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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Recuo na variante com a Feira é "catraíce"!

Em conferência de imprensa realizada esta manhã, e segundo noticiou a Lusa, "O presidente da Câmara de Arouca (PS) afirmou (...) que foi uma "catraíce" do Governo suspender a actividade da comissão destinada a concretizar a variante entre este concelho e Feira, após sucessivas promessas por José Sócrates e outros líderes políticos.
Referindo-se ao despacho publicado a semana passada em Diário da República, suspendendo a comissão responsável pelo andamento da Concessão Vouga durante a reavaliação do modelo de financiamento da Estradas de Portugal S.A, José Artur Neves afirmou: "Isto é uma catraíce de fim de espécie promovida pelos políticos de Lisboa, não só pelo Governo, mas também pelos líderes da Oposição, porque todos eles prometeram a variante aos arouquenses".
Recordando que o primeiro-ministro prometeu a concretização da variante em setembro de 2007, durante a sua visita à vila de Arouca, o autarca observa que se verificou a mesma postura de compromisso com a obra este ano, por parte de Pedro Passos Coelho, líder do PSD, e de Paulo Portas, que dirige o CDS-PP e preside ainda à bancada popular na assembleia municipal local."
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Já a edição online do Roda Viva Jornal, adianta a primeira demarche de Artur Neves: "Vou para Lisboa a partir de quinta-feira [23/12], já mandei suspender a minha agenda, e só de lá sairei quando estiverem esgotadas as possibilidades de inverter a situação. No mínimo, vou exigir que os governantes venham a Arouca pedir desculpa à população pela promessa não cumprida. Na próxima Assembleia Municipal estarei cá a contar o que se conseguiu"
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O presidente da Câmara Municipal de Arouca conta com a minha solidariedade por estes últimos desenvolvimentos e todos os ataques injustos de que tem vindo a ser alvo em consequência dos mesmos, assim como pode contar com o meu apoio pessoal em tudo o que for a favor da 2.ª Fase da Ligação Arouca/Feira.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Ligação Arouca/Feira para o fundo da gaveta!

Segundo a edição online do Jornal Roda Viva, o presidente da Câmara Municipal de Arouca, talvez aquele que mais desejava o arranque da 2.ª Fase da ligação Arouca/Feira, porque a elegeu como mãe de todas as obras e cartaz de campanha, admitiu esta semana o fracasso das diligências e, também assim, o não arranque das obras a curto/médio prazo.
Apesar de todas as promessas - a ter para o futuro como meras promessas de circunstância - de secretários de estado, ministros e até do primeiro-ministro José Sócrates, que se deslocou a Arouca prometer a conclusão da obra que faria justiça aos arouquenses, sabe-se agora que, a desculpa da crise económica e financeira do país, deixou de haver vontade política em arrancar com a 2.ª Fase da Ligação Arouca/Feira.
Ao mesmo passo que os políticos se descredibilizam pelo que dizem, são e fazem, as expectativas - legitimas e fundadas expectativas dos arouquenses, incluindo do próprio presidente da Câmara - saiem frustradas, colocando os arouquenses na situação de credores no deve e haver politico.
E no que toca à política, quem joga as suas peças, são aqueles que nos representam, dizem representar ou pretendem representar! É destes que, sem notório interesse partidário - porque em causa está aquele que deveria ser o seu primeiro partido -, se esperam agora atitudes e acções concretas, por um lado, no sentido de assacar, com responsabilidade e sem demagogia, as responsabilidades políticas por este incumprimento às promessas; por outro, no sentido de conseguir e estabelecer compromissos sérios quanto à recuperação deste processo do fundo da gaveta para onde foi atirado!
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Ao contrário de uma aparente maioria, continuo sem conseguir culpar o actual presidente da Câmara Municipal de Arouca, Eng.º Artur Neves, por este desfecho! É certo que, antes de qualquer arouquense e em nome de todos, era e é ao presidente da Câmara que compete fazer tudo por esta obra, tanto mais quando com isso se comprometeu, mas, acho que ninguém poderá dizer que não o fez. Acho que ninguém poderá dizer que não procurou compromissos sérios de políticos e governantes e que procurou fazer a rentabilização possível dos mesmos. No entanto, se é certo que é o primeiro a ter que assumir a luta, também é certo que, a menos que alguém tenha contribuido mais para isso, terá de ser o primeiro a assumir a derrota!
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Aparentemente esquecido, Paulo Portas, líder do CDS, foi eleito deputado à assembleia municipal de Arouca nas últimas eleições autárquicas, e logo se comprometeu a ser um dos rostos e parceiro do presidente da Câmara na luta pela concretização da Ligação Arouca/Feira. Não foi o que fez! Se é certo que o CDS não esqueceu o processo em todas as oportunidades que foram surgindo, não deixa de ser menos certo que o seu principal rosto político, não deu a cara por esta obra. Esperava-se muito mais deste político, nomeadamente no que diz respeito a obras de decisão governamental.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

