinho, Ovar, Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira e Castelo de Paiva são os municípios do distrito contemplados
A Diocese do Porto, que abarca oito concelhos do Norte do distrito de Aveiro, tem em curso um processo de inventariação dos seus bens culturais. O trabalho, iniciado em 2006, envolve as mais de mil igrejas existentes em 26 concelhos, assim como todos os edifícios pertencentes às suas 477 paróquias, nomeadamente centros e residências paroquiais. Arouca, Vale de Cambra, Espinho, Ovar, Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira e Castelo de Paiva são os municípios do distrito de Aveiro contemplados.
Este inventário abrange somente uma parte dos bens móveis da Diocese, nomeadamente as peças de ourivesaria, paramentaria, escultura e pintura. “Ficam de fora muitos outros bens, nomeadamente a talha, que é considerada como sendo parte dos edifícios, o mobiliário, em que temos peças notáveis, e a cerâmica, incluindo azulejos e peças em faiança e porcelana, que ficará para outra fase”, afirmou o padre Manuel Amorim, responsável pela Secretaria do Património Cultural da Diocese do Porto. O projecto – que consiste na criação de uma ficha exaustiva e de registos fotográficos de cada objecto – envolveu até agora um investimento entre 500 a 600 mil euros, revelou. “Temos já apresentadas candidaturas aos fundos comunitários disponíveis, estamos a aguardar a decisão”, disse o sacerdote, que está à frente da vasta equipa que se encontra a realizar a inventariação. Mais de duas dezenas de técnicos superiores e meio milhar de voluntários, organizados em equipas em cada paróquia e especialmente formados para o efeito, colaboraram até agora neste processo.
Neste momento, quando se está a concluir a terceira fase do projecto, estão já inventariadas 51.157 peças em 574 imóveis. Segundo Manuel Amorim, a conclusão do trabalho de relação das peças carece de um investimento “pelo menos” igual ao já efectuado até agora. O padre estima, por outro lado, que serão precisos “mais quatro anos” para dar o serviço por concluído. O responsável pelo projecto conta com fundos comunitários mas também com o mecenato. “Temos estado a sensibilizar os párocos para os conseguirem localmente”, disse. “Começámos a partir do interior, porque está mais desertificado e, portanto, em maior risco de abandono, progredindo progressivamente no sentido da costa, acrescentou. Trata-se de um projecto pioneiro a nível nacional, embora existam outras dioceses do Norte a trabalhar nesta área, embora em estágios incipientes, comentou. in Diário de Aveiro

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Pela minha terra (I)

Novas Placas de Informação em Várzea - No passado Domingo fiz-me guiar pelas novas placas de informação/indicação da freguesia de Várzea. Nota-se um bom trabalho prévio à execução e colocação das novas placas de informação desta freguesia de Arouca. O resultado final revela-se adequado e muito eficaz. Já ninguém se perde na pequena, mas simpática, freguesia de Várzea.
Das novas placas sobressai a informação e indicação do sítio arqueológico da Malafaia. No entanto, sendo muita a informação até às imediações daquele antigo casal agrícola, que remonta ao período romano; para já, nenhuma informação assinala o local e este passa mesmo despercebido.
A relevância histórica deste local, para o qual a Junta de Freguesia chama agora a atenção, ficava significativamente enriquecida com iluminação, um ou dois painéis com informação sobre as ruínas ali existentes e sobre os objectos ali encontrados. O espaço requer ainda uma estrutura que impeça a circulação pelo seu interior e assegure o asseio e preservação das ruínas trazidas à luz do dia por sucessivas escavações arqueológicas.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

"Torre dos Mouros"

«Se nos fosse dado sugerir uma valor patrimonial edificado para servir de ex-libris à freguesia e cidade de Lordelo, a nossa escolha recairia, sem hesitações, sobre a designada "Torre dos Mouros", a arruinada estrutura baixo-medieval, erguida em posição desafogada sobre ténue colina dominando o pequeno Rio Ferreira (em um algo tortuoso trecho do seu curso), surge aos olhos do visitante como feérico testemunho de um tempo há muito ausente de senhoriais domínios fundiários, cavaleiros e servos.» AUF
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Esta construção terá tido uma função, sobretudo, habitacional integrada nas Torres senhoriais do Entre-Douro e Minho nos finais da Idade-Média.
Situa-se em Lordelo, concelho de Paredes, e foi considerada Imóvel Interesse Público, pelo Decreto n.º 45/93, Diário da República 280 de 30 de Novembro de 1993.
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sábado, 18 de julho de 2009

A propósito da Universidade de Verão em Arouca

«Embora estes Cursos da Universidade de Verão em Arouca se destinem a um determinado público e não se possam resumir a meras conferências, abertas a qualquer género de pessoas, a verdade é que se notou a ausência de pessoas ligadas, não só à defesa do património arouquense, à organização de recriações históricas, ou à conservação do Museu de Arte Sacra, como também de responsáveis da autarquia pela promoção turística e cultural do Concelho.
É pena que os responsáveis por tais sectores não tenham aproveitado deste louvável esforço da Universidade do Porto em descentralizar os pólos de ensino e de cultura, indo ao encontro das realidades locais, no sentido de as promover e desenvolver.
Mas só investe o seu tempo e dinheiro nestas actividades quem não se considera detentor de todo o saber e quer sempre aprender mais e melhor.»
José Cerca, in Do Meu Mirante

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Pedido ao embrionário Movimento Fotográfico de Arouca

Organizem um concurso de fotografia sobre o património edificado de Arouca e façam chegar à Câmara Municipal fotos que, no mínimo, dêem uma ideia dos imóveis a que aqui se faz referência no seu estado integral e actual.
Normalmente, as fotografias favorecem as paisagens e imóveis fotografados. Aqui, acontece o contrário.