NATAL 2010 EM AROUCA

De 7 de Dezembro a 8 de Janeiro, o espírito natalício paira no ar, e as comemorações são variadas. A iluminação e a música de Natal são uma constante. Os mais novos procuram os seus presentes, escutam contos de Natal e escrevem as suas cartas ao Menino Jesus. Revivemos o nascimento do Menino, voltamos a fazer os presépios e cantamos o Natal, nos vários concertos. Em Janeiro, damos as boas-vindas ao Ano Novo, cantamos os Reis e fazemos votos para que o Natal seja quando o homem quiser. Conheça aqui o programa de Natal e Ano Novo da Câmara Municipal de Arouca.
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Merece especial destaque, porque inédito e original, o Auto de Natal que será representado pelo Grupo de Teatro do Grupo Cultural e Recreativo de Rossas.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Terei estado desatento ou a Serra pariu um rato?

Há cerca de dois anos, o então e actual presidente da Câmara Municipal de Arouca fez divulgar aos sete ventos a noticia de um "quase-acordo" com o município de Vale de Cambra no que diz respeito aos limites concelhios. Artur Neves fez então questão de realçar ter convencido o seu par valecambrense, José Bastos, de que as zonas das Pedras Parideiras, da Frecha da Mizarela e da Ribeira são, inequivocamente, território arouquense.
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Há precisamente 753 anos, D. Afonso III e a Condessa de Bolonha doaram as suas terras em Arouca à Abadessa Dona Maior Martins e seu Convento. A doação, para todo o sempre, compreendia toda a parte da Serra da Freita, incluindo as zonas das Pedras Parideiras, da Frecha da Mizarela e da Ribeira.

Pouco antes, em 01.VIII.1257, já aquele mesmo rei, sobrinho de Dona Mafalda, havia reconhecido ao Convento de Arouca todos os seus direitos na terra de Arouca e ordenado ao Abade de Pedroso e a seu Meirinho Gonçalo Mendes, entre outros, que delimitassem o seu termo dos das terras de Santa Maria, Fermedo, Cambra, Lafões, Paiva e Alvarenga. Ficavam assim estabelecidos novos limites entre as terras de Arouca e as terras de Vale de Cambra.

Em meados do Século passado, os Cambrenses, que sempre cobiçaram para seu território a maravilhosa queda de água e o raro fenómeno das Pedras Parideiras, despoletaram um pequeno diferendo, que apenas havia de sossegar com as "alegações" do autorizado Dr. Simões Júnior, sustentadas precisamente naqueles documentos em que se lavraram os respectivos actos e que ainda hoje podem ser lidos na Torre do Tombo.

Porém, mais dia menos dia, as insuficiências dos documentos dos primeiros séculos da Nacionalidade e a resolução meramente teórica do diferendo de meados do Século passado, prometiam voltar à questão.
Foi por isso com alguma expectativa que tomei conhecimento daquelas notícias há cerca de dois anos, e não foi menor a expectativa com que fiquei a aguardar o Acordo com o município de Vale de Cambra no que diz respeito aos limites concelhios. Terei estado desatento ou a Serra pariu um rato?

sábado, 2 de outubro de 2010

OS ANOS DA 1.ª REPÚBLICA EM AROUCA

1910.X.24 – José Gomes de Figueiredo Sobrinho, de Arouca, toma posse como Presidente da Comissão Administrativa Municipal, de acordo com as novas orientações saídas da revolução de 5 de Outubro.

1910.XI.01 – Dá à estampa o primeiro número do quinzenário “MOCIDADE”, dirigido por Manuel de Castro, tendo como redactor Alberto Vicente de Almeida. Era composto e impresso na tipografia do jornal “Gazeta de Arouca”.

1912.I.28 – Inicia-se a curta publicação do Jornal Político-Noticioso “O AROUQUENSE”, de que foi director Pe. António Brandão, e editor José Luís de Sousa.

1915.IV.18 – Dá-se o falecimento do Dr. Alberto Carlos Teixeira de Brito, de Arouca, fundador e Juiz da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda.

1916.IV.23 – Dá à estampa o último número (n.º37) do Semanário Literário, Cientifico, Artístico e C.ª “O GAROTO”. Foi seu Director Joaquim Tavares de Almeida, Adminitrador e Editor Joaquim da Silva Amaral, Redactores A. Alves de Almeida e A. Tavares de Almeida. Tinha a sua redação e administração no Reguengo de Chave, Arouca, e era composto e impresso na Tipografia de A. Valente de Almeida & Irmãos. Este semanário que iniciou a sua publicação em 1915, publicou vários desenhos à pena do artista Maurício de Almeida.

1916.IX.30 – É constituída a Sociedade Mineira de Cabreiros.

1917.II.16 – Covêlo de Paivó, antiga freguesia do concelho de S. Pedro do Sul, passa a integrar o concelho de Arouca.

1917.VIII.11 – Os habitantes de Covêlo de Paivó protestam ao Ministro do Interior a sua integração no concelho de Arouca.

1917.XI.10 – É inaugurada e benzida a nova capela em honra de Nossa Senhora do Rosário, no lugar de Zendo, freguesia de Rossas.

1917.XI.25 – É esboçado o projecto para instalação de um Museu de Arte Sacra numa das dependências do Mosteiro.

1919.I.26 – Dá-se o falecimento do Dr. Inácio Teixeira Brandão de Vasconcelos, da casa de Alhavaite, fundador benemérito da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda, que se notabilizou, entre outras coisas, pela argumentação, junto da Comissão de Fazenda da Câmara dos Deputados, que levou à extinção, em 1898, dos foros que se pagavam ao Convento de Arouca.

1920.I.09 – Nasce na Casa do Outeiro, freguesia de Rossas, o futuro Bispo Auxiliar das Dioceses de Leiria e do Porto, Domingos de Pinho Brandão.

1921.II.06 – É constituída a “Cooperativa de Cabeçais” de consumo, crédito, produção, instrução e federativa. Foi primeiro outorgante da escritura Manuel Pereira da Conceição e Silva, morador no lugar de Mosteirô e pároco de Fermedo.

1921.IV.15 – É publicado o primeiro número do quinzenário “A AURORA”, defensor dos interesses de Cabeçais. Foi seu director o Sr. Prof. Álvaro Fernandes, administradores e editores António de Castro e Sousa, Agostinho Francisco da Silva e Mário de Castro e Sousa.

1923.IV.02 – Estreia no Salão Central (Lisboa), o filme “Mulheres da Beira” de Rino Lupo. Um filme baseado no conto “Frecha de Mizarela” da autoria de um dos expoentes serôdios do naturalismo literário português: Abel Botelho (1856-1917). Para além do mais, este filme, inaugura no cinema português o melodrama rural e verista, ambientado, quase todo, em décors naturais.

1923.V.05 – É constituída a Companhia Mineira do Norte de Portugal que, por extinção da “Société Franco-Portuguaise das Minas de Arouca et Amarante”, passará a ser detentora das concessões que pertenciam a esta última na região de Arouca.

1924.V.22 – É retirado o portão de acesso ao Terreiro de Santa Mafalda.

1926.I.02 – Dá à estampa o primeiro número do semanário “DEFESA DE AROUCA”, dirigido e editado por Alberto de Almeida, e administrado por Henrique de Almeida.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Raça Arouquesa e Património Arouquense





Mas afinal onde é o Portal e onde fica a Drave?

No passado fim-de-semana, no regresso de uma visita à Aldeia da Pena, já no concelho vizinho de São Pedro do Sul, bem lá no fundo da Serra de S. Macário, tive a oportunidade de confirmar o que já havia constatado na ida, sobre a dificuldade que sentiria um turista que tivesse o anunciado Portal do Inferno e a prometida Aldeia da Drave por objectivo. Dos Paços do Concelho até ao segundo acesso para Regoufe (imagem), via Arouca - São Pedro do Sul, nada a reclamar relativamente às indicações para o Portal do Inferno e para a Aldeia da Drave. Tanto a curiosidade sobre o primeiro local como a preciosidade que é o segundo, o justificam!
Porém, continuando viagem após este segundo cruzamento para Regoufe, que também vale a pena (ainda vale a pena!), nunca mais aparece qualquer informação que assinale o Portal e/ou indicação que direccione para a Aldeia (via Portal do Inferno, claro está!). É pena! Tanto mais, quando alguns turistas estanciavam na Pena (São Pedro do Sul), julgando encontrarem-se na Drave (Arouca) e outros procuravam o Portal do Inferno (Arouca) no São Macário (São Pedro do Sul). O facto de não existir qualquer Portal no acidentado relevo e na Aldeia não se sentir vida, não ajudam nada! É preciso fazer mais qualquer coisa!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Parabéns à Santa Casa da Misericórdia de Arouca!

Desta feita, não pelos 400 anos que se encontra a comemorar, mas, pela sensibilidade que vem demonstrando relativamente ao seu património.
Depois do excelente trabalho de recuperação, restauro e valorização realizado na Capela da Misericórdia, sita na Praça Brandão de Vasconcelos, a Misericórdia tem vindo a dedicar atenção, assumindo, preservando, salvaguardando e valorizando o património que tem um pouco por toda a vila de Arouca e que muito valor e interesse lhe confere.
Estas simples placas colocadas nos cruzeiros e outros elementos patrimoniais, para além de ajudarem a "ler" e esclarecer a história da vila e da Santa Casa, dizem da propriedade do elemento e/ou imóvel e estabelecem um compromisso de atenção, zelo, preservação e salvaguarda.
Tanto património existe ainda em Arouca necessitado de um compromisso semelhante!

Parabéns à Fábrica da Igreja de Urrô!

Parabéns à Fábrica da Igreja de S. Miguel de Urrô, pelos arranjos exteriores realizados no Adro da Igreja Matriz e zona envolvente do Cemitério. Está ali um bom exemplo do que deve e como deve ser feito, para tornar um espaço agradável, ajudando à preservação e valorização do património, que neste caso se encontra classificado como Imóvel de Interesse Público, desde 1951.

sábado, 3 de julho de 2010

Descobertos fósseis vegetais em Arouca

Foram encontradas cerca de 15 táxons de fósseis vegetais, com 310 milhões de anos, pertencentes ao período Carbónico (Era Paleozóica)
A dedicação e empenho de um grupo de jovens de todo o país na campanha paleontológica 2010, orientados pelo Coordenador Científico do Geopark Arouca, Artur Sá, resultaram na descoberta de fósseis vegetais nunca antes encontrados no território Geopark Arouca. Esta actividade inserida no programa Ocupação Científica de Jovens nas Férias promovida pelo Ciência Viva decorreu de 27 de Junho a 2 de Julho.
Para assinalar esta importante descoberta, Artur Sá deu a conhecer alguns dos exemplares de fósseis vegetais encontrados no vale do rio Paiva. Este paleontólogo referiu que foram encontradas cerca de 15 táxons (diferentes grupos) de fósseis vegetais, com 310 milhões de anos, pertencentes ao período Carbónico (Era Paleozóica), altura em que existiram frondosas florestas no planeta Terra, que deram origem aos carvões de S. Pedro da Cova e do Pejão, explorados em concelhos vizinhos.
O resultado desta campanha paleontológica será dada a conhecer à comunidade científica em Outubro deste ano, durante a IX Conferência Europeia de Geoparks da UNESCO, a decorrer na Grécia.
Esta actividade paleontológica terá continuidade proporcionando, assim, o aumento do conhecimento científico do Geopark Arouca.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

FAMA FOI FUNDADA HÁ DEZ ANOS

Faz este mês 10 anos era eleita a primeira Direcção da Federação das Associações do Município de Arouca. Iniciava-se assim a actividade deste organismo fundado no dia 10 de Abril daquele mesmo ano por alguns dos mais influentes dirigentes associativos, em nome de algumas das mais renomadas associações do município de Arouca.
A maioria dos dirigentes associativos, assim como os dirigentes políticos do município, há muito sentiam a necessidade de um organismo que tivesse em vista a representação das associações, substituindo-as na reivindicação de melhores e maiores apoios técnicos, infra-estruturais e financeiros para o desenvolvimento das suas actividades, assim como na promoção de actividades de reconhecimento e divulgação das mesmas, não se discutindo já o insubstituível papel do associativismo como instrumento de participação cívica de formação e de desenvolvimento local. Por outro lado, há muito se tornava urgente acabar com uma certa discricionariedade e falta de critérios justos e transparentes na atribuição de subsídios por parte do município e há muito que este clamava por uma entidade que intermediasse o relacionamento com as cerca de sete dezenas de associações então existentes em Terras de Santa Mafalda.
Antes de mais, era necessário divulgar a recém-criada Federação e afirmar a sua imagem. Trabalho que foi feito junto das associações do município, das instituições e organismos locais, assim como regionais e nacionais. Ao mesmo passo, foi divulgada e promovida a estruturação dos organismos federativos e políticos a nível nacional, assim como dos programas de apoio específico às associações.
Era necessário começar por chamar as associações e organismos oficiais a pronunciarem-se sobre o estado do Movimento Associativo no Município de Arouca. Com este objectivo, a FAMA começou por realizar o ENCONTRO DE ASSOCIAÇÕES DO MUNICÍPIO DE AROUCA.
Quanto à promoção, divulgação e reconhecimento das actividades e associações do município, nos primeiros quatro anos de existência da Federação, foram utilizados vários meios e desenvolvidas algumas actividades, destacando-se uma PÁGINA NA INTERNET e o JORNAL DAS ASSOCIAÇÕES – de que se compuseram seis números, que por serem editados sem verbas especificas, a expensas dos dirigentes da Federação e patrocínios de entidades privadas, se destinaram às associações, organismos e entidades oficiais locais, regionais e nacionais. Numa estruturação idêntica em todos os números, à excepção do último que foi ajustado no seu design ao novo logótipo, a Federação procurou dar conta da sua agenda, de reivindicações para a resolução de situações concretas, divulgação e reconhecimento das actividades das associações. A folha central de cada um dos números destinou-se ainda a entrevistas de cinco carismáticos dirigentes associativos.
Dentre as várias actividades incluídas nos primeiros planos de acção, nem todas se chegaram a realizar, por falta de condições financeiras e/ou materiais, ou como no caso do Corso de Carnaval e Campeonato Municipal de Futebol, para não se substituir e/ou desviar atenções dos inúmeros bailes e torneiros então levados a cabo e bem por muitas das associações. Sobrava espaço para um CAMPEONATO MUNICIPAL DE JOGOS TRADICIONAIS – levado a efeito no contexto das comemorações do 25 de Abril, em parceria com o Município. A final dos Jogos de Matraquilhos, Snooker, Damas, Malha e Sueca, realizava-se assim na vila de Arouca, depois de desenvolvidos os respectivos campeonatos, em espaços próprios das associações que reuniam condições para a realização dos mesmos. No último ano dos primeiros dois mandatos, a final do campeonato municipal, ditou ainda o apuramento para o Nacional de Jogos Tradicionais, realizado pela Federação das Colectividades Portuguesas.
A visita aos espaços próprios das Associações e a presença em inúmeras actividades, nomeadamente em Torneios de Futebol e Festivais de Folclore, motivou a elaboração de um CATALOGO DE FOLCLORE AROUQUENSE – para divulgação do historial dos vários grupos folclóricos arouquenses, assim como a divulgação dos respectivos contactos. Foram feitos 500 exemplares, expedidos em quantidade aos respectivos grupos folclóricos, a entidades e organismos locais, regionais e nacionais.
Mas, no que toca aos méritos das associações de Arouca e ao reconhecimento das actividades por elas desenvolvidas, era necessário ir mais longe. Era necessário divulgar, reconhecer, agraciar e agradecer o empenho e dedicação dos dirigentes, o mérito, impacto e relevância das actividades desenvolvidas. Com estes propósitos em vista, é realizada a GALA DOS PRÉMIOS DAS FAMA – realizada no Cinema Globo d’Ouro, aonde se divulgaram os resultados da votação feita através de um jornal local e se premiaram os respectivos vencedores de cada uma das categorias.
Com o aproximar do fim dos primeiros quatro anos de actividade, e do segundo mandato, justificava-se trazer ao papel o estado do Associativismo no Município de Arouca, volvidos estes primeiros anos de existência da Federação. Realiza-se assim o INQUÉRITO AO MOVIMENTO ASSOCIATIVO NO MUNICIPIO DE AROUCA – endereçado a todas as associações, posteriormente devolvido por aquelas e trabalhado em gráficos, cuja apresentação se realizou publicamente e se fez incluir no último número dos Jornal das Associações.
Durante os primeiros dois mandatos, e à excepção de patrocínios e donativos pontuais de entidades privadas e apoios parcos e muito específicos para uma ou outra actividade por parte da Câmara Municipal, a Federação viveu essencialmente a expensas dos seus dirigentes, que, para além dos esforços e prejuízos pessoais e profissionais, transformaram os seus custos com as actividades próprias da Federação em donativos.
Chegado o final do segundo mandato, os dirigentes de então não procuraram garantir os sucessores. Era chegada a hora dos órgãos emergirem novamente das Associações reunidas em Assembleia especifica para o efeito. Era chegada a hora das Associações ditarem o rumo próximo da Federação, envolvendo-se de forma activa, participativa e em igualdade de circunstâncias. Só assim se conseguiria dar mais força e maior legitimidade à Federação! Não foi isso que se fez! Volvidos dez anos, a Federação nunca conseguiu valer e prevalecer por si própria! Nunca conseguiu ser uma instituição, para além e independentemente dos seus dirigentes! Talvez nunca tenha conseguido ser legítima e reconhecidamente a Federação das Associações do Município de Arouca!
É pena, porque faz falta um organismo que prossiga aquele objecto! Mais do que os dirigentes, que passam, as Associações e o Município, que ficam, deveriam, pugnar por isso!

António Jorge Brandão de Pinho,
(primeiro presidente da Direcção)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Parabéns Futebol Clube de Arouca!

Ao vencer hoje o Moreirense, o Futebol Clube de Arouca, conquistou o título de Campeão da 2.ª Divisão Nacional de Futebol e subiu à Liga de Honra. Parabéns Arouca!
Parabéns também à equipa de Moreira de Cónegos que acompanha o Futebol Clube de Arouca na subida à Liga Vitalis.

sábado, 5 de junho de 2010

Ainda nos campos da história e arte, foi muito interessante assistir aos testemunhos dos empreiteiros que trabalharam na recuperação e restauro da Capela da Misericórdia de Arouca, na palestra que teve lugar no Salão Multiusos da Santa Casa da Misericórdia, em mais uma jornada no âmbito das comemorações dos 400 anos daquela instituição.
Brevemente dará à estampa o livro "Os 400 Anos da Misericórdia de Arouca" da autoria do professor e historiador Dr. Afonso Veiga.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

André Almeida candidato ao PSD Arouca

Acabei agora de ver a declaração de candidatura de André Almeida ao PSD Arouca. Gostei de ouvir o que disse e aquilo a que se propõe. Julgo que reúne muito boas condições para levar por diante e com êxito esse novo desafio, tão necessário à revitalização e união do seu partido e à constituição de uma alternativa menos resignada, mais responsável e mais capaz para o município de Arouca.
Ao André Almeida, as maiores e melhores Felicidades!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

MUNICÍPIO DISTINGUE MANUEL VALÉRIO

No próximo dia 02 de Maio, feriado municipal, o Município de Arouca distingue Manuel Valério Soares de Figueiredo, com a Medalha de Mérito Municipal, Grau Ouro, «pelo trabalho desenvolvido, desde há cerca de duas décadas, com esforços intensos e profícuos no estudo, preservação e divulgação dos achados fósseis (trilobites) da louseira de Canelas».
«Manuel Valério é natural de Canelas, sendo o 12º de treze filhos, oriundo de uma família simples. Desde 1990 que se dedica à exploração da sua pedreira, através da empresa «Ardósias Valério & Figueiredo, Lda».
Para além da exploração comercial da pedreira, a descoberta de fósseis de trilobites moveu-o para o estudo, preservação e divulgação destes achados. A sua curiosidade leva-o a aconselhar-se com paleontólogos de renome internacional, que o alertam para o carácter único dos achados, e o empresário lança-se, mais tarde, na fundação do Centro de Interpretação Geológica de Canelas, cujo número de visitantes não pára de aumentar.
Manuel Valério e o CIGC receberam vários prémios de reconhecimento, destacando-se o prémio de Mérito Turístico da «Rota da Luz», por ser considerado um exemplo de boas práticas, e a distinção do Rotary Clube de Arouca. Agora, a Câmara Municipal de Arouca confere-lhe o mais elevado grau de reconhecimento municipal.»
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Trata-se de uma justa e merecida distinção, à qual não quero deixar de me associar. O meu bem haja a Manuel Valério Soares de Figueiredo.

sábado, 10 de abril de 2010

FAMA FOI FUNDADA HÁ DEZ ANOS

Passam hoje dez anos desde a data em que Victor Manuel Mendes Neves, pela Associação Cultural do "Jornal Jovem de Alvarenga"; Carlos Alberto Tavares Costa, pela Associação de Fomento Desportivo, Cultral e Recreativo "2002 Nogueiró"; Rui Pedro Quaresma Pereira Azevedo Brandão, pelo Conjunto Etnográfico de Moldes; Manuel Joaquim Gonçalves de Lima, pela Associação Cultural e Recreativa de Mansores; e Óscar de Pinho Brandão, pela Associação Social, Cultural e Desportiva "Unidos de Rossas", fundaram a FAMA - Federação das Associações do Município de Arouca, tendo por objectivo representar as Associações do Município de Arouca, defendendo as suas aspirações, lutando pela resolução dos seus problemas e carências, promovendo o associativismo como instrumento de participação cívica de formação e de desenvolvimento local.
Tive a honra e o privilégio de presidir aos dois primeiros mandatos desta nova estrutura que, tal como os seus fundadores, julgava necessária e estruturante para a organização, representação e defesa do movimento associativo no município de Arouca.
Dez anos volvidos sobre a fundação, recordo e partilho algumas notas sobre aqueles dois mandatos:
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Logótipo
O primeiro logótipo da FAMA, imagem dos dois primeiros anos de existência, foi concebido por Óscar Brandão. Já no segundo mandato como presidente da Direcção, entendi que o logótipo da Federação deveria ser mais moderno e traduzir o espírito desta estrutura. O novo logótipo, para além de identificar fácilmente a Federação, deveria ter um elemento identificativo de Arouca e traduzir a reunião das associações do município em torno da sua estrutura representativa. Com estas três ideias em mente, solicitei a colaboração do André Almeida que, em pouco tempo, me apresentou três esboços que, no seu entender, poderiam vir a cumprir o desiderato pretendido. Rejeitei liminarmente dois deles e passámos a debruçar-nos sobre o terceiro que julgava estar já muito próximo do pretendido.
O resultado final, que mais tarde viria a merecer a aprovação unânime da Direcção e da Assembleia Geral, é um logótipo com sete elementos cheios a azul, simbolizando os vários tipos de associações federadas e um esboço abstracto do Convento de Arouca, formando a letra "F" de Federação, com fundo amarelo e descrição em rodapé.
Continua!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Viver a Páscoa no torrão natal...

Manifestações de fé, música e o anúncio da ressurreição marcam o período da Semana Santa e da Páscoa, em Arouca. As comemorações começam a 27 de Março, com um concerto que recorda a Via-Sacra de Cristo até ao Calvário. Seguem-se as celebrações religiosas e as tradicionais procissões. A 4 de Abril, o Compasso anuncia, em todos os lugares, a ressurreição de Cristo. Arouca vive, assim, de forma intensa, a Páscoa cristã. Todos estão convidados para esta passagem da morte à vida.